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Diário Liberdade
Terça, 06 Fevereiro 2018 00:03 Última modificação em Segunda, 12 Fevereiro 2018 00:15

Milhares em Compostela por um sistema de saúde galego, público e de qualidade

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País: Galiza / Saúde / Fonte: Diário Liberdade

 

Um sistema "público e de qualidade" defendido por milhares de pessoas.

Milhares de pessoas enchêrom as ruas compostelanas na manhá deste domingo (04/02) frio e chuvoso em defesa da saúde pública, respondendo ao chamado da plataforma SOS Sanidade Pública. Chegárom de todo o país para denunciar as políticas do Governo autónomo, comandado polo ultraliberal e espanholista Partido Popular (PP) de Nunes Feijó, encaminhadas ao progressivo, mas continuado esvaziamento do sistema público de saúde da Galiza, em favor do negócio privado e a sua assimilaçom dentro do esquema espanhol do que, no futuro e de conseguirem manter o rumo, nom serám mais do que os seus restos.

Essa era a mensagem de fundo num protesto que conseguiu juntar num grito, e numha praça - a da Quintá, absolutamente cheia, um leque bem amplo de reivindicaçons: a manutençom e potencializaçom dos hospitais comarcais, o cesse do repasse de recursos para a saúde privada, as intermináveis esperas... e, naturalmente, o principal motivo de luita neste momento, umha lei chamada polo PP "da Saúde" que, com o seu debate no Parlamento autónomo, aprofundará na linha de deterioraçom do Serviço Galego de Saúde (Sergas).

A manifestaçom partiu da Alameda por volta das 12.00 horas e percorreu as principais ruas da parte nova compostelana, antes de se dirigir até à Quintá, praça que encheu totalmente. Marcárom presença a prática totalidade das organizaçons populares construidas por volta do sistema público de saúde, mas também sindicatos - com visível presença da CIG, mas também dos sindicatos amarelos espanhóis UGT e CCOO - e organizaçons políticas, incluida a dirigência daquelas com presença no Parlamento da Galiza. Houvo umha grande heterogeneidade no perfil dos e das participantes, destacando umha forte mobilizaçom de faixas etárias mais elevadas do que noutras convocatórias.

A força da manifestaçom foi tal que dificilmente conseguírom os meios do sistema silenciá-la como habitualmente tentam fazer. Assi, tanto a TVG como mesmo a espanhola tivérom que incluir peças informativas dedicadas ao acontecido em Compostela, sob risco de evidenciar mais ainda a intoxicaçom informativa que praticam.

Contra a privatizaçom e a espanholizaçom do sistema galego de saúde

As reivindicaçons presentes na mobilizaçom fôrom múltiples, da genérica defesa da saúde pública até luitas mais específicas. No entanto, todas elas respondem a um impulso privatizador e espanholizador da sanidade galega. Esse segundo ponto reconhecia-o mesmo Jesus Vasques Almuinha (Conselheiro da Saúde da Junta) em entrevista na Rádio Galega nos dias prévios à mobilizaçom, ao indicar que a nova lei impulsionada polo PP (e previsivelmente, aprovada graças à sua maioria absoluta parlamentar) tenta é "seguir o estabelecido na normativa espanhola". Fazia isso poucos segundos depois de qüestionar impune e genericamente a plataforma SOS Sanidade Pública: "haveria que ver como se financia", dizia sem dar qualquer outra informaçom.

Almuinha 'esquecia' comentar que dificilmente pode ser tratada de igual forma que na Espanha umha populaçom com umha média de idade superior, maior espalhamento populacional e diferentes condicionantes sociais e económicos. Também esquecia explicar outros detalhes que um profissional médico si exprimia para o Diário Liberdade durante a manifestaçom: "como querem fechar muitos dos Pontos de Atendimento Continuado (PAC) tenhem esses edifícios sem manutençom, em condiçons de semi-abandono, com equipamentos que nom funcionam e mesmo em condiçons higiénicas complicadas". A verdade é que o descasso é o tom geral da política que o PP está a manter a respeito da sanidade pública. A despeito da sua propaganda, os tempos de espera aumentam e som inassumíveis em muitos casos (o PP modificou a maneira em que se conta o tempo de espera, de forma que podam contabilizar como tal só o período a partir do qual a ou o doente recebe umha notificaçom na sua casa, nom desde que solicita a assistência médica), o qual permite pôr em andamento umha das medidas 'estrela' do executivo ultraliberal: o derivamento direto de doentes para centros privados, natural e generosamente pagos com os recursos provenientes do Sergas.

Inserido todo isto num quadro geral de ofensiva recentralizadora no Reino de Espanha, de um lado, e de procura de novas fontes de mais-valia polo capitalismo mundial, do outro, e fácil ver como a conversom num negócio da saúde pública tem como contraponto a defesa dos hospitais comarcais, dos centros de atençom primária, dos PAC ou das condiçons laborais do quadro de pessoal do Sergas. Enfim, a manutençom do sistema de saúde galego como "público e de qualidade", tal como era reivindicado na leitura do manifesto final. Isso foi o que onte virom e defendêrom milhares na capital galega.

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