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Diário Liberdade
Terça, 11 Abril 2017 00:58 Última modificação em Quarta, 12 Abril 2017 23:57

Direita venezuelana atenta contra direitos de livre trânsito e à paz como parte do plano golpista

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País: Venezuela / Reportagens / Fonte: AVN

A direita venezuelana mostrou um novo ponto de sua agenda no dia 31 de março: ações de rua. Desde então, foram quatro [cinco, com a de ontem] chamados a concentrações e mobilizações "pacíficas" na capital, que de forma paradoxal deixaram como resultado focos de violência.

Essa manobra, que trasgride garantias fundamentais como os direitos de livre trânsito, ao trabalho e à paz, atenta contra o artigo 68 da Constituição Bolivariana da Venezuela, que indica que todos os venezuelanos têm o direito de se manifestar de maneira pacífica, e outras disposições legais como a solicitação de autorizações para as manifestações. No entanto, nas últimas quatro vezes que saíram às ruas para protestar, a direita rompeu as normas.

Em 1º de abril —após o chamado realizado um dia antes pelo deputado Julio Borges de tomar as ruas, sem "ter medo"— foi realizada a primeira concentração. Os dirigentes da autodenominada Mesa da Unidade (MUD) que saíram às ruas de Caracas, animavam seus seguidores a provocar violência, com um discurso de agitação e ações de agressividade contra as forças de segurança.

Como foi o caso do deputado Juan Requesens, que pessoalmente tentou passar uma barreira de proteção da Guarda Nacional Bolivariana (GNB). Em seu discurso diante dos opositores que o acompanhavam, arremeteu contra a institucionalidade e os Poderes Públicos.

A segunda ação foi no dia 4 de abril. Na concentração na avenida Libertador de Caracas, os responsáveis pela marcha instigaram os apoiadores a seguir para o centro da capital sem a autorização da prefeitura. Grupos violentos atacaram física e verbalmente os efetivos de segurança do Estado que protegiam os acessos ao centro da capital; da mesma forma, tentaram impedir o trânsito em algumas ruas.

No dia 6 de abril foram convocadas mobilizações em sete pontos de Caracas até Altamira, na rodovia Francisco Fajardo. Como ocorreu no golpe de Estado contra o presidente Chávez em 11 de abril de 2002— dirigentes da MUD orientaram seus simpatizantes a continuar a passeata até a Defensoria do Povo no centro. Novamente houve episódios de violência incluindo interrupção do trânsito e destruição de parte da escola secundária Liceo Gustavo Herrera, próxima à rodovia.

No sábado 8 de abril a direita convocou outra ação de rua. Os focos de violência incluíram uma agressão contra os repórteres do canal estatal VTV e o ataque com bombas molotov contra uma sede do Tribunal Supremo de Justiça no município de Chacao.

O diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), Gustavo González López, informou que o partido opositor Primeiro Justiça (PJ) contratou grupos para cometer atos vandálicos na avenida Libertador de Caracas.

Mais uma vez a direita venezuelana recorre à violência, ao vandalismo e as ações terroristas para tomar o poder. É uma velha agenda.

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