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Diário Liberdade
Sábado, 07 Maio 2016 14:48 Última modificação em Segunda, 09 Maio 2016 15:30

Homenageiam Farabundo Martí, símbolo de resistência da FMLN

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País: El Salvador / Resenhas / Fonte: Prensa Latina

A militância da FMLN prestou homenagem hoje ao destacado patriota salvadorenho e seu símbolo de resistência Farabundo Martí, pelos 123 anos de seu nascimento.

No túmulo onde jazem seus restos mortais no cemitério Los Ilustres nesta capital, membros da Comissão Política, da juventude e militantes de base da Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN), manifestaram seu compromisso com as mudanças impulsionadas pelos dois governos deste partido a favor do povo.

Farabundo Martí nasceu em 5 de maio de 1893, na localidade de Teotepeque, no atual departamento da Liberdade, e desde pequeno teve contato com camponeses e trabalhadores e começou a ver de perto as injustiças contra os mais despossuídos, e também à rechaçá-las.

Sua infância e adolescência transcorreu em uma época em que o poder oligárquico de algumas famílias do café roubavam as terras dos indígenas e camponeses e na qual se ergueram as primeiras indústrias para processar o café que levou à ruína milhares de produtores artesanais deste produto.

Depois de graduar-se bacharel em 1913, iniciou estudos de leis na Universidade de El Salvador, que abandonou para se dedicar à luta revolucionária.

Participou na organização, entre 1918 e 1924, de sindicatos de trabalhadores, e não só foi parte das batalhas de seu povo, como também foi membro da União Anti-imperialista das Américas, do Socorro Vermelho Internacional e do Partido Comunista Mexicano.

Por seu pensamento e ação foi exilado e viajou à Guatemala, México, Cuba, Jamaica, Estados Unidos e Nicarágua. Na Guatemala, em 1925, participou na fundação do Partido Comunista Centro-Americano.

Combateu junto a Augusto César Sandino na Nicarágua contra a invasão estadunidense, de forma que em 4 de maio de 1929 lhe foi concedida a patente de coronel efetivo do Exército Defensor da Soberania Nacional da vizinha nação.

Ao regressar a El Salvador, o país vivia uma profunda crise econômica e o povo começava a organizar-se ante as penúrias que sofria entre o despejo das terras, a pobreza, a desigual distribuição das riquezas.

Farabundo foi líder nestas lutas e converteu-se no principal dirigente do Partido Comunista Salvadorenho, fundado em 1930.

Após o golpe de Estado do general Maximiliano Martínez, contra o governo de Arturo Araujo, em 22 de janeiro de 1932, produziu-se uma grande rebelião de indígenas e camponeses.

Participou nos preparativos do levante, mas foi detido em 19 de janeiro de 1932, julgado sumariamente pelos militares e fuzilado por ordens do ditador Maximiliano Martínez em 1 de fevereiro de 1932.

Seu partido foi posto na ilegalidade no contexto de uma grande onda repressiva. Em 1980, o Partido Comunista de El Salvador uniu-se com outras quatro formações para integrar a guerrilha que retomou sua figura como símbolo de resistência.

A FMLN iniciou uma longa luta contra os governos da oligarquia salvadorenha até 1992, quando foram assinados os Acordos de Paz e desde então se converteu em um partido político de esquerda, ganhador das eleições de 2009 e de 2014 de maneira consecutiva.

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