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Diário Liberdade
Domingo, 15 Abril 2018 03:33 Última modificação em Sexta, 20 Abril 2018 21:29

Informação aos media do chefe do Directório Operacional Principal do Estado Maior russo

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País: Rússia / Direitos nacionais e imperialismo / Fonte: Resistir

Nem que seja como contraponto à abafante propaganda pró-imperialismo EUA/UE, oferecemos a seguir a informaçom divulgada polo Estado Maior russo sobre o ataque militar ilegal do dia 13 de abril contra a Síria, através do Coronel-General Sergei Rudskoi.

Os EUA juntamente com seus aliados efectuaram um ataque de mísseis através de meios aéreos e navais a instalações militares e civis da República Árabe Síria em 14 de Abril no período das 3h42 até às 5h10 (hora de Moscovo).

Os sistemas de defesa aérea russos nas bases aéreas Khmeimim e Tartus localizaram e controlaram em tempo hábil todos os lançamentos aéreos efectuados pelos EUA e pelo Reino Unido.

O anunciado avião francês não foi registado pelos sistemas de defesa aérea russos.

Foi relatado que foram utilizados durante a operação aviões B-1B, F-15 e F-16 da USAF, assim como aviões Tornado da RAF britânica sobre o Mar Mediterrâneo, e os [navios] USS Laboon e USS Monterey localizados no Mar Vermelho.

Os bombardeiros estratégicos B-1B aproximaram-se de instalações sobre o território sírio perto de al-Tarif, ilegalmente tomada pelos EUA.

Um certo número de campos aéreos militares, instalações industriais e de investigação sofreram o ataque com bombas-mísseis.

Como informação preliminar, não há baixas civis nem perdas entre o Exército Árabe Sírio (EAS). Nova informação será especificada e tornada pública.

Como é evidente pelos dados disponíveis, 103 mísseis de cruzeiro foram lançados, incluindo mísseis de base naval Tomahawk bem como bombas aéreas guiadas GBU-38 disparadas dos aviões B-1B; os aviões F-15 e F-16 lançaram mísseis ar-superfície.

Os aviões Tornado da RAF britânica lançaram oito mísseis Scalp EG.

Os sistema de defesa aérea sírios, os quais são primariamente os sistemas AD fabricados pela URSS, contiveram com êxito os ataques aéreos e navais.

No total, 71 mísseis de cruzeiro foram interceptados. Os sistemas AD sírios S-125, S-200, Buk, Kvadrat e Osa estiveram envolvidos para repelir o ataque.

Isto prova a alta eficiência do armamento sírio e as qualificações profissionais do pessoal sírio treinado pelos especialistas russos.

Ao longo dos últimos dezoito meses, a Rússia recuperou completamente os sistemas de defesa aérea sírios e continua o seu desenvolvimento.

Deve ser enfatizado que vários anos atrás, devido a fortes instâncias dos nossos parceiros ocidentais, a Rússia optou por não fornecer os sistemas AD S-300 à Síria. Considerando o incidente recente, a Rússia acredita possível reconsiderar esta questão não só em relação à Síria como também a outros países.

O ataque alvejou também bases aéreas sírias. A Rússia registou os seguintes dados:

Quatro mísseis tiveram como alvo o Aeroporto Internacional de Damasco; 12 mísseis – o aeródromo Al-Dumayr, todos os mísseis foram derrubados.

18 mísseis tiveram como alvo o aeródromo Blai, todos os mísseis foram derrubados.

12 mísseis tiveram como alvo a base aérea Shayrat, todos os mísseis foram derrubados. Nenhuma base aérea foi afectada pelo ataque.

Cinco de nove mísseis destinados ao não ocupado aeródromo Mazzeh foram derrubados.

Treze dos dezasseis destinados ao aeródromo de Homs foram derrubados. Não há destruições pesadas.

No total, 30 mísseis tiveram como alvo instalações próximas de Barzah e Jaramana. Sete deles foram derrubados. Estas instalações, alegadamente relacionadas com o chamado "programa militar químico de Damasco" foram parcialmente destruídas. Contudo, tais objectos não eram utilizados desde há muito, de modo que não havia nem pessoas nem equipamento ali.

Os sistemas de defesa aérea russos foram alertados. Caças a jactos de combate agora patrulham o ar.

Não houve mísseis de cruzeiro a entrarem na área AD de responsabilidade russa. Os sistemas de defesa aérea russos não foram empregues.

A Rússia considera que ataque como uma resposta ao êxito das Forças Armadas Sírias no combate ao terrorismo internacional e na libertação do seu território, ao invés de uma resposta ao alegado ataque químico.

Além disso, o ataque verificou-se no dia em que a missão especial da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW) devia começar a trabalhar na investigação do incidente na cidade de Duma onde alegadamente o ataque químico teria ocorrido.

Deve ser enfatizado que não há instalações de produção de armas químicas na Síria e isto tem sido documentado pela OPCW.

A agressão americana prova que os EUA não estão interessados na objectividade das investigações em curso, procuram arruinar o acordo pacífico na Síria e desestabilizar o ambiente no Médio Oriente – e tudo isto nada tem a ver com declarados objectivos de contenção do terrorismo internacional.

Actualmente a situação em Damasco e outras zonas povoadas é avaliada como estável. O ambiente está a ser monitorado.

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