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Terça, 11 Outubro 2016 16:54 Última modificação em Sexta, 14 Outubro 2016 13:43

[Galeria fotográfica] Taxistas marcham em Lisboa contra a uberização do setor e manifestação termina com confrontos

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País: Portugal / Laboral/Economia / Fonte: Diário Liberdade

A Uber é uma plataforma online que cobra por transportes em carros de motoristas individuais, não empregados pela empresa, conduzindo à forma mais extrema de precarização da relação laboral: a sua completa desaparição. No protesto de ontem, interesses de classe encontrados: os de trabalhadores e trabalhadoras contra a precariedade e os de patrões para manterem exclusividade nos lucros.

A marcha contra a legalização da Uber, começou ontem (10 de outubro) meia hora depois do previsto. Segundo a organização da manifestação, a Políacia começou a desviar os Táxis que vinham do Norte para o IC2, provocando demoras na entrada dos motoristas em Lisboa
Marcha é obstaculizada pela polícia e regista confrontos
Os e as taxistas pretendiam seguir todas juntas na marcha lenta, mas alguns foram alegadamente obrigados a parar, alegadamente por ordens da PSP, os confrontos acabaram por acontecer e as e os taxistas saíram dos carros. A situação terminou com confrontos físicos entre manifestantes e corpos repressivos, que terminaram com a detenção de três manifestantes a quem a PSP acusa de arremesso de objetos pirotécnicos e danos num carro da polícia.
As e os taxistas,  tinham recomeçado a marcha em direção à Avenida Gago Coutinho, mas pararam em plena Rotunda do Relógio e deixaram os carros para tentar cortar a estrada de acesso ao aeroporto por verem outros profissionais, alegadamente da Uber, a fazer o transporte de passageiros.
Florêncio Almeida, Presidente das e dos patrões da ANTRAL, atribuiu a responsabilidade do "descontrolo da situação" às autoridades, por terem constantemente atrasado a marcha de protesto. O patrão adiantou que as e os taxistas vão manter-se junto ao Aeroporto por tempo indeterminado, até que alguém do Governo encontre uma solução para os problemas do sector. Perto da uma e meia da noite ainda se ouviam apelos à continuidade do bloqueio, palavra de ordem "Não saímos", mas pouco tempo depois os e as profissionais começavam a abandonar o local com a promessa de regressar na segunda-feira.
Galeria fotográfica
Fotos de João Nelson Ferreira (se não visualizas a galeria abaixo, click aqui para ver no Flickr)

Revindicações de trabalhadoras e trabalhadores versus revindicações das e dos patrões
Um dos pontos que, de uma perspetiva progressista, é necessário analisar no âmbito da mobilização frente a Uber é a necessária diferença entre as reivindicações da classe trabalhadora e a das e dos burgueses, que estiveram misturadas na jornada de ontem.
A mobilização das e dos taxistas inclui a atividade de profissionais independentes - ou seja, trabalhadores e trabalhadoras sob uma relação social de exploração - mas também empresariado - o protesto de ontem era apoiado pela organização empresarial setorial (ANTRAL) - e, portanto, de uma terceira categoria: a de motoristas contratados pela burguesia organizada na ANTRAL e outras entidades patronais.
A legítima reivindicação trabalhista contra uberização das relações de trabalho deve ser convenientemente diferenciada da ação das e dos patrões destinada a mais nada do que manter fora do mercado a concorrência, de forma a assegurar lucros através da redução da sua concorrência - nomeadamente, da Uber.
Agressões a alegado motorista da Uber
Durante o avanço dos taxistas até à zona das Partidas do aeroporto Humberto Delgado, uma viatura de transporte de passageiros descaracterizada foi vandalizada quando passava através da concentração, ficando com danos no vidro traseiro e amolgadelas nas portas laterais. As e os manifestantes atiraram pedras e garrafas contra o veículo e a polícia foi obrigada a proteger o carro e a conduzi-lo para trás do cordão de segurança do corpo especial da PSP, os e as ocupantes do carro foram obrigados a seguir a pé, enquanto o motorista escapava à fúria dos e das taxistas.
Uma identificação errada do inimigo, que longe de ser o ou a motorista que presta os seus serviços de forma precária e desprotegida através da Uber, são sim os e as capitalistas daquela empresa transnacional e também as e os patrões que, como Florêncio Almeida, dividiam ontem protesto com trabalhadoras e trabalhadores honestos.
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