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Quarta, 06 Julho 2016 15:58 Última modificação em Domingo, 10 Julho 2016 11:20

As mulheres no alvo da crise

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País: Brasil / Mulher e LGBT, Batalha de ideias / Fonte: Gazeta Operária

[Alejandro Acosta] Não é difícil compreender os novos passos que estão a caminho do aprofundamento da crise mundial. Um primeiro passo será o avanço da extrema-direita contra a classe trabalhadora, o que já estamos assistindo de camarote no Brasil e em todo o mundo. Esse avanço está constituído por bases materiais em que a crise vai ser “reparada” por um novo processo de ajustes econômicos. Os blocos econômicos sustentados pela burguesia não estão conseguindo dar uma saída por meio do “neoliberalismo” para sustentar a nova escalada da crise capitalista. A burguesia tenta de tudo para conservar o sistema econômico e evitar ao máximo o confronto com os trabalhadores. Uma medida completamente contraditória a outra.

Como a corda arrebenta sempre no lado mais frágil, a aposta do imperialismo será em começar seus planos esmagando os países mais atrasados e a ala operária mais oprimida. No caso das mulheres, na atual crise econômica em que o mundo se encontra, a tendência será arrasar seus direitos ainda mais, com o objetivo de dividir a luta e de fragilizar os salários dos trabalhadores homens também. A ideia é empurrar novamente as mulheres pra dentro dos lares e torna-las escravas da própria família. A onda conservadora e fascistoide subjuga a mulher como culpada do fracasso social e político instaurado na sociedade.

No atual período, os ataques virão de forma violenta contra as mulheres trabalhadoras. O alto índice de desemprego, e a consequente precarização do trabalho, tornará a realidade de salários inferiores para as mulheres algo mais frequente e intenso, além da falta de condições do trabalho fora de casa e na criação dos filhos.

A falta de vagas nas creches públicas, realidade para todas as mulheres será algo mais frequente. A educação pública, que está com as pernas totalmente bambas devido ao processo precarização e privatização, vai afetar cada vez mais mulheres.

Ao mesmo tempo, a luta por direitos democráticos burgueses, apesar de ajudar parcialmente as mulheres, não as liberta totalmente nos seus aspectos econômicos. E diferente do que o imperialismo e a burguesia diz, o estado possui um caráter de classe, e contempla os interesses de uma minoria no Brasil e no mundo, no objetivo de aumentar ao máximo seus lucros.

Temos nesse embate a crença da pequena burguesia na falsa democracia, na democracia burguesa, e na garantia de medidas paliativas para resolver seus problemas de opressão. Muitas vezes, os movimentos feministas burgueses culpam o homem e suas atitudes comportamentais para justificar essa opressão.

Mesmo que não se desconsidere o homem enquanto opressor da mulher (basta reparar a sociedade patriarcal em que vivemos), ao mesmo tempo, o homem trabalhador também é alvo do processo capitalista de dominação, e, nesse aspecto, é um companheiro, e o agente social, da luta pela libertação social de toda a humanidade.

A sociedade dominada pela luta de classes deve ser extinta da face da terra, o que acontecerá pela evolução histórica da própria sociedade. Para isso é preciso a luta contra o capitalismo. Somente desta maneira será possível abolir a cultura do estupro, assim como conquistar creches públicas, lavanderias e refeitórios públicos, uma sociedade sem divisão de classes. Por isso, é preciso ter em mente quem é o verdadeiro opressor.

As medidas da direita no Brasil para as mulheres no Governo Temer têm sido suficientes para pensarmos quais serão os próximos passos para a política da mulher, quando a crise avançar. Evangélica fervorosa e ex-deputada federal do PMDB, a nova secretária da Mulher, no governo interino, é totalmente contra o aborto mesmo em caso de estupro. Isso além de retrocesso, representa um atentado ao direito das mulheres em todos os sentidos. E temos mais medidas ultrajantes postas para a classe trabalhadora que irão atacar diretamente a mulher diretamente, como os ataques à previdência social, ao setor agrário e educativo.

A solução está na revolução

Os trabalhadores não devem ter ilusões na democracia burguesa, no estado aparelhado e a serviço das minorias, nem tampouco na luta entre os gêneros. O estado burguês deve ser destruído, por meio de uma revolução de massas, encabeçada pela classe operária, que deverá instaurar a ditadura do proletariado e a sociedade socialista, o que criará a base material para uma nova forma de relação entre os sexos.

A educação das crianças e jovens deve ser realizada fundamentalmente em instituições públicas e de qualidade para que mulher avance no processo de incorporação ao trabalho produtivo. O matrimônio indissolúvel, pautado na escravização da mulher e a família individual deve ser substituído pela relação comunista, prezando o amor livre das relações comerciais capitalistas.

O aprofundamento da crise capitalista colocará em movimento a classe operária no próximo período, que estava adormecida principalmente pelo refluxo impulsionado pelas políticas “neoliberais” e pela capitulação da esquerda diante a burguesia.

A crise porém criará as condições materiais para que os direitos das mulheres, dos negros, os LGBTs e do conjunto dos oprimidos sejam materializados.

Contra o golpismo e a extrema-direita no Brasil e no mundo!

Que a crise seja paga pelos capitalistas!

Pela revolução operária mundial!

Pela libertação da mulher operária!

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