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Diário Liberdade
Segunda, 06 Novembro 2017 12:20 Última modificação em Quarta, 08 Novembro 2017 13:37

Conheça Freddy Guevara, deputado venezuelano opositor que se refugiou na embaixada do Chile

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País: Venezuela / Reportagens / Fonte: AVN

Em nome da democracia na Venezuela, Freddy Guevara, um estudante com desejo de protagonizar uma "Revolução colorida" desenhada no exterior, ficou conhecido em 2007 como parte do movimento estudantil "Mãos brancas".

O grupo estava formado por jovens da classe média e alta que se autoproclamaram "resistência" contra o suposto regime autoritário de Hugo Chávez e em defesa da televisão privada RCTV , que enfrentava o fim de sua concessão. O movimento que levou o germe da sedição às ruas, teria sua maior eclosão dez anos depois, com a incitação à violência, através das chamadas guarimbas que em 100 dias deixaram 124 mortos, entre abril e julho de 2017.

O então estudante de Comunicação Social da Universidade Católica Andrés Bello e discípulo da Usaid (Agência do Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) conseguiu protagonismo em sua campanha pelo "Não" no referendo constitucional de 2007 para a reforma da Carta Magna, que em 02 de dezembro daquele ano não foi aprovado.

Depois seria eleito vereador em 2008 e em 2009 membro fundador do partido de extrema-direita Vontade Popular (VP), com Leopoldo López, outro promotor da violência que lançou em 2014 o plano golpista "La Salida". López foi julgado e condenado por esta ação que causou a morte de 43 venezuelanos.

Este número de vítimas ficou pequeno em 2017, depois que Guevara, agora deputado eleito (2015) e primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional burguesa em desacato para o segundo período de sessões, dirigiu, com outros integrantes da extrema-direita, uma onda de ações violentas contra o Estado, do qual forma parte como membro do Poder Legislativo. Além disso, promoveu uma intensa campanha internacional solicitando o bloqueio econômico, a intervenção estrangeira e criação de um governo paralelo.

Na entrevista para a página Breinguash, em maio de 2016, "De um grupo de rock a deputado", o ex-vocalista diz que sua meta é "dominar o mundo". Mas o perfil publicado pelo meio digital é de alguém "algo debochado, falador e ao mesmo tempo desligado". Assim com certeza foi fácil para ele encontrar algum Pokémon na Assembleia Nacional e ligeiramente confessar em uma entrevista para a tv que fumou maconha, mas não "essas coisas raras".

Também gosta de dar ultimatos, estimular a caça às bruxas contra chavistas e convocar atos violentos, como seus colegas, Julio Borges, Juan Requeséns, David Smolansky, Yon Goicochea e Lorent Saleh, que ficaram conhecidos através da mídia. Caracteriza-se ainda por uma subordinação política à direita internacional, evidenciada constantemente, como mostra a recente foto que tirou com Mariano Rajoy, em seu giro pró-ingerencismo contra a Venezuela que o levou a Espanha.

O álbum de família também inclui fotografias em ações de sedição nas ruas e apertando as mãos de elementos de grupos violentos que, com um mínimo componente estudantil, causaram destroços e mortes, tão amargas como seus tweets que estimulavam o ódio.

Agora o Tribunal Supremo de Justiça solicita à Assembleia Nacional Constituinte que retire a imunidade do deputado da direita, depois que o Ministério Público apresentou elementos sobre supostos delitos comuns que devem ser julgados por tribunais ordinários, como formação de quadrilha e utilização de adolescentes para delinquir.

"Assumirá as consequências dessa violência que está sendo gerada?", perguntou uma jornalista durante um dia violento nas ruas de Caracas nos primeiros dias de abril. E o deputado respondeu: "Eu não tenho medo do que faça este maldito governo. Eu fui eleito para tirar esta gente".

Agora aquele que foi o primeiro promotor dos trancaços está proibido de sair do país.

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