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Diário Liberdade
Segunda, 22 Agosto 2016 06:52 Última modificação em Quarta, 24 Agosto 2016 11:16

Mais de um terço das medalhas britânicas nas Olimpíadas veio de outros países Destaque

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País: Reino Unido / Direitos nacionais e imperialismo / Fonte: Diário Liberdade

A Grã-Bretanha terminou os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro na segunda colocação do quadro de medalhas, desempenho superado apenas pela primeira posição que alcançou nos Jogos de Londres, em 1908.

Foram conquistadas 67 medalhas no total: 27 de ouro, 23 de prata e 17 de bronze. Será uma nova potência olímpica ou apenas o resultado de uma dominação geopolítica que foge das fronteiras do esporte?

Parte dessas medalhas foi alcançada graças ao desempenho de atletas nascidos em países colonizados pelo Império Britânico, que têm cidadania britânica, ou mesmo em países como França, Alemanha e Bélgica. No total, 25 dessas 67 medalhas saíram de outros países ou territórios, sendo 11 de ouro, 11 de prata e 3 de bronze.

A Escócia conquistou uma medalha de ouro em esportes individuais, com o tenista Andy Murray, e teve um membro, Callum Skinner, na equipe que venceu a prova de velocidade no ciclismo de pista. Skinner também conseguiu a medalha de prata na prova de velocidade individual.

David Florence (Canoagem Slalom), Katherine Grainger (remo double-skiff) e Karen Bennett (remo, oito com) também foram escoceses e escocesas que ganharam medalha de prata para a Grã-Bretanha nos Jogos.

Além disso, dos 12 jogadores da equipe de rúgbi, três eram nascidos na Escócia e dois no País de Gales. A Grã-Bretanha foi derrotada na final por Fiji, um feito histórico para esta ex-colônia britânica na Oceania.

No revezamento 4x200 m livre da natação masculina, quatro dos cinco nadadores que conquistaram a medalha de prata eram escoceses.

Eilidh Doyle, outra escocesa, foi bronze na prova do revezamento 4x400m.

O País de Gales viu Elinor Barker ser campeã na prova de perseguição por equipes do ciclismo de pista feminino, Hannah Mills conquistar a medalha de ouro na vela 470 e Jade Jones vencer o torneio de taekwondo na categoria até 57 kg.

A galesa Rebecca James levou duas medalhas de prata para a Grã-Bretanha no ciclismo de pista, uma na prova de velocidade e outra na keirin feminino. Victoria Thornley fez dupla com a escocesa Katherine Grainger na conquista da medalha de prata no remo, além dos dois jogadores de rúgbi que integraram a equipe britânica vice-campeã.

Ainda o galês Owain Doull foi medalhista de ouro na perseguição por equipes do ciclismo de pista masculino, junto com Mark Cavendish, que nasceu na Ilha de Man, uma dependência da Coroa britânica localizada entre a Inglaterra e a Irlanda, e que tem movimento independentista próprio. Além desta medalha de ouro, Cavendish conquistou a prata no omnium masculino.

Outro território colonizado pelo império britânico que conquistou medalha foram as Ilhas do Canal, situadas no Canal da Mancha, na Costa da Normandia, também uma dependência da Coroa britânica, subordinada à Rainha. Carl Hester foi medalhista de prata no adestramento por equipes do hipismo.

A Grã-Bretanha também teve atletas naturalizados, nascidos em países que não são suas colônias, que conseguiram medalhas: Bradley Wiggins (Bélgica), Philip Hindes (Alemanha), Justin Rose (África do Sul), Sophie Bray (França), Scott Durant e Pete Reed (EUA) conquistaram a medalha de ouro, seja em provas individuais ou em equipes. Margaret Adeoye (Nigéria), Joshua Buatsi (Gana) e Christopher Froome (Quênia) foram medalhistas de bronze.

Mohamed Farah, o aclamado medalhista de ouro nos 10.000 m e nos 5.000 m rasos do atletismo, é outro na mesma situação. Ele nasceu na Somália e foi naturalizado britânico para competir em nome da Rainha.

A Grã-Bretanha terminou os Jogos atrás apenas dos EUA no quadro de medalhas. Teve uma medalha de ouro a mais que a China, que ficou na terceira colocação, com 26. Com 19 medalhas de ouro, a Rússia foi a quarta colocada, apesar de boa parte de sua delegação ter sido impedida de disputar as Olimpíadas.

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