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Diário Liberdade
Domingo, 29 Janeiro 2017 11:56 Última modificação em Domingo, 29 Janeiro 2017 12:37

Trump proíbe entrada de muçulmanos, protestos fecham aeroportos e juíza barra decisão

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País: Estados Unidos / Antifascismo e anti-racismo / Fonte: Esquerda Diário
O presidente americano Donald Trump emitiu um decreto proibindo a entrada em seu país de pessoas oriundas de sete países de maioria muçulmana: Irã, Iraque, Líbia, Somália, Síria e Iêmen.

Todos esses países foram alvos de sanções econômicas ou operações militares americanas nos últimos anos. A medida se aplica até mesmo a pessoas com visto permanente de residência nos EUA.

A medida racista e xenófoba levou a prisão nos aeroportos de cientistas, refugiados e centenas de outras pessoas. A medida de Trump busca se justificar como uma tentativa de impedir a entrada, supostamente, de terrorista islâmicos.

Em nota divulgada ao site americano Democracy Now, o Conselho Nacional Irã-Estados Unidos comentou o decreto presidencial: "famílias estão sendo dilaceradas sem aviso e sem garantia de quando serão reunidas. Estudantes viajando para fora do país no momento da proibição estão horrorizados pensando que não poderão voltar a seus estudos. Crianças estão sendo presas junto a seus pais quando elas estão somente buscando voltar para casa. Hoje é um dia sombrio na história desse país."

A reação não demorou a se sentir. Milhares de pessoas foram as ruas protestar. O acesso aos principais aeroportos do país foi interrompido. Foram registradas grandes manifestações em Nova Iorque, Dallas, São Francisco, Los Angeles, Chicago e Washington, afetando todos os principais aeroportos internacionais do país.

O sindicato dos trabalhadores de táxi de Nova Iorque aderiu ao protesto, chamando a não pegar passageiros no aeroporto.

BREAKING: NYTWA drivers call for one hour work stoppage @ JFK airport today 6 PM to 7 PM to protest #muslimban! #nobannowall

— NY Taxi Workers (@NYTWA) 28 de janeiro de 2017

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Veja vídeo do Left Voice, da rede Internacional de Diários do Esquerda Diário:

Sob a pressão dos protestos uma juíza federal do condado de Brooklyn, Nova Iorque, concedeu uma liminar perante a ação da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) suspendendo parcial e e temporariamente alguns dos efeitos do decreto presidencial emitido no dia anterior (27).

Pela decisão da juíza federal os policiais não podem deter aqueles que cheguem aos Estados Unidos e estejam legalmente autorizadas a entrar no país. A ordem para que as empresas aéreas não deixem pessoas desses países embarcarem segue em vigor. O Departamento de Defesa Nacional informou ao New York Times que a decisão judicial não afeta a proibição de embarque de estrangeiros desses países e que cada novo caso demandaria ação judicial e análise específica. O presidente Donald Trump, sempre hiperativo no Twitter não posta nenhum comentário há mais de 15horas. Até o momento do fechamento dessa edição (09:00, horário de Brasília) não havia informação na mídia americana se a presidência americana apelaria ao Supremo para revogar a decisão da juíza de Nova Iorque.

Outra decisão racista de Trump, a construção do muro com o México levou o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu a se unir em reacionarismo, felicitando-o pela medida, desejando sucesso e lembrando que ele também havia construído um muro (com a Palestina):

President Trump is right. I built a wall along Israel's southern border. It stopped all illegal immigration. Great success. Great idea ????

— Benjamin Netanyahu (@netanyahu) 28 de janeiro de 2017

A forte manifestação registrada ontem, bem como a reação ao anúncio da construção do muro na fronteira com o México demonstram como a eleição de Trump não está levando somente ao fortalecimento de movimentos racistas e de extrema-direita pelo mundo, mas também produzindo uma onda de protestos. Ontem foi a vez de tomar as ruas contra a islamofobia. No dia seguinte a posse de Trump tinha sido a vez das mulheres erguerem sua voz.

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