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Diário Liberdade
Sábado, 24 Dezembro 2016 17:18 Última modificação em Sábado, 31 Dezembro 2016 11:59

7 mentiras sobre a guerra na Síria Destaque

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País: Síria / Comunicaçom / Fonte: Causa Operária

Há duas guerras em curso atualmente na Síria. Uma envolve o exército da Síria, que defende o regime do presidente Bachar Al Assad contra uma série de milícias apoiadas pelo imperialismo. A outra é uma guerra travada por jornais a serviço do imperialismo em todo o mundo, com uma enxurrada de propaganda contra o regime de Assad. Nesse momento, Assad está vencendo a guerra no campo de batalha, sua vitória em Alepo é a mais importante até agora. Com isso, na frente da propaganda a guerra contra ele se intensificou. Selecionamos algumas das mentiras mais repetidas pelos papagaios das grandes potências imperialistas.

1. Rebeldes moderados

Com insistente frequência, os jornais a serviço do imperialismo sempre procuraram estabelecer uma diferença entre os grupos terroristas como o Estado Islâmico e a Jabhat Fateh al-Sham (antiga Frente Al Nusra, filiada da Al Qaeda na Síria) e grupos como a Frente Islâmica (Ahrar al-Sham) e a Brigada do Islã (Jaysh al-Islam). Segundo a campanha de propaganda contra Assad, a parte ocidental de Alepo dominada por milícias seria controlada por “rebeldes moderados”, que o governo sírio estaria esmagando por causa de sua intransigência e por seus descaso com a população local.

A verdade no entanto, é que os “rebeldes moderados” são difíceis de diferenciar do Estado Islâmico ou da Al Qaeda. Eles não têm nada de moderados e oprimiam a população local em Alepo, que comemorou nas ruas a libertação da cidade. Os chamados “rebeldes moderados” são uma ficção criada pelo imperialismo para justificar o fornecimento de armas para milícias que queriam derrubar o presidente Bachar Al Assad, que foi o tempo todo o objetivo do imperialismo ao alimentar o conflito na Síria. O próprio John Kerry reconheceu isso em uma reunião pública no Colorado, quando enumerou os supostos “moderados” entre grupos terroristas.

2. Crianças feridas

A Síria está em guerra, uma guerra alimentada pelo imperialismo para derrubar um governo. Toda guerra faz muitas vítimas civis, incluindo adultos, idosos e crianças. Mas nem toda criança fotografada ferida em Alepo existe realmente. Há diversas denúncias de crianças que foram “recicladas” pelas milícias que controlavam Alepo, aparecendo “feridas” em fotos depois de ataques em meses diferentes. Outro caso que aconteceu recentemente foi o da prisão de um fotógrafo no Egito no dia 20. O homem foi flagrado fotografando uma criança “ensanguentada” em um edifício em ruínas. O sangue na verdade era tinta. Preso, o homem confessou que divulgaria as imagens como sendo de uma criança em Alepo.

3. Assad é impopular

Depois de cinco anos enfrentando uma guerra contra uma oposição apoiada pelo imperialismo, Assad continua no seu cargo e seu governo não caiu. Esse dado, por si só, desmascara a farsa de que Assad seria um ditador impopular que se impõe pela brutalidade de seu regime. Com essa impopularidade teria sido impossível permanecer no governo. Além disso, em 2014 Assad teve uma vitória eleitoral esmagadora, nas primeiras eleições com mais de um partido em 50 anos. No começo de 2012, quando uma revolta popular contra o governo já tinha sido apropriada por terroristas apoiados pelo imperialismo, em grande parte estrangeiros, uma pesquisa mostrava que 55% dos sírios queriam a permanência do presidente. Em 2015, outra pesquisa mostrou que 47% dos sírios achavam que Assad tinha uma influência positiva sobre os acontecimentos, um índice maior do que qualquer um de seus adversários na guerra.

4. Guerra causada por Assad

Segundo a imprensa imperialista a guerra na Síria teria começado da seguinte forma: depois de uma revolta popular em Daraa, em 2011, brutalmente reprimida pelo governo, teria começado uma guerra civil entre a população e o governo. Não foi assim. Logo nas primeiras semanas de revolta, sete policias foram mortos e a sede do partido de Assad na cidade, o Baath, foi queimada. Em um mês, pelo menos 88 policiais foram assassinados. Tratava-se de um sequestro dos protestos contra o governo organizado pelo imperialismo, que armou grupos terroristas, compostos, em grande parte, de membros que sequer eram sírios. Não foi Assad que iniciou a guerra, que já deixou 5 milhões de refugiados e mais de 500 mil mortos, foi o imperialismo, na tentativa de derrubar Assad.

5. Observatório Sírios dos Direitos Humanos (OSDH)

Outra mentira da guerra síria é o tal Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), uma organização que tem sido amplamente utilizada como fonte pela imprensa imperialista. A sede da organização é no Reino Unido, em Coventry, consistindo na verdade de um único homem, Rami Abdul Rahman. A imprensa imperialista adota os boatos que servem a seus interesses políticos porque não tem condição de atuar nas áreas controladas pelos “rebeldes moderados”. Jornalistas apanhados nessas áreas seriam mortos.

6. Capacetes brancos

Assim como o OSDH, há uma outra organização supostamente “neutra” no terreno em Alepo. São os Capacetes Brancos, cuja função seria meramente assistir os civis com ajuda médica, suprimentos e resgate de feridos. No entanto, essa organização, fundada em 2013 e que já recebeu US$ 100 milhões do imperialismo, é constituída por membros que já foram fotografados armados ao lado de integrantes de grupos terroristas.

7. Ataque com armas químicas em Ghouta

Outra mentira refere-se ao famoso ataque com armas químicas pelo qual Assad seria responsável. O fato é apresentado como se tivesse sido provado que Assad foi responsável por esse ataque, realizado em agosto de 2013 em Ghouta, Mamasco. Naquele momento, Assad poderia ser alvo de uma intervenção mais direta do imperialismo, com bombardeios na Síria. O ataque foi feito com a presença de observadores da ONU em Damasco, jamais foi provado que o governo teria lançado o ataque com gás sarim. A imprensa imperialista, no entanto, apresenta esse ataque como sendo culpa de Assad, como se fosse um fato estabelecido. O ataque pode ter sido justamente dos inimigos do regime aliados do imperialismo, para justificar uma invasão ou bombardeios.

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