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Diário Liberdade
Quarta, 12 Outubro 2016 18:35 Última modificação em Sábado, 15 Outubro 2016 10:11

China e Rússia mais uma vez contra o sistema antimísseis dos EUA

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País: China / Direitos nacionais e imperialismo / Fonte: Prensa Latina

China e Rússia culparam os Estados Unidos de prejudicarem a estabilidade regional e global com seus planos de defesa antimísseis durante o VII Fórum de Xiangshan sobre cooperação em segurança na região Ásia-Pacífico que termina hoje aqui.

Em uma conferência conjunta de imprensa, o general de divisão Cai Jun, do Departamento do Estado Maior Conjunto da Comissão Militar Central (CMC) da China, expôs que o plano do sistema antimísseis Terminal de Defesa da Área de Alta Altitude (THAAD, inglês) não contribui para a solução da questão nuclear da península coreana.

Enfatizou que esse plano prejudicará seriamente os interesses de segurança nacional de países como China e Rússia, entre outros.

O THAAD, um avançado sistema de defesa antimísseis que os Estados Unidos planejam estabelecer na República da Coreia, aparentemente não corresponde ao seu suposto propósito e também não contribui para a paz e a estabilidade da península, reforçou Cai.

A este respeito, manifestou a firme oposição deste governo a essa iniciativa e insistiu que Washington e a Coreia do Sul mudassem de parecer.

O desenho unilateral e 'pouco construtivo' dos Estados Unidos dos sistemas de defesa antimísseis levará a que o ambiente global de segurança se deteriore, se prejudique o equilíbrio estratégico e a segurança e a estabilidade globais e regionais, além de obstaculizar o processo de desarmamento nuclear e a não proliferação nuclear.

Nesse sentido, Cai considerou que tal medida poderia conduzir a uma nova onda de corrida armamentista.

Recordou que o gigante asiático insistiu nos esforços políticos e diplomáticos das partes envolvidas para conseguir a segurança, a estabilidade e a cooperação comuns.

Por sua vez, o tenente geral Viktor Poznikhir, do Estado Maior Geral do exército russo, concordou que a manobra de mísseis dos Estados Unidos afetou negativamente a estabilidade estratégica global.

O estabelecimento de sistemas antimísseis dos Estados Unidos na Europa e na Ásia Pacífico tem o objetivo de conter a fortaleza nuclear estratégica da Rússia e da China e consolidar a hegemonia de Washington, considerou.

Segundo Poznikhir, Moscou duvida das afirmações da Casa Branca de que o THAAD seja necessário para se defender contra mísseis provenientes da República Popular Democrática da Coreia.

Pelo contrário, opinou que o sistema antimísseis é estrategicamente de ataque, o que busca estabelecer uma vantagem absoluta sobre qualquer potencial rival no mundo.

E ainda reiterou uma proposta sino-russa de que as partes envolvidas devem concluir um tratado por meio de negociações sobre a prevenção do estabelecimento de armas no espaço exterior.

A Rússia também quer que os Estados Unidos assumam um compromisso legalmente obrigatório de que seu sistema antimísseis europeu não estará dirigido contra a força nuclear estratégica da Rússia, assinalou o tenente geral.

Beijing mantém que a colocação em marcha desse projeto provocará tensões na parte meridional da península coreana, em lugar de dissuadir as supostas ameaças nucleares e de mísseis da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), a principal razão citada pela administração de Seul para justificar o estabelecimento do sistema em seu território.

O THAAD, sistema do exército dos Estados Unidos para derrubar mísseis balísticos de curto, meio e alcance intermediário, busca consolidar a hegemonia na região Ásia-Pacífico, segundo enfatizam especialistas e grande parte da comunidade internacional.

Ao mesmo tempo, Pyongyang mantém que seu sistema nuclear dissuasivo é só uma medida preventiva voltada à legítima defesa da pátria.

A sétima edição do Fórum de Xiangshan, inaugurada na segunda-feira nesta capital, esteve dedicada à construção de um novo tipo de relações internacionais por meio do diálogo e da cooperação em matéria de segurança e contou com 400 representantes de 64 países e organizações.

Durante seus três dias de duração, debateu-se sobre o papel dos exércitos no governo global, a resposta aos novos desafios da segurança na Ásia-Pacífico por meio da cooperação, a colaboração em segurança marítima e as ameaças e contramedidas que o terrorismo internacional impõe.

Este fórum sobre a segurança regional é celebrado desde 2006, primeiramente numa base bienal e, a partir de 2014, com frequência anual.

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