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Diário Liberdade
Sábado, 21 Abril 2018 18:21 Última modificação em Terça, 24 Abril 2018 23:58

Conheça as oito novas presidentas das Assembleias Provinciais do Poder Popular de Cuba

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País: Cuba / Mulher e LGBT / Fonte: Granma

[Miguel Febles Hernández, Julio Martínez Molina, Ventura de Jesús, Juan Antonio Borrego] Se de algo pode se prezar a Revolução Cubana é de ter em cada front de batalha a decisão, o espírito criador, a força ilimitada e a delicadeza da mulher.

Em Cuba não há nada impossível para elas. Assumiram orgulhosas os desafios mais ambiciosos e sem fraquezas nem pretextos demonstram que de cada obra podem ser tirados os melhores frutos.

A recente constituição das Assembleias Provinciais do Poder Popular, demonstrou que são merecedoras do respeito, do amor e da confiança daqueles que as cercam, pois em oito territórios do país, mulheres excepcionais foram eleitas como presidentas de tais órgãos de governo.

mulher1A mestra-presidenta de La Majasera

Nascida e criada em zonas pecuárias de Najasa e Jimaguayú, assegura continuar sendo «a mesma camponesa de sempre, como se diz, ao lado da teta de vaca, em uma paragem rodeada de pessoas boas e agradecidas que marca a gente para toda a vida».

Essa é a lembrança que tem Isabel González Cárdenas, recém-ratificada em um segundo mandato como presidenta da Assembleia Provincial del Poder Popular en Camagüey, da comunidade La Majasera, a unos 25 quilômetros da cidade capital provincial, aonde retornou formada de mestra para trabalhar em uma pequena escola rural: «Ali, — assegura —, cresci como profissional e como ser humano».

Foi tal o carinho e o respeito ganho entre os alunos, pais e camponeses do lugar, que aos 19 anos foi eleita delegada da circunscrição (vereadora). Desde então, ocupou cargos como líder sindical, vice-presidenta e presidenta do governo em Jimaguayú, secretária do Conselho da Administração, vice-presidenta e presidenta da Assembleia Provincial do Poder Popular. Contudo, para ela o magistério é ainda a base das tarefas que empreende cada dia.

«Neste trabalho se educa todos os dias, em primeiro lugar, com o exemplo pessoal. Sempre digo que o que não se pode perder neste trabalho é a sensibilidade humana, a comunicação e o tratamento respeitoso às pessoas. Essa é a razão de ser do Poder Popular: somos servidores públicos e temos que fazê-lo com qualidade».

«Isabelita» conhece muito bem os desafios que tem por diante o Poder Popular em Camaguey, como ponto de partida para poder superá-los.

«É preciso dar maior frescura e dinamismo ao trabalho de governo, no sentido de atingir um vínculo muito mais estreito com o povo nas comunidades. As vivências acumuladas nos meses posteriores ao furacão Irma tem que continuar multiplicando-as. Para isso, é imprescindível fortalecer a unidade de ação entre todas as estruturas, em função de atender as questões da população».

Outras duas mulheres a acompanham na direção do órgão provincial de governo. Claro, uma revolucionária como ela sabe que isso não é fruto do acaso.

«Considero que é o fruto dos ensinamentos de Fidel, que junto a Raúl e a Vilma enalteceram sempre o papel da mulher na sociedade».

Uma mulher de combate governa Cienfuegosmulher2

Com Mayrelis Pernía Cordero, a presidenta do governo de Cienfuegos, unem-me alguns vínculos, não familiares. Ambas começamos o ensino secundária na escola Vocacional de Santa Clara, em 1982. Ela terminou-a; ainda que eu a abandonei logo demais, dada minha fobia congênita às bolsas. As duas praticamos esportes de combate. Ela, o karatê; eu, o judô. Com excelentes resultados no caso dela; não assim os meus, mais bem regulares.

As duas gostamos de ler, mas Mayrelis quase não pode fazê-lo depois que assumiu a presidência da Assembleia Provincial do Poder Popular, em 2011. Recém-reeleita no cargo, inicia sua jornada muito cedo na manhã e às vezes atinge ou ultrapassa as 21 horas. Não há sábado e quase nenhum domingo completo do ano de repouso. Em verdade, apenas dispõe de escassos momentos de lazer. Confessa-me que — porém —, tem que tirar um tempo, seja como for e à hora que for, para sua família, que constitui também centro de sua motivação pessoal.

