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Diário Liberdade
Terça, 03 Mai 2016 15:58

Balada de finais de Maio ou crónica de alguém que perdeu o padrinho! Destaque

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José Biern Boyd Perfeito

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Uma resposta á entrevista de Carlos Silva, Secretário Geral da UGT publicada no Expresso no dia 1 de Maio, dia do trabalhador.


Este é um texto que visa destruír o movimento sindical, numa atitude de terra queimada, irresponsável e pouco inteligente com prejuízos para a própria Central Sindical em matéria de futuras negociações com os opositores, que não deixarão de a utilizar.

A atitude negativa, derrotista e até facciosa não é, nem pode ser nunca um discurso de um verdadeiro sindicalista ou até de um trabalhador.

Este texto releva os trabalhadores para um não futuro e um agrilhoamento ao sistema como algo que não pode ser vencido, quando e só por exemplo, comemoramos o dia do trabalhador onde a história conta que a resistência, o sacríficio e o nunca desistir tornou a vida dos trabalhadores deste mundo um pouco melhor.

Esta pode ser a opinião de um qualquer cidadão, mas nunca a de um dirigente sindical, ainda que essa seja a sua opinião pessoal, como está por esta via e por outras acções e entrevistas.

Carlos Silva não compreende ou não quer compreender que o movimento sindical é mais do que uma simples moda, um simples emprego que se toma e que mais tarde se acaba por achar que não era aquilo que se queria.

Mas vamos por partes.

Carlos Silva tece comentários em relação á ligação dos sindicatos aos partidos, esquecendo a ligação da UGT ao PS, como se essa ligação fosse algo que prejudicasse mais os partidos do que os beneficiasse. Mas no fundo, os trabalhadores têm partidos e como tal, sendo as estruturas sindicais respresntativas de trabalhadores, também estas são inferidas com os partidos.

Aliás, não ter partidos significa não ter uma base ideológica, um objectivo comum, não “olhar mais além” e ficar perdido nos “paços” do sistema, uma condição que já foi vivida em Portugal no tempo da ditadura em que os sindicatos eram corporativistas e baseavam-se a seguir o que emanava da política do trabalho do sistema ditatorial.

E este não é o sindicalismo que os trabalhadores querem em Portugal.

Carlos Silva fala em “poderes ocultos” na mesma frase em que refere o FMI e  refere que as pessoas se sentem traídas por governos que prometem muito nas companhas eleitorais e depois são manietados pelas tais forças do oculto. Mas não será a função dos sindicatos lutar contra este tipo de situações e saberá Carlos Silva algo mais que não está a dizer? Afinal o dirigente da UGT sempre se sentou á mesa e assinou acordos com esses que ele agora diz que são controlados com “ os poderes do oculto”.

O movimento sindical não está em recuo. O que está em recuo é um certo movimento sindical que apareceu para quebrar a força sindical dos movimentos sindicais ideológicos. E esse recuo deve-se ao facto de os trabalhadores estarem hoje muito mais informados sobre as acções dos sindicatos e qual as suas ligações com os governos.

Existe solidariedade entre o movimento sindical Europeu e até Mundial. Mas quando uma estrutura sindical tem por objectivo aparar as politicas nacionais dos governos apenas porque é mais avantajoso, é evidente que vai ter mais dificuldade em criar laços de solidariedade com outros sindicatos.

Eu nunca ouvi nenhum verdadeiro sindicalista que pela sua génese é internacionalista, tecer criticas aos povos de qualquer região do mundo, quando são os sistemas politicos na sua mairia sociais democratas ou neo liberais, que estabelecem as politicas em relação aos trabalhadores.

Carlos Silva evidentemente não tem falado com as pessoas certas, nórdicas ou não, sobre o movimento sindical.

Carlos Silva acaba a entrevista demostrando cansaço ao fim de 3 anos de liderança, deixando cair a máscara da ideia de facilidade e de vida boa que Carlos Silva tinha do movimento sindical, um pouco seguindo as pegadas do antecessor e “ bon vivant” João Proença.

Mas houve alguma coisa que mudou na vida de Carlos Silva. Durante o tempo que este está na liderança da UGT o seu idolo que tão alto estava, caiu! Falo de Ricardo Salgado a quem Carlos Silva foi pedir a “ benção” para aceitar o cargo de dirigente e que agora não lhe pode garantir o apoio...

Carlos Silva é um homem derrotado!

E foi derrotado pela queda dos que o criaram para o movimento sindical, como um tsunani que arrastou o lixo que enchia as ruas do sector bancário e que a certa altura, se encheu de expectativa por ter um tentáculo dentro do movimento sindical ainda que a UGT.

Os planos saíram furados e Carlos Silva é um homem cansado e fustrado.

Diz que irá sair, ninguém sentirá a sua falta e o movimento sindical Europeu passará bem sem quem nunca o compreendeu.

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