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Diário Liberdade
Sexta, 28 Julho 2017 17:26

Maduro: Constituinte marcará nova era na Venezuela

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País: Venezuela / Reportagens / Fonte: AVN

O presidente da República, Nicolás Maduro, propôs à oposição instalar uma mesa de entendimento e paz, antes da celebração da Assembleia Nacional Constituinte (ANC).

Em caso de que esta iniciativa não aconteça, a Assembleia Constituinte poderá convocar um diálogo com fatores adversos à Revolução Bolivariana, afirmou nesta quinta-feira o chefe de Estado durante o encerramento da campanha eleitoral para a Constituinte, na avenida Bolívar de Caracas.

"Eu proponho à oposição política venezuelana que abandone o caminho insurrecional, que retorne à Constituição e instalemos nas próximas horas, antes da instalação da Assembleia Nacional Constituinte, uma mesa de diálogo, de acordo nacional e reconciliação da pátria. Uma mesa nacional de entendimento para falar dos grandes temas do país", afirmou.

O chefe de Estado propôs a candidata constituinte e ex-chanceler, Delcy Rodríguez, para que lidere a Comisssão da Verdade, Justiça, Reparação de Vítimas e Paz, que será instalada pela Constituinte.

Destacou que o povo venezuelano, como único protagonista, escreverá uma nova página da história do país, e abrirá, a partir do domingo, as portas para uma nova era soberana na Venezuela.

Maduro enfatizou que a Assembleia Constituinte vai permitir avançar em uma nova dinâmica produtiva, e para isso é necessário superar o modelo rentista petroleiro. Além disso, poderá dar caráter constitucional à Lei de Emprego e outras políticas sociais.

"Acabou a sabotagem econômica, e com a Constituinte vamos derrotar, definitivamente, a guerra econômica e iniciar a era pós-petroleira e a nova economia produtiva do país. Com a Constituinte vamos dar caráter constitucional a todas as missões e grandes missões sociais", afirmou.

O mandatário destacou que diante da intenção de setores da direita de impedir a realização da Constituinte, os venezuelanos reafirmaram seu apego aos valores da soberania e independência através do exercício pleno de seus direitos, como o sufrágio.

"Só o povo com sua consciência e seu voto sempre decidirá o destino de seu país. Temos uma surpresa ao imperador Donald Trump e essa surpresa são as eleições de 30 de julho onde o povo vai dar uma lição ao imperialismo e aos governos estrangeiros com votos", afirmou.

No próximo domingo, o povo consciente vai defender a soberania nacional ao votar contra o imperialismo e seus interesses sobre a pátria de Bolívar.

Maduro ressaltou que a Venezuela é um país livre e independente que tem dignidade e moral para se fazer respeitar no mundo.
"A Venezuela tem o moral para levantar nossa cabeça e dizer aos governos vassalos do imperialismo e ao imperialista Donald Trump que a Venezuela se respeita. A Venezuela é um país de dignidade, é um país de moral. Temos que respeitar nossa pátria sempre e fazê-la ser respeitada", afirmou em cadeia nacional de rádio e televisão.

O presidente disse ainda que o povo acredita na Constituinte como única via para fortalecer e apoiar a paz no país. "A Assembleia Nacional Constituinte é do povo, é o poder do povo e de ninguém mais. Vocês fizeram o único caminho de paz que tem a Venezuela, e venceremos pelo caminho da paz", enfatizou.

"A batalha hoje não é com fuzis, com espadas. Vamos ganhar a batalha com milhões de votos de um povo patriota disposto a dar tudo pela paz", explicou.

O presidente Maduro destacou que no domingo deve ser dado "um voto de confiança ao futuro da Venezuela, um voto pela paz do país, pela paz da pátria, e a paz se chama Assembleia Nacional Constituinte, que lhe abre as portas ao destino, aos horizontes e ao destino da Venezuela".

 
O presidente venezuelano recordou que setores extremistas da oposição, com ânsias de poder, têm recorrido à violência como uma forma de fazer política. Mais de 29 pessoas foram queimadas vivas, das quais nove faleceram; mais de 500 mil negócios foram saqueados, além de destroços a bens públicos e privados. "Isso pode ser chamado de protesto pacífico? Não, não, são opositores. São matadores de aluguel de um povo", destacou.

Sobre a convocação de greve geral, disse que "aqui não há greve; aqui o que há é trabalho".  "O povo e a classe operária derrotaram os chamados do filhote de Hitler", disse em referência a um dos líderes da agenda violenta golpista.

Maduro agradeceu o apoio do povo em cada batalha.

"Nunca aspirei a nenhum cargo. Meu único desejo na vida é a felicidade da pátria, uma pátria de pé. Eu já fiz minha parte, agora cabe a vocês, o povo, fazer sua parte, assim que saiam a votar no domingo 30 de julho e façamos história novamente nesta pátria de rebeldes", afirmou.

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