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Diário Liberdade
Sábado, 04 Fevereiro 2017 15:27

Resposta a Santiago Alba Rico: Síria, a Revolução e a Esquerda Latino Americana

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Atilio Borón

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Na sua réplica ao meu artigo, Santiago Alba Rico, aprofunda seus argumentos originais [1].


Eu vejo duas dimensões axiais em seu argumento. 1) irrompeu no cenário internacional uma luta entre potências imperialistas, travada em cenários muito diversos, como o Médio Oriente e a Ucrânia. 2) as revoluções no mundo árabe falharam, porque não tinham apoio internacional dos governos europeus de esquerda, e dos governos progressistas e de esquerda da América Latina. Eu, humildemente, para além da opinião de Alba Rico, acredito que algumas questões devem ser tratadas de forma diferente.

Primeiro, estamos, no essencial, de acordo no que tange ao início do declínio global do império estadunidense e o fato disso ser irreversível. Infelizmente, na América Latina e no Caribe, essa tese é compartilhada por setores minoritários da nossa sociedade, os quais, todavia, acreditam na eternidade e no caráter inexpugnável do império americano, como se fosse uma maldição bíblica de realização inexorável. No entanto, ainda que compartilhasse dessa visão geral, não consigo entender como uma pessoa educada e perspicaz como ele subestima ou parece ignorar o papel que Washington teve na promoção de algumas das “Primaveras Árabes”. Não em todas as revoluções no mundo árabe, é claro, mas na Líbia, onde, segundo a sua análise, Barack Obama foi “desajeitado e inabilidoso”, até mesmo no youtube se poderia ver como este e sua secretária de Estado, Hillary Clinton, seguiam minuto a minuto o progresso dos “rebeldes” em Benghazi. Fabricavam, com a cumplicidade dos meios de comunicação “democráticos”, um bombardeio aéreo que nunca existiu, contra os supostos lutadores da liberdade, como atestou um correspondente no site da Telesur e depois foi divulgado em outros meios; e realizavam o tão feroz e exultante linchamento de Muammar Gadaffi.

Não quero dizer, com isso, que em todos os casos se reproduziu a sinistra conspiração iniciada na Líbia, mas deveríamos questionar mais a fundo. Especialmente, tendo em vista os antecedentes das famosas “Revoluções Coloridas” ou “de Veludo”, que proliferaram na Europa Oriental durante a desintegração da União Soviética, ou a conduta seguida pela Casa Branca na América Latina e no Caribe, contra os governos hostis aos interesses estadunidenses. Havia diversas e legítimas razões para a rebelião no caso que nos ocupa? Sim, sem dúvida. No entanto, ignorar o fato de que uma das dezesseis agências de inteligência dos EUA pode ter tomado algumas medidas sobre o assunto, revela uma falha na análise. Obviamente, para que os agentes norte-americanos atuem em campo, deve existir um protesto real, surgido desde os de “baixo”. Eles não podem inventar os protestos. Essa gente é muito profissional. E os que têm dúvidas, consultem a obra de Gene Sharp, “Da Ditadura à Democracia”, na qual ele apresenta um roteiro com tudo que se deve fazer para derrubar governos despóticos, invariavelmente, todos vinculados, de uma maneira ou outra, à esquerda. Ou seja, Obama não esteve nem lento, nem desajeitado na questão líbia.

Sim, ele ficou surpreso com o ocorrido na Tunísia e no Egito, mas, rapidamente, colocou seus meninos para trabalhar. Em relação a esse assunto, também surpreende a ausência de qualquer referência ao caso do Egito na análise de Alba Rico. Ali, a revolução não foi cooptada pelo Império, porque a força da Irmandade Mulçumana era muito grande. Tanto foi assim que, quando foram convocadas as eleições gerais, prevalecerau e projetou-se nas urnas um dos membros da Irmandade Mulçumana, Mohamed Morsi, para a presidência. Durou pouco mais de um ano, até que um militar, formado e educado nos Estados Unidos, o Comandante Chefe do Exército, Abdul Fatah Al-Sisi, o depôs e o enviou para a prisão. Um tribunal condenou Morsi à pena capital, o acusando pelas mortes e destroços durante a revolução, a sentença foi apelada e, finalmente, o condenaram a vinte anos de cárcere.

