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Diário Liberdade
Quinta, 24 Agosto 2017 17:30 Última modificação em Quinta, 21 Setembro 2017 17:58

Há cem anos nascia Ri In Mo, norte-coreano que passou 40 anos preso na Coreia do Sul

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País: Coreia do Norte / Repressom e direitos humanos / Fonte: Diário Liberdade

Nesta quinta-feira (24), os norte-coreanos homenagearam Ri In Mo, ao se completarem cem anos de seu nascimento. Segundo a agência KCNA, com uma coroa de flores enviada pelo líder Kim Jong Un, oficiais do Estado, do Partido do Trabalho da Coreia, de organizações sociais, familiares e ex-prisioneiros políticos visitaram o Cemitério dos Mártires Patrióticos, em Pyongyang, para recordar a memória de Ri.

Nascido em 24 de agosto de 1917, Ri In Mo participou desde jovem das atividades revolucionárias e lutou na guerra antijaponesa. Antes mesmo da libertação da Coreia, em 1945, ele já era membro do Exército Popular Revolucionário.

Durante a Guerra da Coreia (1950-1953), foi correspondente no front do Exército norte-coreano, sendo capturado e preso pelo governo do Sul no final da guerra. Permaneceu pelos 40 anos seguintes refém do governo da Coreia do Sul, estando durante 34 anos aprisionado em condições horríveis e sob tortura frequente. Ele é um dos presos políticos que mais tempo amargou na prisão em todo o mundo.

Apesar do sofrimento na prisão, Ri negou a liberdade oferecida por Seul, que pedia em troca que ele renunciasse a suas crenças políticas.

Repatriado 40 anos depois de ser capturado, foi recebido calorosamente por multidões em sua volta ao país, debilitado pelas décadas passadas em condições subumanas na prisão, sendo visitado no hospital pelo então presidente Kim Il Sung e depois também por Kim Jong Il.

Nos anos que se seguiram, manteve-se ativo no Partido, antes de sua aposentadoria de cargos oficiais no final dos anos 90. Morreu poucos meses antes de completar 90 anos, em 16 de junho de 2007, e seu enterro foi acompanhado por uma aglomeração de pessoas e honras de Estado.

Considerado Herói Nacional da República Popular Democrática da Coreia, Ri tem uma estátua em sua homenagem em Pyongyang e é lembrado como um “genuíno revolucionário e encarnação de fé e vontade”.

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