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Quarta, 18 Mai 2016 16:48 Última modificação em Quarta, 18 Mai 2016 17:15

EUA podem processar Arábia Saudita por razão do 9/11, mas Obama não concorda

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País: Estados Unidos / Direitos nacionais e imperialismo / Fonte: Sputniknews
O Senado dos EUA aprovou um projeto de lei que permite às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York apresentarem pedidos de indenização ao  governo da Arábia Saudita em conexão com seu suposto envolvimento nos ataques.

Após a respectiva decisão relativamente o projeto de lei com o pretensioso título de "Justiça contra os patrocinadores do terrorismo" este será considerado na Câmara dos Representantes do Congresso e, em caso de esta entidade também tomar uma decisão favorável, o documento será enviado ao presidente americano para ser assinado.

Mesmo antes da apresentação, o projeto provocou o agravamento das relações entre os dois países. A publicação americana New York Times informou que Riad está descontente com a elaboração do projeto de lei: o chanceler saudita Adel al-Jubeir declarou mesmo durante a sua visita a Washington em maio do ano corrente que o seu país pretende vender todos os seus ativos nos EUA (cerca de 750 bilhões de dólares) se a lei for aprovada.

O Ministério das Finanças dos EUA publicou na terça-feira passada (17) os dados sobre a dívida externa dos EUA, de acordo com os quais a parte saudita da dívida é mais de 116 bilhões de dólares.

Mesmo assim, a Casa Branca já deixou a entender claramente que o presidente nunca assinará o projeto de lei: ainda em abril, o representante oficial da administração americana Josh Earnest declarou que a adoção da lei causaria "um enorme nível de ameaça" ao país, porque permitiria a outros Estados processar os EUA.

Mais tarde, em 17 de maio, Earnest notou que a possível lei "mudaria as normas internacionais estabelecidas há muito tempo e tornaria os Estados Unidos vulneráveis em tribunais de outros países".
Ele sublinhou também que a administração "está contra este projeto de lei e começa discussões sobre o assunto".

Tudo isso acontece no pano de fundo do apelo da senadora do Estado de Nova York, Kirsten Gillibrand, e do ex-senador Bob Graham ao presidente Barack Obama para fazer com que pelo menos uma parte do relatório sobre 9 de setembro de 2001 entre em domínio público.

De acordo com eles, o documento elaborado em 2003 contém mais de 800 páginas, mas as últimas 28 páginas foram classificadas. E nestas páginas, de acordo com os senadores, há provas de que altos funcionários da Arábia Saudita estiveram diretamente envolvidos nos ataques de 9/11, inclusive ajudaram os terroristas a obterem competências de pilotagem de aviões.

O atentado de 9/11 é uma das mais tristes páginas na história mundial: terroristas com ligações à Al-Qaeda sequestraram quatro aeronaves comerciais que fizeram colidir contra o World Trade Center e o Pentágono, matando de cerca de 3 mil pessoas. O quarto avião que era dirigido ao Capitólio dos Estados Unidos caiu na Pensilvânia depois de os passageiros terem tentado retomar o controle da aeronave.

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