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Diário Liberdade
Sexta, 01 Julho 2016 14:18 Última modificação em Terça, 05 Julho 2016 13:18

Cartas aproximam os povos lusófonos separados pelo Atântico Destaque

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País: Angola / Resenhas / Fonte: Diário Liberdade

Por Eduardo Vasco

Um angolano filho de portugueses que foi para o Brasil por se recusar a lutar contra seu povo em nome de um ideal patriótico que não era o seu, e cujos amigos eram os negros oprimidos pelo colonialismo.  

Uma brasileira que conheceu pela primeira vez uma amiga negra quando foi trabalhar em Angola.

Uma angolana que decidiu viver em Lisboa por questões econômicas.

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“Reconheço em você os traços dos que caminham aqui ao meu lado, dia a dia”, é a frase de um dos personagens do documentário Cartas para Angola, de 2012, que mostra a proximidade entre os povos de Angola, Portugal e Brasil a partir de histórias contadas por meio de cartas trocadas entre personagens separados por milhares de quilômetros.

O filme, dirigido pelo casal brasileiro Coraci Ruiz e Julio Matos, conta com entrevistas de personagens residentes em Luanda, Lisboa, Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.

A provocação de sentimentos de empatia é uma das características mais interessantes do documentário. A Pátria é onde se nasce ou onde se vive? A mensagem que se passa é que talvez a Pátria esteja, na verdade, localizada dentro de cada um de nós, em nossos corações e para onde nossas mentes são direcionadas, mesmo que inconscientemente.

O estilo poético e reflexivo da obra e o conteúdo das mensagens trocadas são fatores especiais que ajudam a compreender e sentir o outro, a se reconhecer nele, a perceber o quanto somos parecidos e nossas tristezas, fraquezas, alegrias e dificuldades muitas vezes são as mesmas.

“No fundo somos elos de uma mesma família que o Atlântico não separou e nunca vai conseguir separar”, afirma uma das entrevistadas do documentário. Angola, Brasil e Portugal se reconhecem e se aproximam, nossos povos sentem-se pertencentes um ao outro, com nossas diferenças, sutilezas e particularidades, mas com o desafio da integração solidária.

Isso pode ser feito graças ao acesso à tecnologia, à internet, por e-mails, redes sociais, aplicativos... ou então escrevendo cartas.

O longa foi exibido em diversos festivais de cinema pelo mundo. Recebeu o prêmio de melhor documentário no IV Festival do Filme Etnográfico do Recife e no V Festival Internacional de Cinema de Luanda, além do prêmio da CPLP no 4º Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa e menção honrosa no 5º Festival de Cine Latinoamericano de Flandes.

Cartas para Angola está disponível na íntegra no Youtube e pode ser assistido abaixo:

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