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Segunda, 23 Abril 2018 21:06

Plataforma Laboral e Popular homenageia Francisco Martins Rodrigues 10 anos após o seu falecimento

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País: Portugal / Resenhas / Fonte: PLP

"Quem se apoia afinal na esperança dum golpe militar vitorioso? Aqueles que procuram criar uma força armada ao serviço do proletariado e das massas, conquistar os soldados para o campo da revolução, desintegrar o exército, ou aqueles que esperam pelo dia em que os aviões, tanques e canhões se voltarão contra o governo?...

 Não é possível ter dúvidas sobre o carácter do «levantamento» encarado pelos dirigentes do Partido: por muito que o neguem, é uma concepção que deixa nas mãos dos «militares democratas e patriotas» (isto é, dos oficiais), o destino do levantamento antifascista."

Francisco Martins Rodrigues, Luta pacífica e luta armada no nosso novimento, dezembro de 1963

Francisco Martins Rodrigues faleceu exactamente há dez anos. Aproveitamos a oportunidade para explicar a importância dele e da sua obra para esta nova geração de militantes comunistas.

O Chico é o principal responsável pela chegada a Portugal daquilo a que se convencionou chamar movimento ML. Ao mesmo tempo, o Chico foi também o único militante capaz de teorizar a ruptura e a superação desse mesmo movimento.

Com o Chico aprendemos a identificar o inimigo dentro do movimento operário, e a defender os princípios.

A liquidação do projecto revolucionário após o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética foi uma operação delicada. Foi preciso levantar uma nebulosa para esconder o verdadeiro carácter de todas as inovações teóricas que vinham de leste. Nessa altura contámos com o Chico para perceber o que era o caminho pacífico para o socialismo, o partido de todo o povo, a coexistência pacífica, e a aplicação prática de tudo isto em Portugal.

Com o Chico fomos depois levados a analisar as causas da degenerescência que insistiu em contaminar não apenas a orla soviética, mas também o movimento ML.

Afinal o proletariado já não tinha caminho próprio bem antes da liquidação do projecto revolucionário. Abdicámos da hegemonia e independência para nos defendermos do fascismo; decidimos trabalhar para a democracia burguesa quando não a tínhamos, e quando a conquistámos fomos absorvidos pelo sistem. Decidimos entrar em todo o tipo de unidades populares, sempre à procura da próxima etapa, da próxima aliança social, de todas as justificações teóricas para evitar fazer o nosso caminho e o nosso trabalho.

O dimitrovismo é um labirinto sem saída. No final de cada etapa, voltamos ao ponto de partida. Da paz social burguesa à guerra, da guerra ao perigo da bota cardada, da bota cardada às alianças com a burguesia boa (contra a burguesia má), e finalmente da vitória novamente à paz social burguesa. E daqui não saímos.

Daremos a conhecer todas as partes desta viagem. Há muito sumo político entre a ruptura com o revisionismo durante o cisma sino-soviético, até à ruptura com o centrismo e o dimitrovismo. Durante este percurso palpita o desassossego intelectual, o espírito crítico e científico, a vontade dar à classe os instrumentos mais avançados.

Não chegámos a conhecer o Chico pessoalmente, mas conhecemo-lo bem. Aprendemos dos textos dele quando tinha razão, quando não tinha a razão toda e até mesmo quando não tinha razão.

Agora continuaremos nós a mesma viagem. Para o caminho levamos na mochila um exemplar do livro Anti-Dimitrov:

"Daí a ideia leninista de que a única pedagogia que produz frutos na escola da luta de classes é colocar a pequena burguesia perante o facto consumado da luta revolucionária independente do proletariado. As vacilações pequeno-burguesas nunca se venceram com «apoio político» nem com «explicações pacientes», como queria Dimitrov, mas pela força. A pequena burguesia sempre cairá, em última análise, para o lado do mais forte."

Francisco Martins Rodrigues, Anti-Dimitrov, 1985.

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