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Diário Liberdade
Quinta, 31 Agosto 2017 14:32 Última modificação em Segunda, 04 Setembro 2017 17:35

Colômbia: de janeiro até agosto de 2017 foram assassinados 101 líderes sociais

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País: Colômbia / Repressom e direitos humanos / Fonte: PCB

A plataforma política Marcha Patriótica e a organização Indepaz apresentaram seu último informe sobre o estado de direitos humanos na Colômbia, que revelou que entre janeiro e agosto de 2017, 101 líderes sociais e defensores foram assassinados, 194 receberam ameaças e se reportaram 484 violações aos direitos humanos.

QUEM SÃO OS LÍDERES E DEFENSORES ASSASSINADOS?

De acordo com a coleta de informação feita pela Marcha Patriótica, 88% dos casos de agressões a defensores de direitos humanos e líderes sociais são contra a população masculina, 16% contra mulheres, 1% à comunidade LGTBI e 3% se dirige a organizações sociais.

Além disso, é possível estabelecer que 92% das agressões se realizam contra comunidades e que os departamentos onde mais se reportam estes atos de violência são Cauca com 61 ameaças, 29 assassinatos e 5 atentados; Chocó com 49 ameaças e 16 atentados; Valle com 27 ameaças e 20 assassinatos; e Antioquia com 11 ameaças e 17 assassinatos.

O PARAMILITARISMO E O CONTROLE NO TERRITÓRIO

O informe assinalou que existe uma forte preocupação expressa pelas comunidades frente à presença de grupos armados ilegais nos departamentos do Cauca, Chocó e Antioquia e a falta de ações por parte do Estado para combatê-las.

Neste sentido, o informe assegura que 19% das violações a direitos humanos podem ser atribuídas às autodenominadas Autodefesa Gaitanistas da Colômbia, 3% às Autodefesas Campesinas da Colômbia, 2% a Los Urabeños, enquanto existem uns 70% de violações a direitos humanos que não se atribuíram a nenhum grupo em específico.

A FORÇA PÚBLICA TEM RESPONSABILIDADE EM VÁRIAS VIOLAÇÕES DE DH

O informe também expõe as violações aos direitos humanos cometidas por membros da Força Pública, evidenciando que os departamentos onde mais casos se registraram são o Valle del Cauca, especificamente durante a greve de Buenaventura e em Bolívar, com as capturas de líderes do movimento social.

CONTINUA A VIOLÊNCIA CONTRA OS LÍDERES E DEFENSORES DE DIREITOS HUMANOS?

Uma das conclusões mais importantes que lança este informe consiste em afirmar que sim, existe sistematicidade e generalidade na violação aos direitos humanos na Colômbia, ao ter um número significativo de vítimas pertencentes a grupos com características similares e sucedidas em um mesmo período e espaço geográfico, por atores determinados.

Nessa medida, Cristian Delgado, integrante da Comissão de Direitos Humanos da Marcha Patriótica, assinalou que uma das medidas mais importantes que devem ser tomadas pelo Estado, é o reconhecimento das estruturas paramilitares para nesse mesmo sentido desmontá-las e manifestou que a falta de medidas de segurança e proteção fez com que “as comunidades se organizassem nas guardas indígenas e campesinas” para se proteger.

Fonte: http://www.resumenlatinoamericano.org/2017/08/27/colombia-desde-enero-hasta-agosto-de-2017-han-sido-asesinados-101-lideres-sociales/

Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

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