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Domingo, 18 Dezembro 2016 18:52 Última modificação em Quarta, 21 Dezembro 2016 13:37

Turquia: Sedes do HDP atacadas em novo sábado sangrento

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País: Turquia / Repressom e direitos humanos / Fonte: Esquerda

Apoiantes do regime de Erdogan atacaram e incendiaram sedes do partido pró-curdo HDP em várias cidades turcas, horas depois do tentado que matou pelo menos 13 militares em Kayseri.

A violência continua a marcar o quotidiano na Turquia. Uma semana depois dos atentados de Istambul, que tiveram como alvo agentes da polícia nas imediações de um estádio de futebol e mataram 67 pessoas, um novo atentado à bomba na cidade de Kayseri, no centro da Turquia, vitimou os ocupantes de um autocarro repleto de militares que partiam par a folga de fim de semana.

Ambos os atentados foram imediatamente associados ao TAK (Falcões da Liberdade do Curdistão), que reivindicou o ataque de Istambul em protesto contra as operações militares turcas contra alvos curdos no sudeste e a prisão do líder histórico do PKK, Abdullah Ocalan.

Uma vez mais, o partido pró-curdo HDP condenou(link is external) o atentado deste sábado, apelando “ao fim da política, do tom e da linguagem que criam tensão, polarização, hostilidade, caos e conflito” no país e nas relações externas. Mas as condenações do HDP não são suficientes para o governo deixar de associar o partido aos grupos por detrás dos atentados.

Poucas horas após o atentado, quatro sedes do HDP em Istambul, bem como as sedes em Ankara, Kocaeli, Izmir, Çanakkale, Hatay e Erzincan foram atacadas por grupos nacionalistas apoiantes do presidente Erdogan, que destruíram e pegaram fogo a boa parte destas instalações, pendurando grandes bandeiras da Turquia. A polícia e o exercito nada fizeram para impedir estes ataques. Num dos casos, os militantes do HDP que tentaram impedir o assalto foram presos pela polícia.

Turquia: Sedes do HDP atacadas em novo sábado sangrento
Apoiantes do regime de Erdogan atacaram e incendiaram sedes do partido pró-curdo HDP em várias cidades turcas, horas depois do tentado que matou pelo menos 13 militares em Kayseri.
17 de Dezembro, 2016 - 23:25h

A sede do HDP foi o primeiro alvo da violência dos apoiantes do regime após o atentado deste sábado da guerrilha curda TAK.
A violência continua a marcar o quotidiano na Turquia. Uma semana depois dos atentados de Istambul, que tiveram como alvo agentes da polícia nas imediações de um estádio de futebol e mataram 67 pessoas, um novo atentado à bomba na cidade de Kayseri, no centro da Turquia, vitimou os ocupantes de um autocarro repleto de militares que partiam par a folga de fim de semana.

Ambos os atentados foram imediatamente associados ao TAK (Falcões da Liberdade do Curdistão), que reivindicou o ataque de Istambul em protesto contra as operações militares turcas contra alvos curdos no sudeste e a prisão do líder histórico do PKK, Abdullah Ocalan.

Uma vez mais, o partido pró-curdo HDP condenou (link is external) o atentado deste sábado, apelando “ao fim da política, do tom e da linguagem que criam tensão, polarização, hostilidade, caos e conflito” no país e nas relações externas. Mas as condenações do HDP não são suficientes para o governo deixar de associar o partido aos grupos por detrás dos atentados.

Poucas horas após o atentado, quatro sedes do HDP em Istambul, bem como as sedes em Ankara, Kocaeli, Izmir, Çanakkale, Hatay e Erzincan foram atacadas por grupos nacionalistas apoiantes do presidente Erdogan, que destruíram e pegaram fogo a boa parte destas instalações, pendurando grandes bandeiras da Turquia. A polícia e o exercito nada fizeram para impedir estes ataques. Num dos casos, os militantes do HDP que tentaram impedir o assalto foram presos pela polícia.

Desde o mês de novembro, continuam presos 12 deputados do HDP, incluindo os dois líderes e os líderes parlamentares, detidos esta semana. O número de presidentes de câmaras municipais nas regiões curdas presos por suspeitas de ligações ao PKK subiu esta emana para 56. Após os atentados do passado fim de semana em Istambul, foram detidos 118 ativistas do partido, que se juntam a outros milhares (7.432 detidos e 2.345 presos, segundo um porta-voz do HDP citado pelo al-Monitor) desde o golpe militar falhado de julho.

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