Isso me leva a rever o que se afirma sobre o papel dos governos progressistas na América Latina. Começo a questionar se o “Ciclo progressista latino-americano” foi filho, também, da derrota soviética. Mais correto seria afirmar que foi filho do já apontado declínio da dominação norte-americana, da subestimação da Casa Branca em relação ao impacto regional do chavismo, da certeza de que tinham os mandarins imperiais, de que a América Latina e o Caribe jamais se emancipariam da tutela norte-americana, da concentração dos seus recursos na “guerra contra o terrorismo” e na guerra do Iraque. No entanto, se não ocorresse a derrota soviética, seguramente, a evolução destes governos progressistas seria ainda mais favorável. O caso de Cuba, irrefutavelmente, comprova isso. A desintegração soviética privou a ilha de um quadro de cooperação econômica, diante das condições draconianas impostas pelo bloqueio estadunidense, impôs a esse país mergulhar no chamado “período especial”, que só o heroísmo e os sacrifícios de seu povo e a extraordinária liderança de Fidel conseguiram superar. Apesar de todos os horrores, sobreviveram à morte de Lênin e a degeneração final da União Soviética, quando a maior revolução proletária da história sucumbiu, sem disparar um único tiro nas mãos de uma máfia local articulada com o capital internacional. Apesar disso tudo, reafirmo, mais uma vez, sem a presença da URSS no tabuleiro da geopolítica mundial, a derrota americana no Vietnã seria impensável, assim como, a Revolução Chinesa em 1949 e a sobrevivência de Cuba desde o início da revolução.

Dito isso tudo, creio também que é um grave erro dizer que as revoluções democráticas do mundo árabe foram “combatidas” ou “freadas” pelos governos de esquerda na América Latina e, mais que isso, tais infâmias foram produzidas em nome da teoria dos três círculos “feita por Atílio Boron”. Nenhuma genuína revolução pode ser interrompida a partir do exterior. As que eclodiram na Rússia, China e Vietnã triunfaram, apesar de violentos contra-ataques das potências regionais e, no caso das duas últimas, do imperialismo norte-americano. Na América Latina, a Revolução Mexicana prevaleceu, apesar da agressiva resposta dos Estados Unidos, e o mesmo cabe dizer sobre as revoluções em Cuba e Nicarágua. Alguns governos latino-americanos e caribenhos, que viam com simpatia as revoluções no mundo árabe, manifestaram, através de algumas organizações políticas e forças aliadas, um discurso de apoio. Como poderiam Havana, Caracas, Quito ou La Paz saltarem para o ringue e apoiar explicitamente processos revolucionários contra governos com os quais mantinham relações diplomáticas, econômicas e políticas? Consta-me que nenhum dos seus governantes simpatizava, por exemplo, com o regime de Hosni Mubarak, no Egito, ou de Muammar El Gadaffi, ou de Al Assad na Síria. Daí para apoiar politicamente ou com armas insurgentes, há um longo caminho que só podem percorrer os governos que gozam da proteção dos Estados Unidos, o que lhes permite violar os padrões internacionais com a impunidade. Além disso, dizer que esses governos de esquerda latino-americanos se abstiveram de colaborar com essas revoluções por causa da “teoria dos três círculos” – que nem sequer tinha sido formulada nesse momento – me parece um absurdo.

