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Diário Liberdade
Quinta, 09 Junho 2016 14:25 Última modificação em Quinta, 09 Junho 2016 16:43

Os ferroviários franceses em greve bloqueiam o trem que transportava a Eurocopa

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País: Brasil / Laboral/Economia / Fonte: Esquerda Diário
O trem já havia percorrido 25 cidades francesas em 60 dias, e contava com 4 vagões “carregados de surpresa” segundo os anúncios oficiais. A direção da empresa tinha tudo planejado: uma loja de merchandising oficial, um vagão para que os passageiros fizessem selfies com a copa, outro vagão onde foi montado o “Museu da Euro” com fotos e camisetas, e até um vagão “estúdio de som” para que os passageiros gravassem sua própria música da Eurocopa. Tudo pensado para culminar como uma festa nesse 8 de junho em Paris.

Porém a surpresa foi a que chegou à empresa e ao governo: os trabalhadores bloquearam a chegada do trem da Euro entre ruidosos protestos e o ato teve que ser suspenso.

Em meio ao importante movimento social de protestos que sacode a França, enquanto os trabalhadores ferroviários lutam por suas condições de trabalho e enquanto que Guillaume Pepy (diretor da empresa de trens) está operando toda máquina contra os grevistas, a direção da SNCF não encontrou nada melhor que gastar seu dinheiro promovendo a Eurocopa, um festival consumista e capitalista por excelência.

Os ferroviários das diferentes estações de trem de Paris não apoiaram nem aprovaram essa campanha. Como resposta, trabalhadores de Landy, da Estação do Norte, do Leste, de Saint-Lazare, da Estação de Lyon e de todo o setor sudeste de Paris se concentraram para bloquear a iniciativa que consideravam ofensiva.

Na Estação do Norte houve uma manifestação, reafirmando que “a força dos trabalhadores, está na greve” como cantavam os grevistas. Em meio a ação chegou um trem Eurostar (trens provenientes de Londres que atravessaram pelo túnel do Canal da Mancha até Paris) e a luta dos trabalhadores franceses por suas condições de vida encontrou um eco muito favorável entre os vizinhos do outro lado do canal.

Logo todos juntos se dirigiram numa manifestação espontânea até a Estação do Leste onde somaram ao ato os trabalhadores precarizados chamados “intermitentes” e em aliança com os estudantes com grande estrondo.

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Um chamado às Assembleias Gerais para lutar todos juntos

Esta semana os ferroviários se encontram na linha de frente dos protestos operários na França, com uma greve indefinida que está pondo o governo de Hollande aos nervos, quando os olhos de todo o mundo estão postos no início da Eurocopa nessa sexta-feira.

Nessa terça (7) a assembleia geral dos grevistas da estação ferroviária de Austerlitz fez um chamado a todas as assembleias gerais dos trabalhadores ferroviários em luta na França.

Isso significa uma interpelação direta às direções sindicais, para que não aceitem a proposta de negociação realizada pela direção da empresa que inclui o princípio das “negociações por empresa” que poderiam ser inferiores aos convênios nacionais, tal como também estipula a Lei Khomri.

Esse chamado foi distribuído em várias Assembleias Gerais (AG) e apoiado na manhã de quarta pelas AG da Estação do Norte, Saint-Lazare, Juvisy e Nimes, expressando o sentimento combativo de um setor dos trabalhadores que quer ir mais além do que estão dispostas as direções sindicais.

“Chamamos a todas as AG de ferroviários da França a posicionar-se neste sentido para unificar nossas reivindicações. Todos unidos na luta ganharemos!” conclui o comunicado dos trabalhadores de Austerlitz.

O movimento está mostrando a emergência de um amplo ativismo combativo, que tende naturalmente à unidade e à coordenação, desde os comitês de greve, as Assembleias Gerais e a assembleia entre as estações. Às greves de ferroviários, somam as das refinarias, a dos garis e dos pilotos da empresa de viagens aéreas Air France, que começam nessa sexta. No dia 14 de junho está programada uma nova jornada de manifestações a nível nacional dos sindicatos. As greves continuam na França as portas da Eurocopa.

Tradução: Artur Lins

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