Publicidade

Diário Liberdade
Terça, 23 Agosto 2016 02:00 Última modificação em Terça, 23 Agosto 2016 15:19

Chilenos protestam contra regime privado de pensões

Avalie este item
(0 votos)
País: Chile / Laboral/Economia / Fonte: Esquerda

Os reformados chilenos estão a sofrer com as consequências da privatização do sistema de pensões no Chile em 1981, que lhes paga uma reforma correspondente a cerca de um terço do salário da vida ativa. Os protestos pelo fim do sistema privado de pensões subiram de tom nas últimas semanas e juntaram 1.3 milhões de pessoas nas ruas do Chile este domingo, segundo os organizadores.

A presidente Michelle Bachelet, que já tinha prometido a reforma do sistema após a primeira manifestação, a 24 de julho, voltou a garantir que pretende reforçar o carácter solidário do sistema de pensões, aumentando de 10% para 15% a taxa das contribuições para o sistema num prazo de dez anos, com a diferença a ser paga pelo empregador.

“Estamos a trabalhar para solucionar o sistema de pensões. Obviamente, os problemas não se ultrapassam da noite para o dia, mas vamos trabalhar para que as mudanças aconteçam o quanto antes”, declarou a presidente chilena, citada pelo diário La Nación.

Por seu lado, os organizadores do protesto prometem “não descansar até conseguir que as nossas poupanças deixem de estar ao serviço dos grupos económicos e que de uma vez por todas se ponham ao serviço de quem são os seus verdadeiros proprietários: os trabalhadores e trabalhadoras”. Caso o governo não avance rapidamente no sentido de acabar com o sistema privado de pensões, o porta-voz do movimento, Luis Mesina, anunciou um novo protesto nacional para o dia 4 de novembro.

O sistema de pensões privado foi criado pela ditadura de Augusto Pinochet, considerada um dos laboratórios do neoliberalismo da escola de Chicago. As Administradoras de Fundos de Pensões (AFP), entidades financeiras privadas, gerem as contribuições dos trabalhadores (10% do salário mais a comissão paga à entidade gestora) e determina o valor da pensão com base na rentabilidade dos montantes descontados. Ou seja, em vez do montante fixo e conhecido antecipadamente, a pensão de dez milhões de chilenos está dependente da flutuação dos mercados.

Apesar das AFP apresentarem lucros (que aumentaram 71.4% nos primeiros meses de 2015 em relação ao ano anterior, segundo fonte do setor citada pela BBC), quando chegam à idade da reforma, os chilenos foram surpreendidos com pensões mensais abaixo dos 250 euros.

Diário Liberdade é um projeto sem fins lucrativos, mas cuja atividade gera uns gastos fixos importantes em hosting, domínios, manutençom e programaçom. Com a tua ajuda, poderemos manter o projeto livre e fazê-lo crescer em conteúdos e funcionalidades.

Doaçom de valor livre:

Microdoaçom de 3 euro:

Adicionar comentário

Diário Liberdade defende a discussom política livre, aberta e fraterna entre as pessoas e as correntes que fam parte da esquerda revolucionária. Porém, nestas páginas nom tenhem cabimento o ataque às entidades ou às pessoas nem o insulto como alegados argumentos. Os comentários serám geridos e, no seu caso, eliminados, consoante esses critérios.
Aviso sobre Dados Pessoais: De conformidade com o estabelecido na Lei Orgánica 15/1999 de Proteçom de Dados de Caráter Pessoal, enviando o teu email estás conforme com a inclusom dos teus dados num arquivo da titularidade da AC Diário Liberdade. O fim desse arquivo é possibilitar a adequada gestom dos comentários. Possues os direitos de acesso, cancelamento, retificaçom e oposiçom desses dados, e podes exercé-los escrevendo para diarioliberdade@gmail.com, indicando no assunto do email "LOPD - Comentários".

Código de segurança
Atualizar

Quem somos | Info legal | Publicidade | Copyleft © 2010 Diário Liberdade.

Contacto: info [arroba] diarioliberdade.org | Telf: (+34) 717714759

Desenhado por Ritech

O Diário Liberdade utiliza cookies para o melhor funcionamento do portal.

O uso deste site implica a aceitaçom do uso das ditas cookies. Podes obter mais informaçom aqui

Aceitar