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Diário Liberdade
Sexta, 25 Janeiro 2019 18:09 Última modificação em Sexta, 01 Fevereiro 2019 18:44

Venezuela rompe relações diplomáticas com os Estados Unidos

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País: Venezuela / Institucional, Direitos nacionais e imperialismo / Fonte: Granma

O governo de Donald Trump liderou um golpe de Estado na nação bolivariana e nomeou um presidente interino que, além de uma ação intervencionista, é inconstitucional.

O presidente cubano expressa seu apoio ao legítimo dignatário venezuelano Nicolás Maduro. A Armada Bolivariana também apoiou Maduro, assim como vários países e movimentos sociais no mundo.

«Nosso apoio e solidariedade ao presidente Nicolas Maduro contra as tentativas imperialistas para desacreditar e desestabilizar a Revolução Bolivariana» disse o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, perante a interferência do governo dos Estados Unidos que pretende instalar um governo fantoche na Venezuela.

O governo de Donald Trump liderou um golpe de Estado na nação bolivariana e nomeou um presidente interino que, além de uma ação intervencionista, é inconstitucional.

Neste cenário Nicolas Maduro, presidente da Venezuela, anunciou em 23 de janeiro hoje a decisão de acabar com as relações diplomáticas e políticas com os Estados Unidos, em resposta às reivindicações de Washington de impor um governo paralelo no país sul-americano.

Em frente de uma congregação popular reunida no Palácio de Miraflores, o chefe de Estado venezuelano rejeitou as ações da oposição nacional e o governo dos EUA após a autojuramentação como presidente de Juan Guaidó, deputado da Assembleia Nacional, um parlamento ilegítimo e que obedece às ordens imperiais.

«O governo imperialista dos EUA está conduzindo uma operação para impor um golpe de Estado com um governo fantoche na Venezuela», disse Maduro. O presidente disse que o pessoal da embaixada dos EUA terá 72 horas para deixar o país.

Também disse que o povo venezuelano não quer voltar para a era de intervenções promovidas por Washington e diante das tentativas de dirigir uma operação de golpe no país, ordenou romper relações diplomáticas com a nação do norte.

O anúncio acontece poucas horas depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconhecesse Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

Telesur relata que a ação da oposição de direita, liderada pelo governo dos EUA e sob os auspícios da OEA, que também reconheceu Guaidó, como resultado de uma flagrante ação intervencionista do governo atual dos EUA é ato totalmente inconstitucional , porque a figura de um presidente interino não existe na Magna Carta venezuelana.

Diante da mobilização massiva do povo venezuelano para apoiar seu dignitário legítimo, Maduro denunciou os Estados Unidos dizendo que o chamam de ditador e agora quer impor, por um golpe, um presidente que não foi eleito pelo povo. Eles têm ambições de petróleo, gás e ouro. Dizemos a eles: essas riquezas não são suas, são do povo da Venezuela e serão para sempre», disse, acrescentando apenas que o povo venezuelano pode colocar e remover presidentes.

Maduro fez um apelo de calma à população: «nervos de aço, calma e sanidade (...) aqui ninguém desiste e vamos rumo à vitória da paz», disse.

A interferência flagrante dos Estados Unidos teve uma expressão clara no secretário de Estado, Mike Pompeo, que fez uma chamada às forças militares e de segurança venezuelanas para apoiar a democracia, para apoiar Guaidó. Na véspera, o vice-presidente Mike Pence, sem qualquer pretensão, havia convocado a oposição a se manifestar nas ruas da capital venezuelana.

Perante a tentativa golpista, a união militar cívica da Revolução Bolivariana se expressou em defesa da constitucionalidade e soberania da nação. O ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrino López, disse quarta-feira, 23, que a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) está comprometida com a defesa da soberania nacional e da Constituição. Através de sua conta no Twitter, Padrino López disse que «os soldados da Pátria não aceitam um presidente imposto à sombra de interesses obscuros nem autoproclamado fora da lei».

No âmbito internacional, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro disse que não quer uma América Bolivariana e os países do autoproclamado Grupo de Lima: Paraguai, Brasil, Argentina, Canadá, Colômbia, Brasil, Chile e a OEA, reconheceram Guaidó.

Mas a comunidade internacional não falhou e pronunciou-se pela legitimidade de Nicolás Maduro à frente do povo que o elegeram. Evo Morales, falou em seu Twitter: «Nossa solidariedade com o povo venezuelano e irmão Nicolas Maduro, nestas horas decisivas em que as garras do imperialismo buscam ferir de morte novamente a democracia e a autodeterminação dos povos da América do Sul. Nós nunca mais seremos um quintal dos EUA». Também o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, expressou seu apoio contra os ataques da oposição venezuelana.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do México anunciou que o governo do presidente Andrés Manuel Lopez Obrador não prevê mudanças na sua política externa em relação à Venezuela e reconhece como o presidente legítimo Nicolas Maduro. O porta-voz disse que a administração federal mexicana permanecerá firme em sua política de não intervenção nos assuntos internos da Venezuela.

Da Rússia, o senador do Conselho da Federação daquele país, Andrei Klimov, disse que o governo do presidente Vladimir Putin não prevê qualquer mudança na política externa do Kremlin sobre Venezuela.

Da mesma forma, os movimentos sociais manifestaram-se em apoio a Maduro. A Frente Popular Brasil, que reúne uma série de organizações políticas, ofereceu seu apoio através das redes sociais: «O imperialismo atua hoje com força total contra a soberania da Venezuela. Todo o apoio dos movimentos sociais do Brasil ao presidente Nicolás Maduro», disse o comunicado. Movimentos dessas características reuniram-se na embaixada venezuelana na Bulgária para expressar sua solidariedade ao povo do país irmão a seu legítimo presidente, Nicolás Maduro.

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