Não vou insistir no tema do Imperialismo, porque acredito que tenha ficado claro na minha intervenção anterior. Basta afirmar que o Imperialismo contemporâneo só pode ser preservado através do formidável poderio militar, econômica, cultural e político dos Estados Unidos. E que, uma vez desgastados estes fundamentos do poder imperial, veremos amanhecer num novo sistema internacional, não necessariamente mais justo e humanitário. Provavelmente, algo mais parecido com as antecipações sombrias de Thomas Hobbes sobre o Estado de Natureza e a guerra de todos contra todos, que a paz perpétua e harmonia universal, profetizadas por Immanuel Kant. No entanto, isso não deve inibir a nossa condenação absoluta aos crimes cometidos pelo império dos Estados Unidos desde o fim da Segunda Guerra Mundial e que, sem dúvida, estão levando este planeta para sua própria destruição. Não se trata de acreditar que a multipolaridade é intrinsecamente virtuosa e que Alba Rico está certo sobre o risco de um “multidespotismo”, tampouco, cair em um “antiamericanismo” barato – coisa que detesto. Fidel nos ensinou que nosso problema não é com o povo estadunidense, tão oprimido, explorado e embrutecido como os demais – ainda que com métodos mais sutis, amparados por uma fenomenal maquinaria propagandística -, mas com a classe dominante dos Estados Unidos e seu “plano de dominação mundial”, tantas vezes denunciado por Noam Chomsky.

Mas, se não desejamos cair num “antiamericanismo” de barricada, não podemos ocultar que é esse o país, e nenhum outro, o principal e indispensável ator na sustentação de um sistema criminal que está devastando o planeta e destruindo sociedades (Iraque, Afeganistão, Líbia e, agora, Síria), com o único propósito de se apropriar das riquezas e recursos dos países da periferia. À luz desta análise, a compra massiva de terras na África, por parte da China, pode ser um ato condenável em termos morais, econômicos e políticos, mas é difícil classificá-lo como prática imperialista nos marcos da concepção marxista do Imperialismo. Podemos qualificar a Rússia como imperialista, porque ela resiste que fechem toda a sua fronteira, do Báltico ao Mar Negro, e ao cerco militar da OTAN, coisa que havia sido solenemente prometida pelos líderes ocidentais no início dos anos de 1990, quando asseguraram a Moscou que “a OTAN não se moveria um centímetro sequer em direção ao Leste”? A crise ucraniana é a expressão da fraude política perpetrada pelas boas almas democráticas do Ocidente. Mas, espere: Quem estava distribuindo garrafas de água e lanches para as bandas de neonazistas sitiando o prédio do governo em Kiev, exigindo a renúncia do Viktor Yanukovych? Não era outra, senão a mesmíssima Victoria Nuland, secretária-assistente de Estado dos Negócios Euroasiáticos, cumprindo uma missão a mando do seu chefe, o Premio Nobel da Paz, Barack Obama. Qual era o seu papel? Derrubar Yanukovich a qualquer preço e com qualquer aliado, incluindo os neonazistas. Rússia é a inimiga número um dos Estados Unidos, e não há escrúpulo moral algum que deva interferir nesse fato. O embaixador dos EUA, na Ucrânia, comentou com Nuland que a sua interferência excessiva e muito divulgada nos assuntos internos da Ucrânia poderia ser imprudente, já que a crise deveria ser resolvida pelos dirigentes ucranianos e, talvez, reforçar o papel de negociação da União Europeia, enfraquecida pela liderança dos Estados Unidos. A resposta oficial da Secretária de Estado norte americana foi contundente: “Foda-se a Europa” [3]. Definitivamente, esses fatos não podem ser colocados na mesma categoria da compra chinesa de terrenos na África.

Estas divergências com Santiago Alba me preocupam, ainda mais, quando ele afirmou que estamos piores do que em 1914, “porque a tradição marxista tem sido invalidada pela experiência soviética e não foi substituída por qualquer outra práxis libertadora”. Para respondê-lo, telegraficamente, assim como os horrores do nazismo não desqualificam o conteúdo libertador do cristianismo como uma religião de escravos, a falida experiência soviética não inviabiliza a tradição marxista. Acudo-o com a ajuda de José Saramago, nos Cadernos de Lanzarote, o autor diz que “Não devemos aceitar que a justa acusação e as justas denúncias dos inumeráveis erros e crimes cometidos, em nome do socialismo, nos intimidem: nossa escolha não tem por que ser feita entre socialismos que foram pervertidos e capitalismos perversos de origem, mas entre a humanidade que o socialismo poder ser e a desumanidade que o capitalismo sempre tem sido. Aquele capitalismo com rosto humano, do qual tanto se falou nas décadas anteriores, não passava de uma máscara hipócrita. Por sua vez, o ‘capitalismo de Estado’, perniciosa prática dos chamados países do ‘socialismo real’, foi uma caricatura trágica do ideal socialista. Mas, esse ideal, apesar de tão pisoteado e ridicularizado, não morreu, perdura e continua resistindo. Talvez por ser, simplesmente, ainda que não venha mencionado nos dicionários, um sinônimo de esperança [4]”. Não tenho mais nada para acrescentar às sábias palavras do grande escritor português. A Síria merece uma reflexão final. Primeiro, para dizer que esse país não tem sido o túmulo das revoluções árabes. Antes, teríamos que abordar extensamente sobre o Egito, o que Alba Rico não o faz, e não entendo as razões dessa ausência. Em todo caso, foi ali, e não na Síria, onde se frustraram essas revoluções, e onde o imperialismo impôs uma lição brutal aos rebeldes. O rechaço à Irmandade Muçulmana e ao fundamentalismo religioso não deveria ocultar esta realidade.

