Publicidade

Diário Liberdade
Publicidade
Publicidade
Segunda, 21 Novembro 2016 18:23 Última modificação em Segunda, 21 Novembro 2016 18:28

A atualidade da trincheira sindical nas lutas dos trabalhadores e no caminho da Revolução Brasileira

Avalie este item
(1 Voto)
País: Brasil / Laboral/Economia / Fonte: Unidade Classista

Os impactos da crise capitalista internacional abalaram as condições que permitiam a política de conciliação realizada pelo PT desde 2003.

O esgotamento dessa estratégia petista ficou mais evidente desde 2014. Preocupado em manter a confiança do grande empresariado, o governo federal esforçou-se em convencê-lo de sua competência para impor a agenda conservadora sobre o povo. Contudo, a burguesia queria mais agilidade nos ataques aos direitos dos trabalhadores. Portanto, lançou mão das mais sujas manobras institucionais para livrar-se de Dilma, já desgastada por dirigir o Brasil na direção contrária ao prometido antes das eleições.

Procurando valer-se do clima de crise para aumentar a exploração, destruir os serviços públicos, ampliar as privatizações e eliminar direitos trabalhistas básicos, o patronato emplacou, com o auxílio decisivo dos governantes a seu serviço, uma verdadeira ofensiva conhecida como ajuste fiscal. Nesse contexto, a espada capitalista segue apontada contra a cabeça da classe trabalhadora, ameaçando o direito de aposentadoria e outras conquistas essenciais presentes na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

A pergunta que deve ser feita em meio a essa conjuntura é: como o país ainda não parou?! A frase de Cyril L. R. James cai como uma luva: “Quando a história for escrita como deve ser, os homens ficarão admirados do comedimento e da grande paciência das massas, e não da sua ferocidade”. A paciência das massas, porém, não tem origem genética nem decorre do clima tropical. Ela é fruto de processos históricos.

Assim, inúmeros fatores contribuem para que hoje a imprensa, o governo, o Congresso Nacional e o STF discutam abertamente formas de aumentar o sofrimento dos trabalhadores para dar mais lucros aos milionários sem que haja uma poderosa revolta popular e uma greve geral. A esse respeito, importa destacar a hegemonia capitalista no movimento sindical. Ou seja, a grande maioria dos sindicatos, federações e centrais sindicais está há anos nas mãos de setores políticos contrários aos interesses da classe trabalhadora.

Segundo o próprio DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), as maiores centrais são marcadas pela ideologia de mercado e todas as centrais com mais de 5% de representatividade são influenciadas por partidos da ordem. Esse é o tamanho do desafio colocado ao campo classista e revolucionário, infelizmente ainda pouco no movimento sindical, além de fragmentado internamente. Enquanto os operários de setores estratégicos – como o metalúrgico, o automotivo, a construção civil, os transportes – estiverem sob a direção dos pelegos e burocratas da CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST etc. será mais difícil garantir a luta efetiva e independente pela defesa dos direitos históricos dos trabalhadores, que dirá o avanço rumo a novas conquistas e o enfrentamento do capitalismo.

Isso não quer dizer que devemos esperar a reversão desse quadro para levar a cabo uma ofensiva ideológica e fazer todos os esforços para barrar os ataques do patronato, aglutinando os setores combativos. Mas é preciso ir além e consolidar uma visão estratégica, compreendendo que, na atual realidade brasileira, o movimento sindical é uma trincheira central para os revolucionários. Cair no equívoco de subestimar este fato só irá atrasar a emancipação da classe trabalhadora e do povo brasileiro em geral.

Diário Liberdade é um projeto sem fins lucrativos, mas cuja atividade gera uns gastos fixos importantes em hosting, domínios, manutençom e programaçom. Com a tua ajuda, poderemos manter o projeto livre e fazê-lo crescer em conteúdos e funcionalidades.

Doaçom de valor livre:

Microdoaçom de 3 euro:

Adicionar comentário

Diário Liberdade defende a discussom política livre, aberta e fraterna entre as pessoas e as correntes que fam parte da esquerda revolucionária. Porém, nestas páginas nom tenhem cabimento o ataque às entidades ou às pessoas nem o insulto como alegados argumentos. Os comentários serám geridos e, no seu caso, eliminados, consoante esses critérios.
Aviso sobre Dados Pessoais: De conformidade com o estabelecido na Lei Orgánica 15/1999 de Proteçom de Dados de Caráter Pessoal, enviando o teu email estás conforme com a inclusom dos teus dados num arquivo da titularidade da AC Diário Liberdade. O fim desse arquivo é possibilitar a adequada gestom dos comentários. Possues os direitos de acesso, cancelamento, retificaçom e oposiçom desses dados, e podes exercé-los escrevendo para diarioliberdade@gmail.com, indicando no assunto do email "LOPD - Comentários".

Código de segurança
Atualizar

Publicidade
Publicidade

Quem somos | Info legal | Publicidade | Copyleft © 2010 Diário Liberdade.

Contacto: info [arroba] diarioliberdade.org | Telf: (+34) 717714759

Desenhado por Ritech

O Diário Liberdade utiliza cookies para o melhor funcionamento do portal.

O uso deste site implica a aceitaçom do uso das ditas cookies. Podes obter mais informaçom aqui

Aceitar