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Diário Liberdade
Terça, 17 Janeiro 2017 11:09 Última modificação em Quarta, 01 Fevereiro 2017 18:19

Lá se vai o bom Obama, negro em vão

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Ilka Oliva Corado

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Muitos acreditaram que, por ser negro, Obama representaria uma mudança transcendente na política interna e externa dos Estados Unidos, mas o bom samaritano terminou sendo negro em vão. Um negro afim ao sistema e tão Ku Klux Klan como a própria Hillary Clinton e Trump.


Não há comparação, nem como ser humano nem como político, entre ele e Martin Luther King ou o próprio Malcolm X; entretanto o bom Obama, como bom oportunista, os utiliza em seus discursos, como também utilizou o 50º aniversário das marchas em Selma, Alabama, para sair bem na foto e fingir uma memória histórica que não tem. Porque sob seu nariz os policiais brancos assassinam negros como quem mata cachorros de rua. O bom Obama se dispôs a construir um monumento a Martin Luther King para honrá-lo, mas a cada dia como presidente toma decisões que o envergonhariam.

Um intervencionista, invasor, genocida, um Nobel da Paz desperdiçado. Um mentiroso que ofereceu uma Reforma Migratória Integral e que utilizou como slogan de campanha uma frase de Dolores Huerta, para capturar o voto latino (“Yes, we can”) e em resposta ao apoio que recebeu foi o presidente que mais indocumentados deportou na história dos Estados Unidos, coisa que nem os republicanos fizeram. Não só isso, às escondidas, também militarizou da fronteira sul dos EUA até Honduras, com o Plano Fronteira Sul e Maya-Chortí. Deu continuidade ao Plano Mérida, implementou o Plano Aliança para a Prosperidade. Também mantém vigente o Plano Colômbia. No entanto, vai embora sem ter implementado a ALCA na América do Sul.

Motivo? Refrescar o Plano Condor na região. O bom Obama, com sua maquinaria destrutiva e através das embaixadas dos Estados Unidos na América Latina, manteve vigente a ingerência e o saque em países com governos de tendência neoliberal. O bom vizinho do norte do continente deu um golpe de Estado em Zelaya em Honduras, em Lugo no Paraguai e em Dilma no Brasil. Tentou em inúmeras ocasiões o mesmo procedimento na Argentina com Cristina, no Equador com Correa, na Bolívia com Evo e na Venezuela com Maduro. Teve o cinismo de assinar um decreto contra a Venezuela que é um convite a uma invasão militar.

Encheu de bases militares estadunidenses o México, Guatemala, El Salvador, Honduras, Panamá, Colômbia, Peru e Paraguai e agora mesmo o está fazendo na Argentina com o governo de Macri. Com Cuba teve uma aproximação que lhe serviu para sair bem na foto (como também foi à homenagem a Mandela no dia em que morreu), porque em nenhum momento teve a intenção de eliminar o bloqueio nem de devolver Guantánamo, ações vitais para um início de relações entre ambos os países.

O bom Obama vai sair com invasões e bombardeios no Iraque, Iêmen, Afeganistão, Paquistão, Somália, Síria e Líbia. Nos tempos de Bush nos fizeram memorizar o nome da Al-Qaeda e nos venderam a necessidade de salvar aqueles países do terrorismo. No tempo de Obama nos falaram de um Estado Islâmico. Imaginemos se Hillary Cliton tivesse ganho a presidência, nos dizem gratuitamente que há terroristas na Venezuela e que é preciso intervir para salvar o povo venezuelano das garras do ditador Maduro. Claro, é preciso esperar para ver com o que virá Trump.

Obama tem as mãos manchadas de sangue pela quantidade de vidas ceifadas em sua sede de invasão, de ouro e petróleo. Não se pode esquecer que o mesmo que fez Bush a Saddam Hussein, Obama fez a Gaddafi.

Obama não tem mais que uma excelente oratória, lhe faltou coragem e humanidade para defender o legado dos Panteras Negras, de Martin Luther King, Rosa Parks e Malcolm X. Obama faltou à memória dos tantos negros assassinados nos Estados Unidos por crimes de ódio. Faltou a seu sangue, à sua comunidade, à sua herança e a seus ancestrais. É, em sua totalidade, um negro em vão. Um negro mauricinho, que preferiu o caminho dos ingratos. E como ingrato não merece a imortalidade.

Tradução do Diário Liberdade

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