Em relação a essas revoluções frustradas, eu falaria, também, mais que mortes e tumbas, foram eclipses transitórios. Recordar o que Chávez disse quando fracassou a insurreição de 4 de fevereiro de 1992: “Por enquanto”. Será questão de tempo para que o impulso revolucionário no mundo árabe ressurja com novo vigor, porque se nutre de uma larga história de opressão, descriminação e repressão. Meu crítico desqualifica a serventia do testemunho de uma freira que entre 2011 e 2015 viveu em Aleppo, cidade onde acredito que Alba Rico não tenha vivido nesses anos. O que ela disse é determinante: É uma guerra introduzida de fora, não porque o regime de Assad era um modelo virtuoso, foi um governo despótico e repressivo, como praticamente todos daquela parte do mundo. Cabe alguma dúvida? Por isso, vamos validar o papel de Washington como guardião mundial, que recorra pelo planeta “semeando democracia e direitos humanos”? Não nos esqueçamos dos “ensinamentos” de Franklin D. Roosevelt. Quando alguns congressistas democratas o visitaram na Casa Branca para expressar suas preocupações pela ajuda que ele estava cedendo ao regime brutal de Anastásio Somoza na Nicarágua, o presidente respondeu: “Sim, ele (Somoza) é um filho da puta. Mas é o nosso filho da puta”. Washington manteve-se fiel a essa política de Roosevelt de proteger “seus bastardos” e assediar os governos indóceis, não necessariamente anticapitalistas ou anti-imperialistas. Tolerar que os EUA façam o que querem, em qualquer país do mundo, seria suicídio, ainda que o regime a ser deposto seja uma ditadura. Em vez de desprezar o que a irmã Guadalupe Rodrigo disse, seria melhor Alba Rico estudar seriamente o que ela disse. Na linha do que foi dito pela freira, é a análise de um especialista sobre o Oriente Médio, Robert Fisk, que tem denunciado sistematicamente o apoio que os EUA e seus aliados de “segundo escalão” têm oferecido às bandas dos “corta cabeças” [5]. Na mesma nota, Fisk inclui uma entrevista com Yassin Al-Haj Saleh, um dos líderes da oposição ao regime de Assad, que se lamenta por Obama não ter adotado uma postura mais ativa sobre a crise síria. Confesso que fiquei desapontado ao ler isso.

