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Diário Liberdade
Domingo, 16 Abril 2017 16:11 Última modificação em Terça, 18 Abril 2017 23:00

Um alerta para gravidade da situação na Coreia

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País: Coreia do Norte / Direitos nacionais e imperialismo / Fonte: Vermelho

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) denuncia a fragilidade da argumentação dos EUA para intensificar as manobras e ameaças contra a República Popular Democrática da Coreia (RPDC), bem como a hipocrisia subjacente às suas exigências.

"Só por manifesta hipocrisia podem os EUA exigir de forma unilateral o que quer que seja em matéria de desnuclearização", afirma o CPPC num comunicado divulgado neste sábado (15). E acrescenta: "O que serve verdadeiramente a causa da paz e da segurança no mundo é o necessário desmantelamento geral, simultâneo e controlado de todos os arsenais nucleares existentes no mundo".

O pretexto da ameaça nuclear norte-coreana, invocado pelos EUA para intensificarem as suas ameaças, "não colhe", tendo em conta que, muito antes do programa nuclear coreano, os norte-americanos já haviam colocado o país asiático no "famigerado "eixo do mal" de George W. Bush" e que há muito vinham "realizando exercícios militares de grande envergadura em conjunto com a República da Coreia e o Japão, simulando ataques à RPDC", explica o CPPC.

Não faz sentido "falar do justo objectivo de desnuclearização da Península da Coreia, ou no mundo, de forma unilateral, apontando apenas a uma das partes". A mesma exigência tem de ser feita ao país "que detém dos maiores arsenais nucleares do mundo, que promove a sua modernização e instalação fora do seu território e afirma na sua doutrina militar a possibilidade da sua utilização num primeiro ataque: os Estados Unidos da América", lê-se na nota.

O desígnio da desnuclearização naquela região do globo deverá ser acompanhado de medidas que garantam, de fato, à RPDC que não será alvo de uma agressão militar por parte dos EUA. Em simultâneo, o CPPC defende que devem ser criadas condições "para que o povo coreano, sem ingerências nem pressões externas, possa unificar a sua pátria, dividida há tempo de mais por razões que lhe são totalmente alheias" – um anseio legítimo que não será concretizado enquanto persistir "a escalada militarista e as ameaças de agressão dos EUA contra a RPDC".

Situação grave

No documento, intitulado "Paz na Península da Coreia! Mais guerra não!", o CPPC chama a atenção para a gravidade da atual situação na Península da Coreia, após o "reforço da presença e da intensificação da pressão militares dos EUA contra a RPDC", assim como "para as imprevisíveis e dramáticas consequências de uma escalada belicista nesta região".

Depois "do recente ataque militar direto contra a Síria e do lançamento de uma bomba de grande potência numa zona remota do Afeganistão", as ameaças dos EUA à RPDC e "o aumento dos meios e forças militares norte-americanos" na Península coreana constituem "uma nova e muito perigosa" afronta à paz e à segurança.

É neste contexto que o CPPC reafirma a sua "exigência da paz, do fim da escalada militarista e da resolução do conflito por meios pacíficos, no quadro do respeito dos Princípios da Carta das Nações Unidas".

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