Revela que gostaria de fazer coisas que a falta de tempo não lhe permite. A engenheira termoenergética e mestra em Direção de 47 anos afirma, contudo, que «servir o povo agora é meu principal gozo. Minha maior satisfação é quando uma pessoa natural da rua o reconhece ou o felicita, em nome do que representa, por ter solucionado o problema».

Quanto aos maiores desafios que enfrenta em seu cargo, considera que acontecem por «continuar buscando alternativas de solução às questões e contribuir com minha equipe de trabalho, para o aperfeiçoamento dos Órgãos do Poder Popular. Esse é o grande desafio que temos todos, para que nosso trabalho seja mais eficiente e tais órgãos continuem ganhando credibilidade face ao povo e possam fortalecer-se o trabalho e o papel do delegado (vereador) com seus eleitores, por ser esse delegado o alicerce de nosso sistema político».

Da magna data de 19 de abril, pensa que «vai ser uma assembleia à altura dos tempos. Reconhecerá o ingente trabalho, o extraordinário trabalho, a enorme entrega da direção histórica de nossa Revolução. Espero que todos saibamos eleger com senso uma direção do Conselho de Estado com novos companheiros, também muito capazes e dispostos, que guiarão nosso país».

mulher3A maior inspiração de Tania

A presidenta do Poder Popular na província de Matanzas é uma mulher cordial e empreendedora, de origem humilde e com uma grande paixão pelo que faz. À vista, distingue-se pela magnitude de seu tamanho e fortaleza física, características que aparentemente herdou de seus antecessores.

Contudo, trata-se de uma pessoa inteiramente alheia à imagem que exibe. Na intimidade, no tratamento, prevalecem nela o afeto e um ar quase familiar. Chama-se Tania León Silveira, nascida em Colón e criada em terras do território de Calimete, na chácara La Cana.

Engenheira agroquímica de profissão, desempenhou-se por vários anos no setor agrícola e foi também líder da Federação das Mulheres (FMC). É integrante do Conselho de Estado e deputada da Assembleia Nacional do Poder Popular desde 1993. É presidenta do governo no território, a partir de 2011, ratificada nas últimas eleições.

«O mais importante é o espírito de trabalho e a decisão para acometer as ações construtivas e outras de caráter organizativo, com o fim de que a cidade mostre seus melhores atributos em seu 325º aniversário. Mas a data é apenas um pretexto, um ponto de partida para continuar a ascensão integral da urbe. Nesse empenho devemos incrementar a participação do povo».

«Estes são momentos especialmente importantes e que exigem aperfeiçoar os órgãos de governo, como uma forma de fortalecer nosso socialismo e conseguir uma sustentabilidade econômica. Devemos assumir a tarefa de interpretar corretamente cada uma das diretrizes e objetivos de trabalho do Partido e desenvolvê-los de forma criadora, no âmbito da província».

«Temos um peso determinante em toda a obra cotidiana. A intenção, como nos ensinou Vilma, é que toda a força da mulher esteja ao serviço da Revolução».

Quanto a Fidel…

«Estive muito próxima dele em várias oportunidades, não conversamos, mas sempre senti muito de perto o peso de sua palavra e de sua imagem. É como se tivéssemos dialogado de forma direta o tempo todo. Por isso não me resta nenhum vazio, seu legado e suas ideias são minha maior inspiração».

A responsabilidade e a Revolução estão acima de tudomulher4

Quando no amanhecer do sábado 9 de setembro do ano passado redescobriu o que restava de Yaguajay, depois da passagem do furacão Irma, Teresita Romero Rodríguez acreditou que desta vez não saberia por onde começar.

Como presidenta da Assembleia Provincial do Poder Popular, em Sancti Spíritus, nos últimos sete anos tinha enfrentado alguma que outra escaramuça meteorológica, inclusive aquela tempestade macondiana de maio de 2012, que ameaçou com arrebentar a represa Zaza; contudo, o daquele dia simplesmente não tinha comparação.

«Eu acho que é possível o impossível — diz agora à distância de seis meses —, mas só se organizamos bem o trabalho, se somos capazes de persuadir as pessoas, motivá-las, estabelecer as prioridades, de checar tudo no detalhe. Yaguajay demonstrou que quando trabalhamos unidos e de maneira coordenada se podem obter os resultados que a gente se propor».

