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Diário Liberdade
Sábado, 21 Outubro 2017 21:53 Última modificação em Quarta, 25 Outubro 2017 00:26

Venezuela rejeita declarações ingerencistas dos EUA sobre eleições para governadores

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País: Venezuela / Direitos nacionais e imperialismo / Fonte: AVN

O governo da República Bolivariana da Venezuela rejeitou de forma categórica as declarações ingerencistas do Estados Unidos sobre as eleições regionais realizadas na nação sul-americana no último domingo. 

Em nota, a Venezuela reitera seu rechaço às políticas ingerencistas imperialistas aplicadas pelo governo estadunidense, e condena sua intenção de rotular de "fraudulento" um processo eleitoral celebrado de forma soberana pelo povo venezuelano.

Veja abaixo a nota na íntegra:

"A República Bolivariana da Venezuela rechaça categoricamente a mais recente mostra de arrogância do regime discriminatório dos Estados Unidos da América, que forma parte de sua sistemática campanha de agressões e ações hostis e inamistosas contra nosso país, ao pretender rotular de "fraudulentas" as bem-sucedidas eleições regionais celebradas no último 15 de outubro em nosso país. Tais eleições, vale recordar, aconteceram em um ambiente de paz e civismo, de maneira livre e justa, com acompanhamento nacional e internacional, com a participação de mais de onze milhões de venezuelanas e venezuelanos (61.4% do eleitorado), e cujos resultados foram reconhecidos inclusive por amplos setores da oposição venezuelana.

A República Bolivariana da Venezuela rechaça, além disso, as intenções do regime supremacista estadunidense de colocar-se por cima da Constituição Nacional e da vontade soberana do povo venezuelano, ao desconhecer suas instituições legítimas.

A República Bolivariana da Venezuela, neste sentido, recorda ao império estadunidense que o Poder Eleitoral venezuelano, representado no Conselho Nacional Eleitoral, é a autoridade permitida pela Constituição para tratar do ato eleitoral e será de acordo com os mecanismos estabelecidos por esta instituição e por nosso ordenamento jurídico que será realizado qualquer processo de auditoria, ressaltando o fato de que o sistema eleitoral venezuelano se submete à auditorias antes, durante e depois de casa eleição, assim como a um processo de verificação cidadã no encerramento de cada votação, com o objetivo de garantir a transparência e confiabilidade do processo eleitoral, e no qual participam representantes de todas os setores políticos que participam das eleições. 

Chama particularmente a atenção os insolentes questionamentos e a dupla moral do Governo dos Estados Unidos da América ao referir-se ao sistema eleitoral venezuelano, reconhecido como um dos mais confiáveis em nível internacional, mais ainda quando esse país tem um sistema eleitoral não só anacrônico, elitista, de segundo grau, e com escassos mecanismos de verificação, mas que abundam, além disso, as denúncias de práticas sistemáticas para a supressão de votos, especialmente da populaçao afro-estadunidense, assim como o uso continuado do gerrymandering para impedir a representação das minorias étnicas.

A República Bolivariana da Venezuela, assim, recorda ao regime estadunidense que a Assembleia Nacional Constituinte deriva sua legitimidade do poder originário que lhe conferiu o povo livre e soberano da Venezuela no êxito das eleições do último 30 de julho de 2017, e que, conforme as disposições do artigo 349 da Constituição "Os poderes constituídos não poderão de nenhuma forma impedir as decisões da Assembleia Nacional Constituinte". Neste sentido, o Povo e Governo venezuelano afirmam que não aceitam nem aceitarão jamais a tutela nem a intervenção de nenhum poder estrangeiro em seus assuntos internos.

A República Bolivariana da Venezuela, de igual forma, exige ao império estadunidense respeitar a institucionalidade venezuelana, ao mesmo tempo que denuncia ante a comunidade internacional que tais agressões estão orientadas a gerar novas tensões internas, descarrilhar o processo de diálogo político, e alimentar o discurso dos setores mais extremistas da política nacional, que fizeram da violência, da intolerância e do ódio, com o irrestrito apoio do regime estadunidense, sua arma para alcançar o poder, apesar do profundo rechaço do povo venezuelano, tal como demonstraram os resultados eleitorais do último 15 de outubro de 2017.

O  mais recente comunicado do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América não só insulta o povo venezuelano e sua convição democrática e pacífica, mas tenta justificar sua criminosa política de agressão, ao pretender obter pela força o que seus subordinados locais, aqueles que hoje pedem impor sanções contra seu próprio povo e uma intervenção contra seu próprio país, não foram capazes de alcançar através do voto popular. 

A República Bolivariana da Venezuela reitera que não vai ceder ante pressões, ameaças, nem sanções e que fará uso de todas as ferramentas políticas e diplomáticas a sua disposição para fazer respeitar sua soberania e defender sua independência."

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