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Diário Liberdade
Sábado, 09 Fevereiro 2019 12:58

A resistência de Hayashi Fumiko

"Se este livro influencia algo para que os jovens de hoje, arrastados para o fundo da pobreza, inquietude e escassez, continuem vivendo, não haverá nada que me cause maior alegria."

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Mariela Castañón, jornalista guatemalteca, procura sempre, de uma maneira ou de outra, abrir portas para mim na Guatemala, país que marginaliza e obriga a migrar os mais vencidos do sistema. Aqui compartilho uma entrevista que fiz para o jornal La Hora nestes dias, por causa de minha participação na Feira Internacional do Livro da Venezuela e a publicação de meu livro na editora El Perro y la Rana.

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[Ilka Oliva Corado, Tradução de Raphael Sanz] Soa o alarme do despertador, são cinco horas da manhã em ponto do dia vinte e sete de outubro do ano dois mil e três. Devo sair dos tíbios lençóis e pegar água gelada do regador: a diáspora aguarda por mim e não devo fazê-la esperar. Não dormi nem um tostão, a noite se foi como uma vela com sopro, contando os segundos, escutando o vento frio soprar entre as fendas da janela do quarto, dei mais de cem voltas no mesmo pedaço de piso, estirando e encolhendo a dor, tratando de enganar-me fingindo que não me dói partir. Escondendo o medo do desconhecido, tratando de guardar em minha memória cada fotografia pendurada em quadros sobre as paredes da sala. Os livros que com sacrifício comprei, o caminho que conduz até Ciudad Peronia, as varinhas do São José do jardim, minha caneca favorita, os entardeceres cor de fogo de outubro, o craveiro vermelho florescendo na da pequena Juana.

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O Diário Liberdade publica, a partir de hoje (05), capítulo por capítulo do livro "História de uma indocumentada: A travessia do deserto de Sonora-Arizona", da escritora e poetisa guatemalteca Ilka Oliva Corado, traduzido ao português por Raphael Sanz. Esta primeira peça traz o prefácio e o prólogo do livro.

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Sexta, 24 Fevereiro 2017 21:47

Tatoj

A última vez que o vi, me disse meu Tatoj*: “Negro, vou morrer”; fria e direta, como é minha natureza, o respondi sem piedade: “Tatoj, não se preocupe, todos vamos morrer.” Cerca de um mês depois dessa conversa, faleceu meu Tatoj. Recebemos a notícia de bem longe, na diáspora, a milhares de quilômetros da Guatemala, há apenas cinco dias.

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Sábado, 29 Outubro 2016 02:23

Sem Pedigree

[Ilka Oliva Corado; Tradução de Raphael Sanz] Cresci entre lamaçais, poeira e lâminas oxidadas. Minha infância foi um poema ferido e incrivelmente belo. Cresci no coração de um esgoto marginalizado que tinha um idílio com a aldeia e o zacatal. Rodei entre barrancos e trepei árvores frutíferas, corri entre plantações de milho e hortaliças e também caminhei no longo bulevar de meu grande amor, em tantíssimos amanheceres.

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