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Diário Liberdade
Terça, 31 Janeiro 2017 16:39 Última modificação em Quarta, 08 Fevereiro 2017 13:16

Hussein Obama e 8 anos de umha complexa relaçom com o Islám político Destaque

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País: Estados Unidos / Direitos nacionais e imperialismo / Fonte: Blog de Nazanin Armanian

[Nazanin Armanian, traduçom do Diário Liberdade] O Hussein mais poderoso da história, após Hussein Ibn Ali, o neto do profeta do Islám, trespassa o comando da superpotência para um “cristao presbiterano dominical” que se gaba de ser antimussulmano.

 O nervosismo entre os três milhons de mussulmanos dos EUA, bem como de outros 1.200 milhons espalhados por todo o mundo, é evidente. Mas calma! Nos EUA a política interna e exterior do “sistema” é independente da inteligência emocional e do coeficiente intelectual dos seus presidentes.

Nom foi durante a presidência de Jimmy Carter, em 1978, quando se criou aos monstruosos jiadistas afegaos e Al Qaeda no estratégico coraçom da Ásia Central para destruir as forças progressistas da regiom e encurralar a URSS? Também foi “o sistema” que no mesmo ano elevou no Vaticano o polaco Karol Wojtyla, um fundamentalista de direita católica para cumprir a mesma missom na Europa Oriental a partir da Polónia (e qual é o papel do Papa Francisco?). Assim, Washington nom só utiliza o fundamentalismo religioso para atingir os seus fins estratégicos, como fabrica líderes e grupos integristas em países onde a modernidade capitalista os tinha deixado sem fôlego. Ditas sociedades estavam evoluindo para o laicismo e a modernidade (que nom a “ocidentalizaçom”, como afirmam os pouco doutos).

Obama, o Gatopardo, estava encarregado de maquilhar a imagem destroçada dos EUA por parte do seu antecessor. A letra pequena de seu discurso na Universidade egípcia da o Azhar, em 2009 assim o anunciava: EUA ia seguir utilizando o islamismo (a direita fundamentalista do Islám), marginalizando os grandes partidos laicos e progressistas em dezenas de países mussulmanos. Assim, para mandar umha mensagem de “reconciliaçom” dos EUA com os “mussulmanos”, em vez de ir a um local neutro num país como a Indonésia -o principal país mussulmano do mundo-, escolheu a escola do fundamentalismo sunnita da Irmandade Mussulmana (IM), além do ser Egito o único país que tinha assinado a paz com Israel. Convencido de que os IM, ao invés dos Al-Qaedistas, sabiam guardar as formas, utilizou-nos em 2012 para abortar a primavera dos sectores que no Egito ou Tunísia exigiam a democracia política e económica, que nom o regresso à obscura Idade Média. Outra das suas engenhosas políticas foi a criaçom do Estado Islámico (EI): diante do veto da Rússia e da China a umha intervençom dos EUA-ONU na Síria, o grupo apareceu no Iraque. Ao mesmo tempo que as televisons mostravam sem pudor as suas barbaridades, já indicavam curiosamente que o quartel central do grupo estava na Síria. Assim Obama, sem a autorizaçom do governo sírio nem da ONU, conseguiu intervir na Síria (e objetivo conseguido, acabárom as decapitaçons televisivas do EI!). Derrocar os mandatários laicos desta regiom fijo parte da política dos EUA, instalando no seu local regimes religiosos.

Obama começou a sua presidência em 2009 bombardeando países fracos, mas estratégicos, que por puro acaso eram “mussulmanos”. A novidade que registou nas suas açons bélicas foi o uso dos drones, estes soldados que matam e nom morrem; assim nom haverá maes como Cindy Sheehan que convertêrom a morte dos seus filhos soldados em protestos contra o militarismo. Os drones de Obama assassinárom milhares de civis no Paquistám, Afeganistám, Iraque, Iémen, Líbia e Síria, deixando milhons sem lar.

Um Obama confuso

Numha entrevista com The Atlantic, Barak Obama, que sempre recusou utilizar termos como “o terrorismo islámico” -em lugar disso, falava do ”terrorismo fanático”- aponta as seguintes questons, na sua despedida da Casa Branca:

1. Lamenta que os líderes mussulmanos continuem a fazer responsável os EUA por todos os males de Oriente Próximo. Obama tem razom. Quem utiliza a focagem antimarxista dos Três Mundos de Mao, do “Norte explorador e o Sul vítima”, oculta a divisom de classes sociais de ambos lados do mundo e liberta de responsabilidade de crimes e abusos cometidos polas ditaduras capitalistas do Sul. Por exemplo, a “crise de refugiados” sírios que levou à morte milhares de pessoas foi planeada pola Turquia e pola Arábia Saudita, embora se nom contasse com a cumplicidade da Alemanha e França nom teria sido possível.

2.-Identifica as elites fundamentalistas com os cidadaos mussulmanos (que podem ser praticantes ou nom), e a partir desta postura, é óbvio que nom encontra resposta a “porque as pessoas utilizam o terrorismo?”. Seria como se os iraquianos perguntassem “porque as pessoas do Estado espanhol ou de França os bombardeárom?”.

3.- A partir da sua defesa das religions, Obama nega os nexos entre a religiom e o terror. Que páginas da Tora leem os soldados israelitas nos seus postos de combate?

4.- Obama julga que a “patologia da violência” afeta principalmente os jovens árabes e nom os mussulmanos de África ou da Ásia Central. Incrível visom etnisista, que além disso ignora que os talibáns ou os grupos terroristas chechenos ou bósnios nom som árabes. Já agora, se os jovens árabes iraquianos quigessem vingar o assassinato de cerca de três milhons de compatriotas por causa de toneladas de bombas e polo bloqueio económico a que os EUA e os seus aliados lhes submetem desde 1991 até agora mesmo, o mundo se teria convertido num verdadeiro inferno. O terrorismo islámico nom é fruto da islamofobia e das guerras imperialistas.

5.- Também tem razom ao afirmar que Israel é só um de tantos problemas do Oriente Próximo, mas engana-se ao julgar que os intelectuais “mussulmanos” deveriam ser sensatos ao respeito e mostrar a sua capacidade e vontade de modernizar o Islám. Sr. Obama, a soluçom do fundamentalismo passa primeiro por afastar a religiom das atividades políticas, ressaltar a identidade de “cidadania” das pessoas em face à sua religiom, que deveria ser um assunto privado e pessoal e sem exibiçons públicas.

Nom há nengum interesse em acabar com o terrorismo religioso, nem com a suposta guerra contra ele. A mina do “choque de Civilizaçons” continuará a beneficiar os senhores que mandam, de um bando e do outro.

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