O informe anterior de Al-Haj Saleh contrasta com o que me informara um membro da Missão de Paz, que visitou Damasco em 2013 e entrevistou, tanto o chefe de Estado, como os principais líderes da oposição. Inclusive, os mais amargamente críticos de Al Assad reconheceram que as possíveis alternativas ao regime eram ainda piores: uma ditadura jihadista que decapitaria, por igual, comunistas, cristãos e todos os infiéis. Concordavam que era necessária uma solução política e que o regime havia dado um primeiro passo ao libertá-los de suas injustas prisões, mas as forças que se opunham ao acordo eram extremamente poderosas, dentro da Síria (exército e polícia, principalmente) e fora, sobretudo os Estados Unidos e seus aliados de “segundo escalão” europeus, que impuseram, como exigência prévia para qualquer negociação política, a renúncia de Assad. Até mesmo as comunidades cristãs, críticas ao regime, reconheceram que a separação entre Estado e religião era uma conquista em uma região como o Oriente Médio, onde tal coisa era uma notável exceção. Foi após esse sistemático fracasso de diálogo político que a Rússia entrou em cena, para, depois de varrer os jihadistas em Aleppo, estabelecer as frágeis bases de uma solução política que o imperialismo sabotou tenazmente durante anos, deixando que a Síria sangrasse (“E que se dane a Síria!”, poderia dizer Nuland) e criando um problema insolúvel para a União Europeia. Isso se transformou em uma crise sem fim, e se abriram as portas do esgoto na política europeia. É certo que a aviação russa bombardeou Aleppo. Mas qual alternativa havia? Alguém acredita que se pode combater o Estado Islâmico com sete ave-marias ou com uma citação do Corão? Por outra parte, o que fizeram os Aliados na Segunda Guerra Mundial? Os Estados Unidos lançaram bombas atômicas no Japão, e sua aviação arrasou gratuitamente Dresde e muitas outras cidades alemãs, quando o exército nazista estava praticamente destruído. Isto é uma “luta por liberdade”, enquanto expulsar os jihadistas de Aleppo é um ato de barbárie ou uma mostra do “imperialismo” russo?

Infelizmente, não haverá final feliz nessa história. Alba Rico tem razão quando diz que vivemos em uma época de enorme densidade histórica. A paulatina, mas inexorável decomposição do império norte-americano causa todo tipo de fenômenos atrozes e bizarros, como assinala Antônio Gramsci em suas análises das crises orgânicas. Contudo, a lenta agonia do Império, em si mesma, é uma boa notícia. A História começa a se abrir, e pelas suas portas entram todo tipo de personagens em luta, muitas vezes de maneira selvagem, para construir outro mundo. Que seja melhor ou pior, dependerá da autoconsciência, capacidade organizativa e inteligência política com que atuem as forças que, guiadas pela tradição marxista, queiram construir um mundo melhor. Não se pode prever o resultado. No entanto, podemos assegurar que nada de bom sairá da aliança entre esses atores da rebeldia com o imperialismo, seja com o núcleo duro norte americano seja com o “segundo escalão” europeu. Convém, ainda que em terras tão distantes, recordar o que dissera José Carlos Mariátegui sobre o futuro da Nossa América: a revolução é a criação heroica de nossos povos, que deverá ser levada ao fim sem contar com a benevolência do Império. A trágica experiência da Europa Oriental diante da desintegração da União Soviética deveria servir como uma lição de sobriedade para os revolucionários do mundo árabe que ainda confiam em seus “amigos” ocidentais. O monumento em homenagem a Ronald Reagan inaugurado no centro de Budapeste pelo Primeiro Ministro Viktor Orban é uma triste recordação do inglório fim das “Revoluções Coloridas” abençoadas pelo imperialismo.

Notas:

*Santiago Alba Rico é um influente escritor e filósofo espanhol. Nas eleições de 2015, na Espanha, foi candidato a senador pelo PODEMOS. No Brasil, tem sido lido e divulgado por organizações com referência trotskista a auto intituladas de “nova esquerda” (Nota do Tradutor).
1] “Imperialismo, imperialismos, Siria”, Rebelión, 28 Dezembro 2016.
[2] http://www.aeinstein.org/wp-content/uploads/2013/09/DelaDict.pdf
[3] O diálogo pode se escutar em: https://www.youtube.com/watch?v=CL_GShyGv3o
A doce expressão de Nuland se encontra no segundo 37 da gravação.
[4] Nota do dia 7 de Dezembro nos Cadernos de Lanzarote, I.
[5] “Hay más de una verdad que contar sobre Alepo”, en http://www.sinpermiso.info/textos/hay-mas-de-una-verdad-que-contar-sobre-alepo

Ilustração: Imagens de destruição na cidade de Alepo

Tradução: Luís Eduardo Fernandes (PCB)

Fonte: http://www.atilioboron.com.ar/2017/01/siria-la-revolucion-y-la-izquierda.html

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