Economista de formação, deputada da Assembleia Nacional do Poder Popular durante a 8ª Legislatura e recém-eleita para a 9ª, Teresita coincide em que o atingido pela província de Sancti Spíritus em maneira alguma, não é fruto exclusivo de sua gestão, mas da contribuição coletiva de muitas partes, inclusive seu companheiro e uma família unida «que me compreende e apoia».

Mais do que a Licenciatura em Economia, o Mestrado em Finanças e a Escola Superior de Dirigentes do Estado e do Governo, a presidenta da Assembleia Provincial do Poder Popular de Sancti Spíritus, reeleita no passado 25 de março para seu segundo mandato de cinco anos, confia no que possa aprender no dia a dia, seja lendo os documentos normativos, a imprensa ou um bom livro «porque para assumir esta tarefa temos que estar atualizados em todo momento».

Para ela neste tempo, não faltaram as decisões difíceis.

«Nós somos muito exigentes, lamentavelmente também tivemos que adotar decisões desse tipo, tivemos que sancionar dirigentes, dirigentes que estiveram conosco também lutando, trabalhando, mas que cometeram uma indisciplina e a responsabilidade e a Revolução estão acima de tudo».

Dirigir Santiago é um prêmio da vidamulher5

Asunción, bairro de Santiago em cuja topografia irrregular abundam a perseverança e a humildade de seus filhos alegres e multicores, é o lugar que viu empinar-se Beatriz Johnson Urrutia, desde o ensino primário, a Universidade de Oriente e os fornos da fábrica de cimento José Mercerón, até a presidência da Assembleia Provincial do Poder Popular, em Santiago de Cuba.

«Essa procedência me enche de orgulho — confessa a primeira mulher em assumir as rédeas do governo em tão emblemático território — porque meus pais, irmãos, demais familiares e melhores amigas, nascemos ali, onde a cada passo o anima um sorriso».

Magnífica estudante em todos os níveis, cultivadora de eternas amizades, amadora da leitura e a saudade pelas noites culturais da Rua Heredia, seu sonho foi sempre a engenharia química e o que agradece do profundo de seu coração, depois de se graduar, é que foi colocada para o adestramento na fábrica de cimento de Santiago, onde transitou por todos os postos chaves até a direção da empresa.

«Havia já algum tempo eu fazia parte da reserva especial do governo e por essa instância fui chamada à vice-presidência da Assembleia Provincial do Poder Popular, cargo que ocupei durante cerca de cinco anos, até ser promovida a presidenta».

O dia para Beatriz começa às 4h30 da manhã, e o retorno ao lar será sempre passadas as 11h da noite.

«Para dirigir Santiago – precisa Beatriz, também membro do Comitê Central do Partido — tem que conhecê-la bem, e compartilhar a idiossincrasia, anelos e grandes virtudes dos moradores de Santiago».

«Jamais esquecemos a honrosa missão de defender a Cidade Heroica de todos os cubanos e de custodiar, em nome da pátria, as cinzas de nosso Comandante-em-chefe. Mais do que um desafio é um prêmio da vida. Nunca pensei ser presidenta – enfatiza --, e agora a obra maior entranha cada dia ser digna do legado de Fidel e da confiança do Partido, de Raúl e do povo de Santiago».

A arquiteta dos humildesmulher6

Custou encontrá-la em seu escritório porque, certamente, ela é uma mulher muito operacional. Lilian González Rodríguez, que avança já em seu terceiro mandato como presidenta da Assembleia Provincial do Poder Popular em Las Tunas, nasceu no seio de uma família humilde e trabalhadora, não teve grandes posses materiais, mas valores e princípios, nunca lhe faltaram.

«Em minha formação agradeço muito o que me incutiram meus pais. Sempre gostei de tornar realidade os sonhos, materializá-los. Foi por isso que me decidi pela arquitetura. Uma vez formada trabalhei como projetista no primeiro grupo de desenvolvimento do turismo, depois passei a Comércio com outras responsabilidades, mas foi atender Ciência e Técnica e os resultados que obtive ali, a que fez com que vissem em mim certas qualidades de direção».

A próxima responsabilidade foi como vice-presidenta do Conselho da Administração Provincial, para atender a construção. Desse cargo, assegura, converteu-se na «arquiteta dos humildes», porque viveu a etapa de um intenso movimento popular para a construção de moradias, que pôs à prova sua criatividade, acima da escassez de recursos. Várias responsabilidades no órgão de governo e o alto nível de compromisso, fizeram com que, em 2010, ocupasse a presidência da Assembleia Provincial do Poder Popular, cargo em que recentemente foi ratificada, alegria compartilhada com sua eleição como deputada ao parlamento cubano.

