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Diário Liberdade
Quinta, 30 Novembro 2017 21:57 Última modificação em Quarta, 06 Dezembro 2017 16:56

KKE avalia 100º aniversário da Revolução de Outubro

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País: Grécia / Batalha de ideias / Fonte: KKE

O Outubro ilumina a luta dos povos, o socialismo é uma necessidade de nossa época

BOLETIM DO KKE – 27.11.2017

Em 26 de novembro ocorreu no Pireu (no Estádio da Paz e Amizade) o grande evento político cultural do Comitê Central do KKE dedicado ao 100° aniversário da Revolução Socialista de Outubro, ao qual assistiram milhares de trabalhadores e jovens. Também assistiram ao evento delegações estrangeiras de Partidos Comunistas e Operários da região do Mediterrâneo, do Oriente Médio e do Golfo Pérsico, que antes tinham participado do Encontro Regional organizado pelo KKE, assim como as delegações das embaixadas de Cuba, do Vietnã, da Venezuela e da Palestina. O Secretário Geral do KKE, Dimitris Koutsoumpas, pronunciou um discurso e a seguir apresentou-se uma obra músico-teatral dedicada à Revolução de Outubro.

Em seu discurso, o SG do CC do KKE destacou que: “A Revolução de Outubro não foi nem um acidente da história nem um golpe de estado dos bolcheviques, segundo diz e escreve a burguesia, nem imatura ou precoce, segundo dizem e escrevem todos os tipos de renegados, oportunistas-aventureiros” e acrescentou que “A Revolução de Outubro foi o evento histórico transcendental do século XX, que marcou o começo da época na qual a classe operária se converteria em protagonista dos desenvolvimento e empurraria a roda da história, tomando o poder e organizando novas relações de produção socialistas-comunistas, reformando toda a sociedade. (...)

A Revolução de Outubro deu impulso ao movimento revolucionário internacional, assim como otimismo à luta dos povos de todo o globo, acelerou o processo de fundação de uma série de partidos comunistas. Nosso Partido é também fruto da chama revolucionária de Outubro. Em alguns dias entraremos em 2018, o ano de culminação das celebrações do 100° aniversário do heroico e honrado Partido Comunista da Grécia”.

D. Koutsoumpas destacou que: “Os bolcheviques tiveram êxito porque trabalharam com paciência e de maneira audaz, e sobretudo porque trabalharam com um plano de preparação política, organizativa e militar para o levantamento revolucionário em condições de situação revolucionária” e acrescentou “Alçamos a bandeira da luta revolucionária. Em nosso 20° Congresso, a colocamos num lugar ainda mais alto e estabelecemos a tarefa imediata de fortalecer o KKE.

O KKE deve ser forte para ter a capacidade, como partido da derrubada social, de cumprir seu papel histórico e de vanguarda, utilizando e aprofundando com a luta de classes as contradições e contrastes do sistema capitalista. Para ter a capacidade de dirigir a luta da classe operária e de todo o povo, pelo reagrupamento do movimento operário, o avanço da Aliança Social em uma direção antimonopolista-anticapitalista, contra a guerra imperialista, pelo poder operário”.

O Secretário Geral do CC do KKE disse que “A classe operária demonstrou que pode, que é capaz, como a única classe realmente revolucionária, de cumprir com sua missão histórica, liderar a cosmogonia da construção do socialismo-comunismo. Nossos olhos e mente não se confundem com o que aconteceu com a contrarrevolução e as derrubadas que ocorreram. É por isso que nossa prioridade é o reagrupamento do movimento operário da fase do retrocesso na qual está hoje, que cada vez mais trabalhadores se deem conta a cada dia de quem é o verdadeiro inimigo e onde é preciso focar sua luta. Nenhuma luta adquire orientação de classe, estabilidade e resistência quando o operário abraça como próprios os objetivos do capital, da plutocracia internacional e local, por uma ‘maior competitividade’.

Para que a classe operária possa reivindicar o poder, tem que estabelecer sua própria aliança social com o campesinato pobre, com as camadas oprimidas da cidade. Com a luta dos bolcheviques, se tornou possível que o campesinato pobre se aliasse com a vanguarda revolucionária da classe operária. Esta aliança, a aliança de todos os oprimidos, com a qual se alinharam os soldados, os filhos do povo que estavam na guerra, venceu. Esta experiência confirma que a esperança, a saída, não está nos acordos de ‘cúpula’, mas na aliança de todos os oprimidos no movimento, onde todos podem reunir-se e caminhar juntos pelo caminho do conflito para tomar realmente o poder.

A experiência de Outubro confirmou que a classe operária, segundo sua posição a produção capitalista, é objetivamente a única classe revolucionária, a construtora da sociedade socialista-comunista e, portanto, força dirigente em relação às demais forças populares. Só o movimento operário pode assumir características revolucionárias completas, evolucionar-se em um movimento revolucionário. Nossa proposta sobre a aliança social responde ao esforço no marco da luta, a qual as camadas populares – como possíveis aliados da casse operária – e seus respectivos movimentos, se atraiam na luta revolucionária mais ou menos ativamente e que outros se neutralizem.

