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Diário Liberdade
Sábado, 27 Janeiro 2018 23:50 Última modificação em Terça, 13 Fevereiro 2018 00:14

Associaçom José Afonso levantou grande interesse no início da sua atividade na Galiza

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País: Galiza / Resenhas / Fonte: Diário Liberdade

Grande interesse na apresentaçom e posterior celebraçom pola criaçom da AJA na Galiza.

Vídeo: A banda de rock Nao, interpretando o clássico do Zeca 'Vampiros' neste vídeo, é umha das que atuam no concerto deste sábado para celebrar o nascimento da AJA na Galiza.

O Centro Social do Pichel, na capital galega, recebeu neste sábado (27/01) o ato de apresentaçom da Associaçom José Afonso (AJA) na Galiza, no qual marcárom presença dúzias de pessoas da cidade, doutros pontos do país e, também, compatriotas do Zeca.

Às 18.00 deu início um ato apresentado por Beatriz Bieites, umha das promotoras do núcleo galego da Associaçom e também militante da Gentalha do Pichel - coletivo popular em cujo espaço foi celebrada a apresentaçom. Bieites considerou "muito importante" a criaçom de umha entidade "esperada por muito tempo" como "mais umha ferramenta" para "recuperar a língua e a cultura galega através do mundo cultural que lhe é próprio, o lusófono", e destacou que a AJA nom é procura a "mistificaçom da figura do Zeca", mas sim difundir "um conjunto de ideias (...) muito necessárias" no meio do "qüestionamento de absolutamente todo num mundo pós-modernista". Beatriz Bieites terminou desejando que a nova Associaçom contribua a um maior conhecimento mútuo entre o povo português e o povo galego.

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Foto: AJA Galiza - Um momento da apresentaçom deste sábado.

'O Triángulo Mágico' do Zeca: África, Portugal e a Galiza

A seguir, o Vice-Presidente da AJA, Paulo Esperança, ministrou umha palestra sobre o 'Triángulo Mágico' do Zeca, composto pola Áfica, Portugal e a Galiza como fontes inspiradoras para o músico e referente social português. Recuperador "de versos de outros", como o descreveu Esperança no sentido de aproveitar o melhor da inspiraçom oferecida por outras e outros poetas, o Zeca no entanto só musicou, praticamente, literatos do seu país, apesar da evidente influência doutras naçons na sua obra.

Esperança lembrou que o Zeca Afonso passou os anos da sua primeira infáncia entre Angola, Portugal e Moçambique, regressando entre os 35 e os 38 anos a Maputo, após se formar em Coimbra (Portugal). Da África, para além das suas experiências da infáncia, o Zeca teria ganhado, segundo Esperança, um profundo sentimento solidariedade com o oprimido, nomeadamente a populaçom autóctone submetida e empobrecida polo imperialismo branco. Também musicalmente o Zeca Afonso cresceu graças à experiência africana, chegando a registar gravaçons com instrumentos daquele continente.

Em Portugal, nação do cantor, o Zeca viveu a maior parte da sua vida e a esse país dedicou o esforço da sua militáncia antifascista, protagonizando momentos relevantes na história da luita popular do país, para além da sua gigantesca "Grândola, Vila Morena", música associada para sempre ao levantamento que a 25 de Abril de 1974 derrubava o regime fascista de Salazar - e, aliás, interpretada pola primeira vez num concerto na Galiza. Entre esses momentos comentou a criaçom e difussom de várias composiçons que desafiárom a ditadura na altura, com destaque para aquelas que criticavam a guerra imperialista. Artísticamente, de Portugal, explicou o Vice-Presidente da AJA, o Zeca recolheu e adaptou numerosas amostras de músicas populares das diferentes regions do país.

A Galiza e o internacionalismo no Zeca

Um dos momentos mais esperados da palestra de Paulo Esperança foi acerca do papel da Galiza num dos vértices desse 'Triángulo Mágico' do Zeca. Esperança lembrou como o Zeca desconhecia completamente a Galiza quando viajou pola primeira vez àquele país. "Mas na Galiza falam mesmo assi?" foi o primeiro que o artista perguntou ao ouvir o idioma galego, em vez do esperado espanhol. A descoberta da Galiza seria para o Zeca Afonso umha verdadeira via para o internacionalismo, ao assumir a causa da libertaçom nacional e popular galega como própria: "Estou farto de explicar por todo o lado que a Galiza nom é espanha", chegaria a dizer. Paulo Esperança exprimiu algumhas experiências e curiosidades dos concertos do Zeca na Galiza, e defendeu que para além do evidente peso deste país no seu pensamento político, também musicalmente há umha presença galega na sua obra que vai para além do "Achega-te a mim, Maruja", através nomeadamente de artistas medievais.

O ato concluiu com a intervençom de algumhas e alguns participantes dentre o público.

Desde as 22.00 celebra-se um concerto, ainda em Compostela, para dar as boas-vindas à nova entidade popular.

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