«O desafio é alto. Temos que conseguir mais espaços de diálogo, de participação popular. Isso é imprescindível em uma província pujante como a nossa, que tem a alta meta de desenvolver-se com seus próprios recursos e esforços, com o talento dos moradores de Las Tunas».

Há algo que brota da pele de Lilian, algo que desperta nela uma sensibilidade ilimitada, esse algo, tem um nome: Fidel.

«Ser Fidel se resume em converter em proceder habitual o conceito de Revolução. Fidel é meu paradigma, por berço e por convicção».

Meu maior anelo: contribuir para um melhor Guantánamomulher7

O agradecimento especial a seus pais, pela educação incutida, constitui para a doutora em Ciências Pedagógicas Nancy Acosta Hernández, presidenta do governo em Guantánamo, referência obrigada quando fala de sua vida e obra.

«Minha mãe me ensinou e a meus irmãos a amar os livros, ler a viva voz, como comportarmo-nos na sociedade, ajudar e servir os demais. Meu pai, trabalhador agrícola, quase sempre chegava a casa com um pequeno texto, uma história em quadrinhos ou algo para colorir. Essa formação determinou minha vocação pedagógica, tanto que me tornei mestra e tive o privilégio de ministrar aulas como recém-formada no mesmo lugar onde aprendi as primeiras letras».

Nascida nas montanhas de Puriales de Caujerí, no município de San Antonio del Sur, desde muito jovem dirigiu o departamento metodológico da Direção Municipal de Educação, depois foi vice-diretora docente geral, diretora municipal e integrante do primeiro Conselho de Administração nesse nível. Foi promovida a vice-diretora de Educação na província, vice-presidenta da Assembleia do Poder Popular e depois presidenta, cargo ratificado para o recém-iniciado mandato.

Interrogada sobre o que faz para enfrentar os desafios, quase diários, que tem à frente do governo em Guantánamo, ressalta: «estudar muito, escutar as pessoas, estar em contato com os problemas diversos do cotidiano, sem menosprezar nada, porque de tudo se aprende e se tira uma lição».

Professora titular, Nancy Acosta Hernández é exemplo de superação e crescimento humano, político, administrativo e profissional, aspectos que soube conjugar com a educação de sua filha, a atenção aos seus netos e, em geral, à família, «o que consegui com um bom planejamento das tarefas e o apoio de meu esposo, irmãs e irmãos».

«Meu maior anelo − conclui − é contribuir para um Guantánamo melhor, com higiene, disciplina, beleza, ordem e prosperidade, objetivos que exigem trabalhar forte».

Contar com as mulheres e com a juventude deve ser uma máximamulher8

Tamara Valido Benítez, é uma dessas mulheres que se orgulha de sê-lo, sob o preceito da equidade empreendeu os desafios da vida, desde a licenciatura em direito até a presidência da Assembleia Provincial de Mayabeque, desde 2011.

A seus 47 anos, leva adiante essa responsabilidade, com clareza do caminho percorrido.

«Para falar dos desafios que devem enfrentar ainda as mulheres na sociedade tem que se falar primeiro de Fidel, de Vilma e de Raúl e de todo seu estímulo para conseguir nossa verdadeira inserção em todos os âmbitos da vida do país. Eu digo que nisso o Poder Popular vai adiante».

«Minha mãe, por exemplo, era dona de casa, mas o empenho da Revolução para que as novas gerações sejam o contrário e participem de uma maneira ativa na construção da sociedade foi uma constante. Essa força pujante e essa confiança de Raúl nos compromete e faz com que pensemos que seja difícil como for a tarefa sim se pode».

«O principal para assumir esta e qualquer outra tarefa é contar com uma família que o acompanhe. Para levar adiante esta missão e isto é válido também para os homens, tem que ter também muita força de vontade e não se render perante os obstáculos».

«Contudo, sinto que ainda desde o âmbito familiar, ao menos nesta província, há limitações para que as mulheres assumam responsabilidades e também neste território temos que continuar enfrentando e prevendo as manifestações de violência contra as mulheres. Contar com as mulheres e com a juventude deve ser uma máxima…»

Mulheres que estremecem e fazem, como diria o Apóstolo, que esta obra seja invencível. Marianas de hoje, que elegeram com orgulho o melhor dos caminhos, esse onde a satisfação que gera o cumprimento diário do dever, é o maior prêmio ao sacrifício.

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