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Quinta, 28 Setembro 2017 19:00 Última modificação em Quarta, 04 Outubro 2017 21:12

Rocinha: genocídio sob intervenção militar

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País: Brasil / Repressom e direitos humanos / Fonte: PCB

“Paz sem voz, não é paz é medo”. A Minha Alma, O Rappa.

Mais uma vez a política fascista e racista do Estado capitalista brasileiro promove a barbárie e a violência numa favela carioca. O dantesco espetáculo transmitido pela mídia em tempo real só confirma que a elite carioca e brasileira não está interessada na resolução da questão da violência, e sim em manter os trabalhadores negros e favelados, em sua maioria de origem nordestina, sob controle e em cotidiano estado de medo e pânico.

950 homens das Forças Armadas fazem um cerco e em seguida invadem a Rocinha, impedindo que moradores saiam ou transitem na região. A operação pirotécnica se dá em mais um contexto de megaevento, dessa vez o Rock in Rio, num claro esforço para manter a aparência de controle da situação há muito descontrolada. O projeto de “segurança” pública que há décadas vitima a juventude trabalhadora negra e favelada é nitidamente fracassado, num contexto de um governo estadual em decomposição e com o apoio do ilegítimo e imoral governo Temer.

Não é preciso muito raciocínio para se inferir que a violência não será resolvida combatendo-se somente a consequência deste fenômeno, e não as suas causas profundas. Vivemos anos de ausência completa do Estado em diversas favelas, comunidades e na periferia (onde ele só se apresenta com seu aparato repressor). Porém, a fábrica de violência tem como matéria-prima a completa desigualdade de condições materiais entre as classes, a ausência de política de assistência social para famílias desestruturadas, o desemprego, o desmonte planejado da Educação e da Saúde através das privatizações, a ausência de iniciativas culturais para estes moradores, a carestia insuportável, a falta de políticas habitacionais e a precarização completa dos transportes, dentre outros. No entanto, ao capital não interessa resolver de fato este problema, pois isso geraria uma elevação de custo social sem um correspondente acréscimo de sua taxa de lucro. Fazer girar a indústria armamentista induzida pela guerra às drogas (que não surtiu efeito em nenhum lugar do mundo) sim é algo que obedece à mercantilização da vida subordinada meramente à busca de lucros.

Essa insana e sádica política de guerra às drogas – que na verdade é uma guerra aos trabalhadores em sua maioria negros e da periferia – segue matando mais que em qualquer conflito armado no mundo. As ruas e vielas das favelas seguem sendo manchadas de vermelho num verdadeiro genocídio. O Estado que nega os serviços públicos mínimos a toda uma população é o mesmo que oferece os carros e o fuzis de uma polícia extremamente bem preparada para intimidar, torturar e matar!

Pelo Fim das UPPs!

Pela desmilitarização da Segurança Pública!

Pelo fim da guerra às drogas!

Pezão e Temer, tirem as mãos da Rocinha!

PCB/RJ

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