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Domingo, 09 Junho 2019 17:37

Venezuela resiste

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País: Venezuela / Resenhas / Fonte: Diário Liberdade

[Anisio Pires*] Para entender o que acontece hoje na Venezuela, é preciso tomar uma posição. Ou se julga que é uma “ditadura” que pressiona “os políticos, os juízes e a imprensa, para culpá-los pela própria incapacidade”, como afirma a jornalista Miriam Leitão (comparando de má fé o Presidente Nicolás Maduro a Jair Bolsonaro), ou se trata de uma experiência autêntica de liberação nacional, anti-imperialista, que resgata a independência e a soberania com justiça social para seu povo.

Venezuela vem sendo duramente atacada por seus acertos, assim como historicamente são atacadas as experiências progressistas e revolucionárias.

Se Bolsonaro recebe o apoio entusiasta do supremacista Donald Trump, capaz de enjaular e separar crianças latino-americanas de seus pais, e você não percebe a diferença entre o projeto fascista de Brasília e o projeto revolucionário de Caracas, melhor não seguir lendo. O povo venezuelano enfrenta muitas dificuldades pelo bloqueio e pelas agressões dos EUA e neste momento necessita da solidariedade das pessoas de verdadeiro espírito humanitário e não dos ataques, via comparações absurdas, estabelecidas por falsos democratas.

Desde que Barak Obama assinou a ordem executiva de 9 de março de 2015, declarando a Venezuela “uma ameaça extraordinária e fora do comum” para a segurança nacional dos EUA, as agressões contra o país vêm crescendo, incluídas as reiteradas ameaças de intervenção militar de Trump. A isso se acrescenta o informe do Escritório de Indústria e Segurança – BIS (Bureau of Industry and Security), divulgado em 22 de maio. Este informe coloca a Venezuela na lista de países que são “preocupações por armas nucleares, químicas e biológicas e tecnologias de mísseis” para a “segurança nacional”. Para compreender os perigos que enfrenta a Venezuela e toda a Pátria Grande, basta lembrar que os EUA invadiram o Iraque em 2003 sob o pretexto de que possuía “armas de destruição massiva”. A comparação com o Iraque, sem esquecer a Líbia e a Síria, não é pura retórica. A direita golpista venezuelana, apoiada pelos EUA, nomeia seu movimento terrorista contra o Presidente Maduro de “Operação liberdade”, da mesma forma que chamaram a invasão ao Iraque.

No dia 20 de maio as forças patrióticas da Venezuela foram massivamente às ruas celebrar um ano da eleição do Presidente Nicolás Maduro, eleito pelo povo em 2018 com 68% dos votos, respeitando todas as garantias democráticas, num clima de Paz.

Esse ato de reafirmação da legitimidade do Presidente Maduro simboliza a guerra entre a verdade e a mentira que hoje se trava na Venezuela. A campanha de mentiras que a mídia constrói contra a Pátria de Bolívar pretende deslegitimar o governo bolivariano frente ao mundo, enquanto condena o povo à fome e a outras necessidades. Apostam numa revolução colorida de violência e morte que justifique, por fim, uma invasão armada. Se isso não aconteceu até agora, é porque a vanguarda da revolução bolivariana tem sido capaz de evitar ciladas e provocações, articulando a mobilização permanente do Povo e de sua Força Armada

Nacional Bolivariana (FANB) em unidade cívico-militar. Isso, acompanhado sempre da solidariedade internacional que respalda a Diplomacia de Paz da Venezuela.

No dia 30 de abril, a direita tentou uma nova ação golpista no centro de Caracas. Criando uma falsa situação de fuga de prisioneiros, enganou um grupo de militares fortemente armados, colocando-os em posição de ataque em um viaduto. Só não se produziu um enfrentamento entre militares, como era a intenção dos golpistas, graças à serenidade, maturidade e visão estratégica singular da FANB, evitando uma tragédia.

Dias depois, em 8 de maio, a Armada venezuelana expulsou de suas águas jurisdicionais o navio de Guarda Costeira estadunidense USCG James. Ele se encontrava em clara intenção de provocação, dado que seus instrumentos de navegação permitiam saber, com exatidão, as coordenadas em que se encontrava.

As próximas semanas e meses serão chaves para evitar que os tambores de guerra e morte rufem na Venezuela. Estão em risco a democracia e a Paz na região.

A união cívico-militar, a unidade na diversidade dos patriotas, são mensagens que falam de um mundo multicêntrico e pluripolar que está nascendo sob o protagonismo da Venezuela e com ela, de toda a América do Sul. Sua posição geográfica e seus recursos naturais são a inveja do império. Mas a força moral e a resistência heroica de seu povo, que grita ao mundo “sí, se puede”, marcam a diferença. Na Venezuela se diz ao imperialismo: somos os filhos de Bolívar, Pai da Pátria Grande e de Chávez, Comandante Fundador do Socialismo do século XXI. Leais Sempre, Traidores Nunca!

(*) Anisio Pires é venezuelano, Cientista Social pela UFRGS

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