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Diário Liberdade
Quarta, 09 Novembro 2016 16:09 Última modificação em Sexta, 18 Novembro 2016 17:12

Quem é Donald Trump na fila do pão? Destaque

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País: Estados Unidos / Direitos nacionais e imperialismo / Fonte: Diário Liberdade

[Rodrigo Barradas] Donald Trump, o caricato e excêntrico bilionário estadunidense acaba de ser eleito presidente. A sua vitória soa como um filme de um palhaço macabro rindo em looping eterno, num drive-in de um estacionamento no Circo dos Horrores do que se tornou ou o que sempre foi o Freak Show de nossa sociedade. Ou da deles. Aliás, da de todos nós.

Trump é hidrófobo quando discursa. Hillary, contida. O magnata de bronzeamento esquisito e cabelo engraçado entendeu logo qual jogo deveria fazer. Hillary, elegante, não. A excentricidade de Trump denota mais sinceridade. A impecabilidade de Hillary, não. Mesmo com a imagem aparentemente natural, Clinton sempre soou mais artificial.

É que o machistão bizarro parece ser aquilo mesmo, enquanto quem conhece a política de Hillary, sabe que por trás do seu discurso aparentemente progressista, há uma total subserviência às megacorporações e ao militarismo descarado. Então se Trump dizia que era preciso investir mais em aparatos militares e guerra, Hillary não. Só que, historicamente, o militarismo como ação, sempre foi uma marca dos Clinton e tem sido uma forte marca do Partido Democrata.

Obama, por exemplo, o elegante e simpático presidente norte-americano elevou o nível de intervenção dos Estados Unidos em outros países. Elevou o nível de retaliação. Elevou o nível de perseguição interna aos próprios cidadãos americanos e de vigilância massiva. Com seu programa dos drones, matou um altíssimo número de civis, entre eles mulheres e crianças em países como o Paquistão e Afeganistão. É a guerra perfeita, higienizada, sem baixas do lado do país da "liberdade". E como todos o amam, não é mesmo?

Hillary é nata na política. Trump, não. E como tem ocorrido também no Brasil, parece que o ódio ao que é oficialmente político tem crescido por lá. Como numa previsão de anseios neoliberais, mesmo que muita gente nem saiba o que seja isso, as pessoas têm confiado mais em empresários do que em políticos. Não percebem onde nasce a corrupção.
Internacionalmente, não entendo e não vejo uma diferença abissal entre Trump e Hillary, quando o assunto real são as ações que serão tomadas na política externa e nas questões intervencionistas. Falo isso longe do discurso de ambos, já que entendo que a retórica da Hillary sempre foi falsa. Então, creio que fosse Clinton ou, sendo agora Donald, não há tantas diferenças.

O bizarro se dá porque Trump é um coringa! Ele apostou num discurso diante do crescimento do conservadorismo no mundo, ou que sempre esteve aqui e que ciclicamente as pessoas tem mais ou menos coragem para assumir o que são. Você não o verá falar qualquer coisa negativa sobre os negros. Mas quem o apoia, baseados nos seus discursos anti-imigração, são, em muito, os mesmos que não gostam dos negros por lá. Mesmo que não seja um ódio declarado.

Então quando vemos uma igreja de negros queimada com uma pichação escrita "Vote Trump", isso é realmente preocupante. O discurso de Donald é fascista, porque ele é declaradamente nacionalista, protecionista, intervencionista e aponta um inimigo a ser abatido: os latinos e muçulmanos = imigrantes não brancos anglo-saxões.

As tensões raciais no Melting Pot americano, que já estavam pegando fogo, isso, mesmo durante o governo do primeiro presidente negro naquele país, e que não tomou nenhuma ação afirmativa real, podem ficar piores. Como diz aquele ditado pessimista: "nada é tão ruim que não possa piorar".

Quem é Trump na fila do pão, saberemos ao certo quando ele de fato assumir e agir. Uma coisa sabemos: que sensação estranha essa, da bizarrice que cresce no mundo. E, de tão bizarro, até o desenho de Os Simpsons, tal qual Nostradamus, previu que Trump seria presidente americano. Isso há 16 anos atrás.

Gente, estamos falando dos Simpsons. Chegamos no nível de bizarrice de um desenho animado.

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