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Diário Liberdade
Sábado, 12 Agosto 2017 01:42 Última modificação em Terça, 29 Agosto 2017 13:43

Venezuela, entre a ameaça militar de Trump e a aliança económica estratégica com a China

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País: Venezuela / Laboral/Economia / Fonte: Diário Liberdade

A declaraçom de Donald Trump foi feita num Clube de Golfe em New Jersey poucos dias antes da visita do seu vice, Mike Pence, a vários países da América Latina: Colômbia, Argentina, Chile e Panamá.

O motivo de umha eventual agressom militar direta dos Estados Unidos contra a potência petrolífera da América do Sul estaria no facto de Donald Trump considerar que existe umha "confusom muito perigosa" (sic).

O presidente ultra dos EUA afirmou ter "muitas opçons para a Venezuela, incluindo a opçom militar se necessário". Gabando-se do poderio militar do imperialismo norte-americano, declarou: "Temos tropas em todo o mundo, em lugares muito distantes, e a Venezuela nom fica tam longe. As pessoas lá estám a sofrer, a morrer...” (sic).

Sançons económicas "ilícitas" e as verdadeiras intençons dos EUA: tomar o petróleo

Na quarta-feira (09/08), a presidenta da Assembleia Constituinte, Delcy Rodríguez, criticou as sançons económicas impostas polo Departamento do Tesouro dos EUA contra funcionários públicos venezuelanos, que se somam às que outros quatro já tinham recebido, e que Rodríguez definiu como "ilícitas". As sançons congelam os ativos que estas pessoas podam ter nos EUA e proíbem a realizaçom de transaçons financeiras com elas. Chegárom umha semana depois de Washington incluir o presidente Nicolás Maduro na sua "lista negra internacional".

A seguir às declaraçons provocatórias de Trump, logo na quinta-feira (10/08), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou estar disposto a abrir um canal de diálogo com o líder imperialista.

Junto com o irmao do falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013), Adán Chávez, também foram sancionados Francisco Ameliach, Hermann Escarrá, Erika Farías, Carmen Meléndez e Darío Vivas, todos eles membros da ANC e ex-funcionários da Revoluçom Bolivariana.

Além disso, na lista também aparecem a reitora eleitoral Tania D' Amelio e o comandante da Unidade Especial da Guarda Nacional Bolivariana no Palácio Federal Legislativo, Bladimir Lugo, acusado de participar no que EUA considerou "repressom violenta das marchas de manifestantes em Caracas", em referência à resposta polícia às tentativas insurrecionais da extrema-direita opositora.

Estados Unidos evita em todo o momento referir os verdadeiros motivos para o seu interesse em derrubar o sistema na Venezuela: tomar conta do petróleo do país, umha das maiores potências petrolíferas.

A "Constituinte Económica" quer aliança com a China para ir além do "rentismo petrolífero"

Entretanto, o governo bolivariano anunciou umha estratégia diversificadora da economia nacional em aliança com a China, para os próximos anos, que evite a dependência crónica do país em relaçom ao rentismo petrolífero até 2030.

Dentro da chamada "Constituinte Económica", que após a eleiçom da nova Assembleia Constituinte tenta pôr soluçom aos graves problemas económicos do país, o vice-presidente de Planeamento, Ricardo Menéndez, anunciou um "fortalecimento do sistema logístico para 'democratizar o acesso oportuno aos bens e serviços do país".

Na mesma estratégia, serám construídas novas obras de infraestrutura, atingindo o défice zero em matéria de vivenda.

Mais um campo de intervençom económica visará o crescimento e expansom das cadeias produtivas para dar valor agregado a produtos como o ferro, cimento, alumínio e hidrocarbonetos, entre outros. Para isso, irá contar-se com  participaçom da China através das suas capacidades excedentárias.

A "espacializaçom" económica, estabelecendo regions e subregions produtivas, completa os planos da nova Assembleia Constituinte em matéria económica, atribuindo-lhes funçons em matéria energética, de especializaçom e conhecimento.

A nova estratégia económica venezuelana contará com "financiamento e proteçom de investimentos" entre ambos os países (Venezuela e China). A paz e a estabilidade serám fundamentais para o sucesso da estratégia, daí a importáncia de deter a desestabilizaçom da burguesia pró-imperialista e as ameaças de agressom dos Estados Unidos.

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