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Diário Liberdade
Sexta, 25 Janeiro 2019 12:40 Última modificação em Quarta, 30 Janeiro 2019 17:26

Venezuela: o golpe de Estado programado

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País: Venezuela / Direitos nacionais e imperialismo / Fonte: O Diário

[Christian Rodríguez] Está em marcha uma nova etapa da ofensiva dos EUA e dos seus lacaios contra a Venezuela.

O formato seguido é idêntico ao utilizado na Líbia e na Síria. A não ser derrotado, os resultados serão uma tragédia de incalculáveis proporções. É uma vergonha para o Portugal democrático que o governo do PS, com o seu inenarrável ministro Santos Silva, alinhe no apoio a esta monstruosa manobra.

Há muito que Trump sonha derrubar o regime bolivariano do legitimamente eleito presidente, Nicolás Maduro. Para isso, apela a que os seus fiéis vassalos denunciem ataques à democracia, aos Direitos Humanos, a pobreza galopante ou ainda o exílio forçado de milhões de venezuelanos, para em seguida, se apresentar como defensor dos povos oprimidos em desinteressado apoio a estes vassalos, quando é ele quem rege o conjunto.

Assim, Bolsonaro disse no Fórum de Davos que se regozija com o declínio da esquerda na América Latina, com a chegada ao poder do que chamou de líderes de centro e de centro-direita, quando eles pertencem à direita pura e dura, e que ele não quer uma América bolivariana. Ficou bem entendido que não estava muito focado na emancipação dos povos.

Em seguida, o Secretário-Geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro declarou que reconheceu o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó como presidente da Venezuela, para empreender um regresso do país à democracia . Não é a primeira vez que Almagro manifesta a sua feroz oposição a Maduro e a sua ingerência na política interna venezuelana conduzindo, entre outros, o Grupo de Lima, mas desta vez apelou abertamente ao golpe de Estado.

Com o apoio destas intervenções, bastou a Trump seguir o movimento de reprovação dos seus aliados para, também ele, reconhecer Guaidó como presidente legítimo da Venezuela, o que está em linha com o que foi afirmado pelo vice-presidente Mike Pence apelando aos venezuelanos a manifestarem-se contra o governo de Maduro garantindo-lhes o apoio dos Estados Unidos. No processo, Brasil, Colômbia, Peru, Equador e Costa Rica seguiram o exemplo. Que surpresa!

Na verdade, a administração Trump não faz mais do que aplicar os mesmos princípios que foram utilizados na Líbia e Síria, ou seja, criar uma espécie de Estado paralelo dando o aval a autoridades auto-designadas e que obedecem às suas às ordens . Assim, espera-se que a Assembleia Nacional nomeie um representante junto da OEA em substituição do embaixador venezuelano Samuel Moncada.

O que funcionou na Líbia falhou para a Síria mas trata-se, em todos os casos, de criar um clima de guerra civil, justificando a invasão em nome da paz e de rapinar o país que possui as maiores reservas de petróleo do mundo e riquezas minerais incomensuráveis. É este o único interesse dos mercenários estrangeiros que pretendem defender a liberdade e a democracia.

A França consulta os seus parceiros europeus antes de anunciar a sua posição. Seria surpreendente que fosse diferente das anteriores (*).

Entretanto, as Forças Armadas venezuelanas declararam-se unidas com o Povo e respeitadoras da Constituição e da Lei permanecendo fiéis e leais ao presidente legitimamente eleito.

https://mundo.sputniknews.com/america-latina/201901221084915594-discur...
https://www.elciudadano.cl/venezuela/intento-golpe-de-estado-secretari...
https://www.laiguana.tv/articulos/418063-trump-reconocer-presidente-gu...
https://twitter.com/marcelobrignoni/status/1088149171239034881?s=19&am...
https://twitter.com/rfi/status/1088195702469980161?s=21&fbclid=IwA...
https://twitter.com/confirmadonet/status/1088197097189445638?fbclid=Iw...

Fonte: https://www.legrandsoir.info/venezuela-le-coup-d-etat-programme.html

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(*) O mesmo fez o governo português, cujo persistente alinhamento em todas as ofensivas contra a Venezuela bolivariana envergonha o Portugal democrático e viola a letra da Constituição. Pela sua justeza e oportunidade, transcrevemos a Nota do PCP sobre a matéria:

PCP condena a nova operação golpista contra a Venezuela
24 Janeiro 2019

O PCP condena com veemência a nova operação golpista orquestrada e comandada pelos EUA contra a Venezuela e o povo venezuelano que, através da insólita «auto-proclamação» de um presidente fantoche, dito «presidente interino» – promovido por Trump e logo apoiado por Bolsonaro e outros – afrontando a ordem constitucional deste País, procura colocar em causa o legítimo Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, eleito pelo voto popular.

Operação golpista que se insere na sistemática acção de desestabilização, tentativas de golpes de Estado, boicotes, terrorismo, especulação e açambarcamento, sanções, bloqueio económico, financeiro, político e diplomático, e mesmo a ameaça de intervenção militar por parte dos EUA – que estão na base dos problemas da economia da Venezuela e das dificuldades que o seu povo enfrenta.

O PCP considera da maior gravidade a posição do Governo português que, ao arrepio dos interesses próprios do nosso País e da comunidade portuguesa, optou por uma atitude de seguidismo da União Europeia e dos círculos mais reaccionários alinhados com a inaceitável operação de desestabilização e subversão contra a Venezuela.

Refira-se também que, em Portugal, o alinhamento com a política golpista de Washington em relação à Venezuela não é exclusivo de PS, PSD ou CDS. O BE publica regularmente artigos de opinião que vão no mesmo sentido.

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