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Terça, 03 Julho 2018 14:57 Última modificação em Sábado, 07 Julho 2018 12:11

Aproxima-se a hora da verdade na Venezuela

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País: Venezuela / Laboral/Economia / Fonte: Prensa Latina

[Luis Beatón] Na Venezuela aproxima-se a hora da verdade, a resposta ao clamor popular para que o governo aja contra os especuladores e contra a crescente e sustentada alta de preços dos produtos de primeira necessidade.

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Segundo diversas análises, é hora do Executivo responder ao mandato dado pelos venezuelanos ao presidente Nicolás Maduro nas eleições de 20 de maio. O povo pede ação contra os que alguns chamam de banquete dos especuladores ('bachaqueros' em linguagem local) e as máfias que engordam seus bolsos com as necessidades da população.

Depois de meses de uma guerra econômica imposta a partir do exterior por grupos de poder estadunidenses, agora com o presidente Donald Trump na Casa Branca, e a cumplicidade da direita local, ao que parece chegou o momento da ação esperada pela população.

Aproxima-se a hora de parar a 'dança dos milhões' que drena a carteira dos venezuelanos, segundo o clamor popular, especialmente das camadas mais pobres.

As autoridades nacionais anunciarão nos próximos dias o custo de 15 produtos fixados nas mesas de preços acordados, que foram constituídas na semana passada, informou ontem o vice-presidente do Socialismo Territorial, Aristóbulo Istúriz.

O político socialista, muito apegado ao trabalho com as comunas, segundo sua trajetória no governo, ofereceu um balanço da ocupação dos mercados nacionais e municipais nas últimas semanas onde detectaram irregularidades na estrutura de custo.

'O balanço tem sido muito positivo no prosseguimento de todas estas ações, e se viu uma baixa dos preços nestes mercados, uma tendência de respeito aos preços acordados; igualmente, a mesa de preços acordados tem trabalhado durante toda a semana como vocês têm visto, e em breve serão anunciados os preços de cerca de 15 produtos', afirmou.

O governo do presidente Maduro iniciou há vários dias uma jornada para rever e avaliar a estrutura de custo de 50 produtos e bens básicos de consumo, com a participação dos diferentes setores relacionados com a agroindústria, distribuição e comercialização, entre outros.

Algo necessário, segundo os moradores, pois há uma espiral crescente, os produtos aumentam seu preço e ninguém sabe por quê, não há explicações convincentes.

Segundo economistas, tudo é muito artificial e responde à ordem de agredir o país dada por Washington, com o objetivo de criar mal-estar entre a população.

Entre as ações empreendidas, o governo também iniciou um processo de intervenção temporária de 29 mercados atacadistas e municipais com o propósito de lutar contra máfias vinculadas com o contrabando, a especulação e a fixação ilegal de preços de artigos básicos.

As exigências populares estão dando frutos. Por exemplo, ontem o Movimento Eleitoral do Povo (MEP) solicitou ao Executivo aprofundar as ações para frear o aumento desproporcional nos preços de produtos essenciais para a população e do transporte público, com a aplicação de multas e o confisco de locais comerciais.

'O povo está reclamando ações mais enérgicas' contra a especulação, assinalou Casto Gil Rivera, secretário-geral desse agrupamento, que, embora não seja majoritário, manifesta o sentimento das grandes massas.

A população venezuelana, afirmou o político, 'deu os votos ao presidente Nicolás Maduro e à Assembleia Nacional Constituinte e espera ações para derrotar definitivamente a guerra contra a economia venezuelana, ativada desde 2013'.

O dirigente do MEP argumentou que no país se criou 'uma cultura de se tornar milionário da noite para o dia' com o aumento constante dos preços, 'sem se importar com as necessidades que o povo tem', por isso clamam pelo aprofundamento das ações do Estado.

A isto se soma, apontou, o bloqueio comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos e seus aliados internacionais que impedem a compra de alimentos e medicamentos para o povo venezuelano, algo que internamente dispara a especulação.

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