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Diário Liberdade
Segunda, 25 Junho 2018 08:51 Última modificação em Sexta, 29 Junho 2018 04:17

Exército sírio avança de forma decidida para a libertação do Sudoeste

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País: Síria / Direitos nacionais e imperialismo / Fonte: Abril Abril

Com o apoio da aviação russa, o Exército sírio conquistou várias áreas aos terroristas na província de Daraa. Em Ghouta Oriental, liberta em Abril, o esforço centra-se agora na reconstrução.

Caças da força aérea russa têm estado a bombardear intensamente posições de grupos terroristas na província de Daraa, no contexto da ofensiva de grande escala que o Exército Árabe Sírio (EAS) lançou, esta semana, para recuperar o controlo das províncias no Sudoeste do país, junto à fronteira com a Jordânia e aos Montes Golã ocupados.

De acordo com a Al-Masdar News, os bombardeamentos têm visado as posições que terroristas de diversas facções integradas no chamado Exército Livre Sírio (ELS) dominam na região de Lajat, no Nordeste da província de Daraa.

A mesma fonte revela que isto permitiu às forças no terreno fazer grandes avanços, depois de duros combates com as forças do Hay'at Tahrir al-Sham e outras integradas no ELS. Já ontem o EAS tinha conseguido recuperar sete localidades na região de Lajat.

Entretanto, uma fonte militar desmentiu notícias vindas a público que davam conta da rendição dos «jihadistas», tendo afirmado que «só alguns grupos integrados no chamado ELS [em franca desvantagem face à ofensiva do EAS] tinham manifestado interesse em conversar com o Exército sírio».

O apoio americano

A agência iraniana Fars afirma que, nos últimos dias, os grupos terroristas no Sudoeste da Síria têm recebido grandes quantidades de equipamento militar «made in USA» [feito nos EUA].

A nível diplomático, a embaixadora dos EUA junto das Nações Unidas, Nikki Haley, disse na sexta-feira que «as violações do cessar-fogo no Sudoeste da Síria, por parte do regime sírio, têm de parar», depois de, no dia anterior, a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, ter alertado o governo sírio para as «sérias repercussões» da sua ofensiva.

Os representantes de um país que viola a soberania territorial da Síria e é frequentemente acusado de massacrar a sua população civil ameaçam o «regime sírio» por ter a pretensão de libertar a totalidade do seu território da presença do terrorismo promovido pelos EUA e seus satélites – europeus e outros.

Implícito às declarações de Haley está o acordo de cessar-fogo alcançado, em Julho do ano passado, entre os EUA, a Jordânia e a Rússia, que estabelecia a criação de uma «zona de segurança» no Sudoeste da Síria e impedia as tropas do governo de Damasco e os «rebeldes» apoiados pelos EUA de «se pegarem».

Os terroristas ficavam de fora do acordo, como lembra a RT, mas, desde então, muitas foram as vezes em que Damasco e Moscovo acusaram Washington de estreita cooperação com os terroristas. Os russos chegaram a chamar à zona em redor da base de Al-Tanf, junto à fronterira com a Jordânia, um «grande buraco negro», uma zona onde, acusaram, os norte-americanos «treinam combatentes terroristas».

Entretanto, a RT revelou hoje, via Reuters, que os EUA terão posto de parte os planos de uma intervenção directa face a esta ofensiva de larga escala das tropas sírias, tendo enviado uma mensagem aos seus «amigos» do ELS de que não deveriam «tomar decisões com base na expectativa de uma intervenção militar» sua.

Em Ghouta Oriental, é tempo de reconstruir

O vice-governador da província de Damasco Rural, Rateb Adas, disse à agência SANA, este sábado, que a província vai destinar 6,1 milhões de euros a projectos de reconstrução da região de Ghouta Oriental, de modo a facilitar o regresso da sua população, «que foi obrigada a fugir devido aos crimes dos terroristas».

Adas afirmou que o regresso da população às áreas libertadas pelo Exército Árabe Sírio em Abril deste ano está a ser realizado tendo em conta «a natureza de cada cidade e a dimensão da destruição ali ocorrida», sublinhando que em primeiro lugar está a sua segurança. Primeiro, é preciso «limpar aquilo que os terroristas deixaram para trás e desmantelar as minas que colocaram em todo o lado», frisou.

«A reconstrução da rede de electricidade já está em curso», afirmou, acrescentando que a verba posta à disposição pelo governo da província irá permitir reconstruir a rede rodoviária e de esgotos em Ghouta Oriental, bem como reabilitar escolas e o sistema de transportes.

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