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Diário Liberdade
Sábado, 16 Julho 2016 11:12 Última modificação em Terça, 19 Julho 2016 16:23

Um gigantesco colapso capitalista no horizonte

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/ Laboral/Economia / Fonte: Gazeta Operária

[Alejandro Acosta] As perdas dos grandes capitalistas, no último período, que na maioria não passam de meros especuladores financeiros, têm ido muito além das perdas com a subprime, vinculadas às hipotecas, mas também comprimes e correlatas relacionadas às hipotecas, ao chamado real state (mercado imobiliário em geral), cartões de crédito, empréstimos do mercado de automóveis, bolsas de estudo, financiamento de LBOs, empréstimos ao consumo em geral, título das dívidas das empresas. O amplo espectro de derivativos financeiros, soma a cada dia novos “instrumentos financeiros” aos já conhecidos CDOs, CMOs, CLOs e CDS. A somatória das perdas acumula valores na casa dos vários trilhões de dólares.

A recessão atingiu em cheio os Estados Unidos a partir de 2007, com o colapso dos bancos Bear Stern e o Lehman Brothers. O imperialismo tem aumentado a propaganda sobre que, supostamente, a crise estaria sendo superada, apresentando como evidências a inflação baixa, a manutenção dos níveis do consumo e os relativamente baixos índice de desemprego. Algo assim como o que aconteceu em 2001, quando a economia norte-americana saiu da recessão em menos de um ano.

A chamada alavancagem (funcionamento em cima de recursos de terceiros) dos grandes bancos atinge níveis históricos. Os níveis de obtenção de crédito público para funcionarem são obscenos e representam um assalto em larga escala dos cofres públicos. Por meio de baixíssimas taxas de juros, as divisões financeiras dos monopólios se capitalizam para investirem, de maneira pesada, na especulação financeira, que representa o grosso da economia mundial.

Trata-se da pior recessão da história mundial rumo ao pior colapso da história mundial do capitalismo. A recessão tem atingido em cheio todas as principais economias. Além dos Estados Unidos, também o Japão, a Alemanha, a Inglaterra, a França e quase toda a Europa.

Os chamados países emergentes, principalmente a China, a Rússia, o Brasil e a Índia, se debatem no aprofundamento da crise. Alguns dos demais países atrasados têm sido atingido em cheio, como a Argentina, a Venezuela, o México, a Coreia do Sul, a Turquia e a África do Sul. A bonança dos altos preços das matérias primas, para onde migraram enormes volumes de capitais especulativos, a partir da crise do mercado imobiliário de 2008, chegou ao fim há vários meses.

Os anabolizantes da injeção de dinheiro podre na economia com o objetivo de salvar os lucros dos monopólios têm funcionado como combustíveis adulterados. As engrenagens do capitalismo mundial estão engasgando.

Bolha dos títulos dos títulos de dívida

A explosão da bolha atual dos títulos de dívida é inevitável. Toda bolha sempre explode. O chamado “excesso de liquidez” em circulação, que representa a base monetária do mundo (quantidade de liquidez criada pelos bancos centrais) soma pelo menos US$ 20 trilhões, um número altíssimo comparado a US$ 2 trilhões há 20 anos. Essa “liquidez” cerca de 30% do PIB mundial ante apenas 6% no fim da década de 1990.

Em 2008, a bolha de títulos especulativos (bonds) movimentava US$ 80 trilhões. Hoje, supera os US$ 100 trilhões. O mercado de derivativos que usa esses títulos podres como colaterais supera os US$ 550 trilhões.

Em 2007, os títulos da dívidas das empresas norte-americanas somavam US$ 3,5 trilhões. Hoje, eles somam US$ 7 trilhões.

Enquanto o endividamento se generaliza, na tentativa de manter a economia funcionando em cima de gigantescos volumes de crédito, a deflação tende a aumentar nos países desenvolvidos devido a que a demanda tem caído e os mercados têm ficado inundados de mercadorias. Os gigantescos investimentos para os quais foram direcionados crescentes volumes de capitais provocaram a disparada da produção que agora não encontra saída, principalmente na China, Ásia e em outros mercados emergentes. Os estoques estão superlotados, com dificuldades para controlar os preços nos níveis requeridos pelo capital, obrigando a baixar os preços para desovar os estoques. Esse seria um componente da “deflação” que acontece em todos os setores da economia. Mas a explosão da bolha dos títulos de dívidas deverá obrigar os bancos centrais a acelerarem às alturas as emissões de dinheiro podre. A hiperinflação ficará colocada à ordem do dia. E conforme o líder da Revolução Russa, Vladimir I. Lenin, disse, “não há nada mais revolucionário que a inflação”.

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