A Aliança Social que propõe o KKE, em direção anticapitalista-antimonopolista, tem relação com forças sociais. Ou seja, a classe operária, os assalariados do setor público, os trabalhadores autônomos, comerciantes, cientistas e campesinos autônomos”.

Em seu discurso, Dimitris Koutsoumpas falou das intervenções e das guerras imperialistas que estão em processo e acrescentou que: “O Outubro confirmou na prática que a luta pela saída da guerra imperialista está inseparavelmente vinculada à luta pelo poder operário, e esta estratégia dos bolchevique se confirmou há 100 anos. Queremos discutir esta experiência sobretudo hoje, em que o conflito, a concorrência entre fortes potências do mundo capitalista global também está passando por nossa região, nos Bálcãs, no Egeu, no Mediterrâneo Oriental. A competição se centra nas rotas de transporte de energia e de mercadorias entre grupos monopolistas de Estados imperialistas fortes sobre quem prevalecerá na partilha que já está em marcha em nossa região.

Já dissemos que a burguesia grega que, através do governo de SYRIZA-ANEL vende a nova e perigosa ‘grande ideia’ do notório ‘fortalecimento geoestratégico do país’ no marco da OTAN, também está reivindicando uma parte desta partilha. Advertimos de que se trata apenas do fortalecimento do envolvimento geoestratégico da classe dominante grega em guerras e intervenções na região, em missões de tropas gregas no estrangeiro, na modernização das bases estadunidenses da morte, sem excluir as armas nucleares. Isto é o que vendeu o governo de SYRIZA-ANEL com a viagem recente de Tsipras aos EUA e seus elogios a Trump”.

O Secretário Geral do CC fez um chamado para “que o povo não se encontre ‘sob bandeira estrangeira’, que não derrame seu sangue por interesses estrangeiros” e acrescentou “Em caso de participação mais direta da Grécia em uma guerra imperialista, a classe operária deve desenvolver sua própria luta com as camadas populares e seu movimento, pela defesa da integridade territorial do país e também para que o povo seja o vencedor contra o poder burguês da exploração e das guerras ou da paz com a pistola na cabeça dos povos”.

Dimitris Koutsoumpas foco unas conquistas do socialismo e fez uma referência extensa a elas, destacando que: “O socialismo do século 20 demonstrou sua superioridade frente ao capitalismo, as enormes vantagens que ofereceu para o trabalho e a vida dos trabalhadores. A União Soviética e o sistema socialista mundial constituíram o único contrapeso real à agressão imperialista”.

Além disso, se referiu às vantagens do socialismo e disse que: “Todas as ferramentas econômicas se colocam a serviço do povo. Tornam-se propriedade da sociedade os recursos minerais, a infraestrutura e maquinário industrial, a energia, as telecomunicações, o transporte, o comércio, a terra, a produção agrícola e pecuária mecanizada. Os recursos de riqueza se tornam propriedade social, o comércio se torna estatal.

Com estas ferramentas, o novo poder pode planificar a economia de forma centralizada e fortalecer o desenvolvimento dos ramos e da periferia. Por isso, pode absorver todos os desempregados, garantir o direito ao trabalho. Abolir a atividade empresarial na saúde e no bem-estar, desenvolver um sistema de saúde e bem-estar exclusivamente público e gratuito, desenvolver a cultura popular e os esportes. Desenvolver a produção agrícola ao lado do setor socializado da economia, organizando de forma transitória a cooperativa agrícola produtiva, assegurar suficientes alimentos saudáveis para o povo e matérias primas para a indústria. Criar as condições para que se eliminem as causas da desigualdade da mulher e que se apoiem com infraestruturas completas as relações dos dois gêneros, seu desejo de constituir uma família, sem nenhum incentivo financeiro, protegendo a maternidade, as crianças, os maiores de idade.

O poder operário, libertando o país das cadeias da UE e da OTAN, tentará desenvolver as relações interestatais com benefício mútuo entre a Grécia e a OTAN, tentará desenvolver as relações interestatais com benefício mútuo entre a Grécia e os demais, sobretudo com países cujo nível de desenvolvimento, o caráter de seus problemas e seus interesses imediatos possam garantir uma cooperação de benefício mútuo.

A classe operária grega não está só. Tem e terá a seu lado todos os trabalhadores do mundo. Nossa consigna é “Proletários de todos os países, uni-vos!”.

O Secretário Geral do CC do KKE expressou a convicção profunda dos comunistas da Grécia de que “A época das revoluções socialistas está por vir. A entrada impetuosa das forças populares trabalhadoras na luta revolucionária, cedo ou tarde, arrasará a barbárie capitalista, a agressão imperialista. O Outubro ilumina a luta dos povos, o socialismo é uma necessidade da época”.

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