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Sexta, 20 Julho 2018 06:20 Última modificação em Sábado, 04 Agosto 2018 05:57

Israel aprova lei do apartheid: país só para judeus e falantes de hebraico Destaque

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País: Palestina / Direitos nacionais e imperialismo / Fonte: Esquerda Diário

[Leticia Parks] Nesta quinta-feira, 19/07, após horas de debate e por 62 votos a 55, parlamentares israelenses aprovam legislação que define hebraico como única língua oficial de Israel, assim como a religião judaica como religião do Estado. A lei é racista e oficializa o apartheid anti-árabe instalado na região.

A população árabe vem de um processo histórico de expulsão e forte opressão dentro do território que hoje é considerado Estado de Israel. O que hoje está demarcado dessa maneira é fruto de ocupações de terras, expulsões de famílias e extermínio em massa do povo árabe-palestino que antes vivia nessas terras e tinha controle, ainda que parcial, do Estado.

No mapa é possível ver o curso da ocupação, que se intensifica largamente após 1947. A justificativa "nas alturas" dessa ocupação é de que essa é região é originalmente terra sagrada do povo judeu, e também de que essa era uma terra sem povo para um povo sem terra. A dor nos olhos dos que foram expulsos dali conta outra história. Foram muitas mortes e muitos desalojamentos que tornaram possível essa terra ser ocupada por Israel, ou seja, ali havia sim um povo, que hoje está esmagado em Gaza e em outras pequenas ilhas dentro do que antes era todo o seu país. Quanto ao discurso da terra sagrada, o que devemos nos perguntar é se uma terra ser sagrada para um povo deve significar o dizimamento de um outro povo que já vive aí. Antes,nesse mesmo território, árabes e judeus conviviam harmonicamente nesse mesmo território, como dois povos que dividiam a mesma opinião: a de que aquela terra era sagrada. A única coisa que explica isso é o desejo imperialista de ocupar um território que permite um nível enorme e muito lucrativo de circulação e extração de petróleo, além de um correspondente militar norte-americano no coração do Oriente Médio.

Com a aprovação dessa lei, idioma e cultura árabes ficam restritos à informalidade e à ilegalidade, criando uma situação de perseguição oficial ao que ainda resta de manifestação reivindicatória das origens e pertencimentos dessa terra. Antes disso, já havia sido aprovada uma lei que impedia que massacres contra palestinos fossem gravados. O que passará a ocorrer com isso é uma verdadeira perseguição que só protegerá os que estão de acordo, no fim das contas, com a total ocupação do território palestino pelo Estado de Israel.

A luta pela vida do povo palestino é cada dia mais urgente e gritante. Ao contrário de um Estado persecutório, inquisidor e racista, é preciso que nessa terra se construa uma Palestina laica, livre e soberana, com direito livre às expressões religiosas e linguísticas diversas que no dia de hoje foram proibidas. Além disso, é preciso lutar fortemente contra o imperialismo norte-americano, que está por trás com interesses militares e econômicos, de todas as operações assassinas do Estado de Israel.

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