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Diário Liberdade
Sábado, 02 Fevereiro 2019 23:39 Última modificação em Quarta, 13 Fevereiro 2019 17:06

Venezuelanos vão às ruas em defesa de Maduro no aniversário da Revolução Bolivariana

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País: Venezuela / Direitos nacionais e imperialismo / Fonte: Opera Mundi

Em comemoração aos 20 anos da cerimônia de posse do ex-presidente Hugo Chávez, Maduro condenou o golpismo da oposição e falou em adiantar eleições legislativas

Em comemoração aos 20 anos da posse do ex-presidente Hugo Chávez em 1999, que marcou o início da chamada Revolução Bolivariana, o povo venezuelano foi às ruas neste sábado (02/02) em várias cidades do país para defender o mandato de Nicolás Maduro e protestar contra a tentativa de golpe de Estado na Venezuela.

Em Caracas, Maduro discursou para milhares de pessoas que se concentravam na Av. Bolívar, uma das principais vias da capital. O mandatário condenou as manobras políticas da oposição e afirmou que está disposto a convocar novas eleições legislativas.

Se dirigindo à oposição, o presidente disse que "se vocês querem, nós também queremos". Maduro ainda encarregou o presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello, da tarefa de adiantar a votação parlamentar no país.

"Deixem de chamar à guerra, deixem de chamar à intervenção militar, deixem de apoiar um golpe de Estado que já fracassou. Aqui está governando a Revolução, e vamos seguir governando", disse o mandatário.

O presidente venezuelano também pediu diálogo e disse que a solução para o país se dá através do trabalho e da produção nacional.

"O dia que quiserem, onde quiserem, como quiserem, estou pronto para falar e para facilitar o caminho do encontro nacional, para respeitar a Constituição acima de tudo e para colocar uma agenda nacional de prioridades", afirmou Maduro.

Ainda em seus discurso, o mandatário felicitou as iniciativas dos governos do México, Uruguai e Bolívia que, ao contrário de outros países da América Latina, não deixaram de reconhecer a legitimidade do mandato de Maduro e se prontificaram a mediar uma mesa de diálogo entre governo e oposição.

Tentativa de golpe

No dia 23 de janeiro, durante manifestações em comemoração ao fim da ditadura militar que governou o país de 1948 a 1958, o deputado do partido de direita Voluntad Popular e líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino da Venezuela.

Em uma tentativa de golpe de Estado, Guaidó imediatamente recebeu apoio do governo dos Estados Unidos e de outros países como Brasil, Colômbia, Peru e Canadá.

Por sua vez, vários países declararam apoio ao governo legítimo de Nicolás Maduro, reeleito em eleições diretas realizadas em maio de 2018 com mais de 67% dos votos.

Nações como Rússia, China, Irã, Turquia, Cuba, Nicarágua e Bolívia manifestaram seu apoio ao governo de Maduro e condenaram a ingerência externa na Venezuela.

Manifestações da oposição

Guaidó convocou manifestações da oposição também para este sábado (02/02). Pelo Twitter, o deputado afirmou que sairia às ruas para "insistir na entrada de ajuda humanitária" no país e pedir a implementação de um governo de transição.

Mais cedo o general da Força Aérea venezuelana, Francisco Yánez, publicou uma mensagem em suas redes sociais, na qual reconheceu Guaidó como presidente interino do país e ameaçou Maduro.

O alto comando da Força Aérea da Venezuela condenou a declaração e classificou Yánez como traidor da pátria.

"Indigno o homem de armas que trai o julgamento de fidelidade e lealdade à pátria de [Simón] Bolívar e ao legado do comandante Hugo Chávez e se ajoelha diante de pretensões imperialistas", afirma comunicado oficial da Força Aérea.

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