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Terça, 13 Dezembro 2016 16:05

Indústria da carne impõem tratamento desumano dentro da fábrica

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País: Brasil / Laboral/Economia / Fonte: Causa Operária

Os trabalhadores do Frigorífico Braslo, empresa do grupo JBS-Friboi, localizado em Osasco, região da grande São Paulo, denunciaram ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carne, Derivados e dos Frios as péssimas condições de segurança e trabalho dentro da fábrica.

Os trabalhadores são submetidos a temperaturas de 20, 30, 40, ultrapassando a 50 graus negativos. O tratamento dado aos trabalhadores da câmara fria, bem como aos companheiros das antecâmaras, é desumano. Para se ter uma ideia dos maus-tratos, o uniforme que a empresa fornece atualmente é muito fino e não atenua em nada o frio.

As doenças, em virtude das péssimas condições de trabalho, são constantes.

Os donos do JBS/Friboi não reconhecem sequer o direito dos trabalhadores do recebimento do adicional de insalubridade, desrespeitando as próprias leis que eles criaram.

Conforme o Artigo 189 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), “serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos”.

A legislação estabelece ainda que “o exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário mínimo da região, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo” (Art. 192 da CLT), mas os “tubarões da carne” pisoteiam a Lei, com apoio do Ministério do Trabalho golpista, que faz “vistas grossas” diante das denúncias.

Para os trabalhadores de frigoríficos, o adicional é considerado como grau médio. Neste caso, o trabalhador deverá ter acrescido em seu salário um valor correspondente a 20% (vinte por cento) do salário mínimo, ou seja, um valor correspondente, hoje, a R$ 176,00 (cento e setenta e seis reais).

O grupo JBS/Friboi, dono do frigorífico Braslo, numa atitude irresponsável, está ameaçando extinguir o adicional. Os trabalhadores recém-ingressados na empresa não recebem o adicional e os patrões querem tirar o adicional de quem já tem, para rebaixar ainda mais os salários dos trabalhadores.

Várias outras questões foram mencionadas pelos trabalhadores, como os que trabalham na higienização, (turno da noite): os operários são obrigados a iniciar a produção para os trabalhadores que entram de manhã, ou seja, a empresa está praticando o desvio de função com seus funcionários e, para ocultar que no frigorífico as condições de segurança são as mais precárias que se possam imaginar, não fornece o CAT (Comunicado de Acidentes de Trabalho) a seus funcionários.

O Frigorífico Braslo, do grupo JBS/Friboi, campeão de irregularidades, quer fazer de seus funcionários verdadeiros escravos.

É necessário organizar uma ampla mobilização dos operários, pois somente assim os patrões vão dar ouvidos às justas reclamações. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carne, Derivados e do Frio está convocando todos os trabalhadores para discutir esses problemas e exigir do JBS/Friboi a imediata regularização da situação dentro da fábrica.

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